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2010/02/27

Orçamento da ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PARA 2010

É público e está publicado mas a gente nem dá por isso, se ninguém denunciar.
Recebi um email com os dados que refiro a seguir... e fui consultar a fonte para confirmar...

O TOTAL DA DESPESA ORÇAMENTAL que consta no Orçamento da Assembleia da República (A.R.) para 2010 é.... € 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos); 191,4 milhões de euros

Almeida Santos, no seu supremo cinismo dizia: "A Democracia é um luxo que se paga caro". Neste tipo de afirmações podemos reconhecer o vil caracter dessa gente.
Ao contrário do que "este" dizia, A DEMOCRACIA não é um luxo; é uma necessidade básica. E como é necessidade básica, é o sistema mais barato e mais eficiente.

Isto para concluir que, nem que "aquilo" fosse realmente uma instituição democrática (A Democracia) se justificaria um custo astronómico desta natureza. Mas se fosse uma instituição democrática também não custaria tanto dinheiro e teria utilidade que justificasse o custo.

Ao contrário do que diz o email que recebi, este custo, 191,4 milhões se euros, não diz respeito apenas "àquela casa": a Assembleia da República; inclui também o Provedor de Justiça, a CNE, etc.
Mas as despesas com estas entidades não ultrapassarão os 15 a 16 milhões de euros... sendo as despesas com o Parlamento que "engolem" o grosso do bolo: mais de 175 milhões de euros
Além disso, como JUSTIÇA é coisa que, de todo, não existe, neste País, nem o Provedor faz alguma coisa para que exista e nem lhe compete fazer, não se percebe porque motivos se pagam mais de 6 milhões de euros para manter esse mono inútil que é a Provedoria de Justiça.

Para que é que o País suporta toda esta despesa? Qual é a utilidade do Parlamento?

A seguir transcrevo, do email que recebi, algumas das verbas do referido orçamento que pode ser consultado AQUI


1 - Vencimento de Deputados .........................12 milhões e 349 mil Euros


2- Ajudas de Custo de Deputados..................... 2 milhões e 724 mil Euros

3 - Transportes de Deputados .......................... 3 milhões 869 mil Euros

4 - Deslocações e Estadas ................................ 2 milhões e 363 mil Euros

5 - Assistência Técnica (?????) ......................... 2 milhões e 948 mil Euros

6 - Outros Trabalhos Especializados (???) ........ 3 milhões e 593 mil Euros

7 - RESTAURANTE, REFEITÓRIO, CAFETARIA....... 961 mil Euros

8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares......... 970 mil Euros

9 - Equipamento de Informática ....................... 2 milhões e 110 mil Euros

10 - Outros Investimentos (??????) .................. 2 milhões e 420 mil Euros

11 - Edificios .................................................. 2 milhões e 686 mil Euros

12 - Transfer's (???????) Diversos (????)......... 13 milhões e 506 mil Euros

13 - SUBVENÇÃO aos PARTIDOS representados na A.R...... 16 milhões e 977 mil Euros

14 - SUBVENÇÕES ESTATAIS P/CAMPANHAS ELEITORAIS ........... 73 milhões e 798 mil Euros


Não há dúvida de que é urgente ALTERAR O SISTEMA ELEITORAL, REDUZIR O NÚMERO DE DEPUTADOS E VALORAR A ABSTENÇÃO

- Para que haja (passe a haver), realmente, DEMOCRACIA;
- Para acabar com esta chulice e estes gastos astronómicos;
- Para que este dinheiro reverta a favor da população, do País e do desenvolvimento económico e social.

Um País de tanga e da Tanga, não se pode dar ao luxo de sustentar assim aquela cambada de inúteis...


APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
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-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa

2009/08/28

Boicote Cerrado e Generalizado!


A Petição para Valoração da Abstenção, que redigi e publiquei, está a ser alvo dum boicote cerrado e generalizado.
É uma sensação estranha, que ainda não consegui "digerir" bem.

Estou na blogoesfera há quase 5 anos. Começou por acaso, com um "empurrão" da censura que era feita aos meus comentários no "Portugal Diário", por exemplo... Houve outros casos de censura que também ajudaram.

Os problemas da sociedade e as questões sociais sempre me preocuparam imenso. O pior é olhar para uma boa parte desses problemas e questões e perceber que têm soluções simples e dignas, mesmo ao nível das questões económicas...

Se os problemas têm soluções e não são resolvidos, é culpa de quem governa; é indicativo de 2 coisas:

-- Não são colocadas as pessoas certas nos lugares certos;
-- Não há democracia;

Portanto, para chegar às soluções é necessário "forçar" o sistema e quem governa: os políticos.

Foi assim que criei a proposta para valoração da abstenção, há mais de 3 anos (na verdade essa proposta já existia antes mas foi sendo aperfeiçoada).

Agora criei uma petição que publiquei num site adequado. Rapidamente me apercebi de que era alvo de boicote (do próprio site?): o site está frequentemente "em baixo", quando eu tento aceder e aparece a mensagem: "Internet Explorer cannot display the webpage"... O número de assinaturas parou!
Em resposta recriei a petição em mais 3 sites (agora está publicad em 4 sites) e então continuaram as assinaturas; timidamente, mas continuaram. Porém, o boicote, obstinado, continua: os meus comentários onde divulgo (ou falo de) a existência da petição, SÃO APAGADOS, em toda a parte... mesmo entre os que eu considerava "amigos", mesmo em locais insuspeitos. Até há um sítio que se chama "Deputado da Abstenção", onde publiquei um dos primeiros comentários... que rapidamente foi apagado; ou seja: um deputado da abstenção CONTRA a abstenção... é típico.

Por essa altura, enviaram-me um email, do OLX, a convidar-me para publicar um anúncio grátis nesse site: OLX. Achei boa ideia e aproveitei para divulgar a petição. Até me preparava para "promover", pagando... Mas quando, passados 1 ou 2 dias, voltei e procurei o anúncio, constatei que tinha desaparecido. Como tinha o endereço, tentei aceder directamente e recebi a mensagem: Este anúncio já não está disponível...

A situação tem-se repetido em toda a parte. Tentei publicar um anúncio no google mas não o fiz devido a uma espécie de ameaça de censura ás palavras de busca.

Hoje, usando as minhas prorrogativas de membro da comunidade Sol, publiquei um comentário num artigo e mencionava a petição para valoração da abstenção. Então não é que, passadas pouquinhas horas, quando voltei, O ARTIGO TINHA DESAPARECIDO!

Não há dúvida de que está instalado o pânico nas hostes do "inimigo".

HELP!
Preciso, urgentemente, de ajuda para divulgar esta petição, em toda a parte.

Este boicote vem confirmar, sem margem para dúvidas, que estou no caminho certo; a Petição tem de avançar, tem de ser conhecida, é necessário e urgente "Furar o Cerco". Quem me ajuda?
De referir, TODAVIA, os exemplos possitivos também:
Enviei o manifesto que apela à assinatiura da petição para AVENTAR e o texto foi publicado, naturalmente, sem dramas, como compete numa democracia MADURA, entre gente digna e civilizada. Os meus agradecimentos e o meu reconhecimento ao Ricardo Pinto... e a minha homenagem, também, à dignidade e alto nível intelectual que assim demonstrou.
Esta ressalva eu tinha para fazer há muito tempo e teria mesmo que ser feita.
.../...

APELO!
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2009/07/18

Petição Para Valoração da Abstenção

Petição Para Valoração da Abstenção e redução, para 100, do número máximo de Deputados.

A proposta para Valorar a Abstenção

MANIFESTO!

Iniciado que está um novo ciclo eleitoral, achamos que é altura de fazer ouvir a nossa voz também.

A “NOSSA VOZ” é a voz dos segregados, dos ignorados, dos ultrajados, dos que são constantemente “lixados” pelo sistema e pelas suas instituições; dos que são vítimas, permanentemente, do gangsterismo e criminalidade institucionalizados (que se exercem de dentro das instituições) com que nos defrontamos todos os dias, que nos molestam das mais diversas formas.
O regime político actual, a chamada Democracia Representativa, não tem nada de DEMOCRACIA e nem é representativa.
Não tem nada de Democracia, já lá vamos.
A provar que não é representativa está o elevado número de abstenções. Nas recentes Eleições Europeias (Europeias 2009) os deputados eleitos representam (receberam os votos de), APENAS, 32,62% dos eleitores. Ficaram de fora, sem serem representados, 67,38% dos Eleitores. E, no entanto, TODOS os lugares para o Parlamento Europeu foram preenchidos, como se todos tivéssemos votado...
Note-se que, se fosse um referendo, o resultado não era vinculativo; não tinha mérito. Porquê esta dualidade de critérios?
Os políticos têm uma série de desculpas e “explicações”, invariavelmente cínicas, para esta anormalidade, mas “explicações” e argumentos cínicos qualquer malandrim tem para “justificar” (e manter) as suas patifarias...
Quero dizer com isto que a culpa é dos políticos e só deles. É a forma de fazer política que está na origem desta situação e é isso que tem de mudar!

Não tenhamos ilusões! Este sistema político NAZI, manhosamente disfarçado de “democracia”, impropriamente alcunhado de democracia, não irá mudar, quero dizer: NÃO IRÁ MELHORAR, por iniciativa dos políticos. Porquê? Para quê? Eles não necessitam de mudar o sistema; PARA ELES funciona muito bem. E funciona SEMPRE por maior e mais generalizado que seja o descontentamento; traduzido em abstenção PORQUE ELES são TODOS iguais, não há por onde escolher...
Este sistema não tem nada de democracia: é um sistema político vigarista e NAZI. É nazi, desde logo ao eliminar do mapa dos cidadãos com direitos todos os que não votam “NOS ELEITOS”. É vigarista fazendo as contas dos resultados eleitorais como se NÓS não existíssemos, apropriando-se, ILEGITIMAMENTE, da nossa representatividade e dos votos que lhes recusámos. Isto é um procedimento tipicamente NAZI; de democracia não tem nada. É uma ditadura de malandros sem vergonha.
Para “legitimarem” esta sua patifaria de consequências desastrosas, esses salafrários: os políticos e seus apaniguados, usam e abusam da propaganda NAZI, insultando e injuriando quem ousa manifestar assim o seu descontentamento e não votar neles, não votar porque não se justifica o esforço, bem pelo contrário: dá náuseas participar de semelhantes palhaçadas depois das campanhas eleitorais vergonhosas, onde tudo é usado EXCEPTO A VERDADE, onde os eleitos assumem compromissos conscientemente mentirosos, que regenam após tomarem posse com as desculpas mais torpes, mas que voltam a usar quando de novo em campanha.

Este estado de coisas conduziu-nos a um descalabro sem precedentes que, todavia, ameaça agravar-se.

Já não há métodos da propaganda nazi que lhes valham, que permitam continuar “a tapar o Sol com a peneira”; está à vista de todos... mas ELES negam! Sobretudo negam as suas responsabilidades, mesmo que essa estratégia da propaganda nazi só sirva para aumentar o desespero dos cidadãos e o fosso entre estes e a política.
As responsabilidades são deles e só deles: assim como têm usurpado a nossa representatividade, usando-a para cometer toda a espécie de crimes e abusos, comprometendo o nosso futuro, também podiam tê-la usado para fazer o que é correcto, o que é necessário fazer. Mas issso é contra a sua natureza... de escroques.

A impunidade que este sistema garante a essa gente sem vergonha, aos políticos (e garante-lhes impunidade porque ELES não têm vergonha, nem dignidade e não são obrigados a ter) é perversa a ponto de já ser quase banal haver notícias sobre os crimes cometidos por políticos e políticos criminosos que se pavoneiam sem pudor. E, digo eu, isto só pode acontecer porque não há nenhum político que preste. Conclui-se que as pessoas que prestam não têm lugar na política...

Este estado de coisas conduziu-nos a um descalabro sem precedentes não só na política mas também na Justiça que se transformou num antro de perfídia, controlada por criminosos; que só serve para proteger criminosos e para perseguir e molestar os cidadãos honestos.
Na justiça portuguesa, quando se trata de proteger criminosos, invoca-se a DEMOcracia e os “Direitos Liberdades e Garantias”; mas, por outro lado, quando se trata de molestar e perseguir os cidadãos de bem, todos os pretextos servem: serve como pretexto o facto de o cidadão se indignar e dizer o que pensa e sente; como serve o facto de o cidadão ser vítima dum crime e denunciar o respectivo criminoso ou criminosos. Neste último caso, como NUNCA se prova nada, contra bandidos, na justiça portuguesa (e o cidadão também não pode fazê-lo porque lhe é proibido investigar) fica “provado” que o cidadão se queixou “e não provou” (porque está impedido, por lei, de o fazer e quem pode e deve NUNCA o faz), logo será molestado perseguido e condenado, espoliado dos seus bens até... porque ousou beliscar os “direitos liberdades e garantias” existentes para uso exclusivo de criminosos e bandidos...

Pior! Chegam-nos “notícias” de diversas proveniências dizendo que, TAL COMO A POLÍTICA, o sistema judicial TAMBÉM está minado de criminosos, está minado pela Alta Criminalidade que se “protege” “combatendo” a CORRUPÇÃO, conspirando, acusando inocentes, alimentando escândalos vergonhosos como o Processo Casa Pia, etc. Tudo isso para desviar atenções e manter o alarme social com essas notícias, para que os seus crimes e respectivas consequências não tenham espaço nas notícias...
Isto é democracia?
Os políticos, claro, DIZEM nada ter que ver com a “Crise da Justiça”, devido à “famigerada” separação de poderes. Tal como tudo o resto, também este princípio é distorcido e abusado para “legitimar” a actual tirania, QUE SE EXERCE COM A CUMPLICIDADE DOS POLÍTICOS. De quem mais? Os políticos é que são eleitos, os juízes não são; são nomeados e mantidos pelos políticos...

Este estado de coisas conduziu-nos a um descalabro sem precedentes no sistema de Segurança Social que ameaça ruir a todo o momento; no nível de vida que piora em vez de melhorar; na economia onde impera o “faz de conta”; no progresso social e económico que é, cada vez mais, retrocesso, deixando os jovens sem perspectivas profissionais e os desempregados desesperados por ausência de esperança de voltarem à vida activa.

Não tem de ser assim! TODOS os problemas têm solução desde que se coloquem as pessoas certas nos lugares certos, desde que HAJA vontade de os resolver.

A eterna desculpa é a de que não há meios. É FALSO! Os meios existem!
Existem e estão, actualmente, a ser delapidados para custear a chulice dos políticos e seus apaniguados (acessores, consultores, etc.);
Estão a ser delapidados para pagar ordenados escandalosos, de gangsters, a administradores e gestores de empresas com participação do Estado, que fornecem bens essenciais (pagos por nós);
Estão a ser delapidados pagando vencimentos escandalosos aos que não são eleitos e, ainda assim, ocupam os cargos;
Estão a ser delapidados para pagar reformas escandalosas que, em alguns casos, até acumulam com vencimentos tambémde valores muito elevados...
OS MEIOS EXISTEM MAS ESTÃO A SER DELAPIDADOS, ROUBADOS por essa cambada de energúmenos, de inúteis, de salafrários, de INCOMPETENTES.
Neste texto demonstrei que a delapidação do Erário Público pelos meios que aqui se enumeram ascende a mais de 20% (VINTE POR CENTO) da Despesa Pública Corrente e há muitas outras formas de delapidação que não foram contabilizadas... Gerindo adequadamente esses meios, “geram-se” mais meios, e podem-se resolver muitos problemas, fazendo crescer a economia e subir o nível de vida dos cidadãos; até se pode reduzir a carga fiscal.

É por isso e para isso que APELO a que todos assinem esta petição EXIGINDO A VALORAÇÃO DA ABSTENÇÃO e a REDUÇÃO DO NÚMERO MÁXIMO DE DEPUTADOS PARA 100 (Cem Deputados); A Assembleia da República passará a ter cem deputados, se e quando TODOS os eleitores votarem.

Resumidamente, a Valoração da Abstenção significa que cada partido elege uma percentagem de deputados, ou vereadores (ou o que for) igual à percentagem REAL de votos que recebeu dos eleitores, tomando como base o total de eleitores inscritos. Significa que a percentagem de abstenção se reflete em lugares vazios (porque os respectivos titulares não foram eleitos).
Significa que a duração dos mandatos é reduzida em função da percentagem de votos obtidos nas urnas e depois disso esse executivo só se mantem se for referendado e obtiver mais de 50% dos votos.
A governação é um assunto muito sério, que diz respeito a todos, logo deve ter a concordância da maioria, pelo menos; não pode ser decidida, em definitivo, por meia dúzia de pessoas das quais uma grande parte é iludida com falsas promessas, ou com outras patranhas irrelevantes.


Estas alterações do sistema eleitoral (ou outras) bem como os vencimentos dos políticos devem passar a só poder ser decididas através de REFERENDOS.
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2006/07/07

Abstenção Ou Voto Em Branco (II)?

Name Jivago deixou, neste post de o Jumento um comentário que exigia resposta. Devido à importância do tema, aqui fica a transcrição (da minha resposta, é claro):

"Meu caro Jivago!
A sua resposta é um bom exemplo da forma como "os artistas" usam a "democracia" se apropriam da "democracia"... para destruirem a DEMOCRACIA.
Você acha que eu deveria ter tolerado a sua atoarda sem reagir, sem dizer o que penso e acha que a minha reacção não é democrática. Mas são as suas palavras que compactuam com aquela atitude nazi, de todos os políticos e do sistema eleitoral, de eliminar do mapa dos cidadãos com direitos, após cada acto eleitoral, todos os abstencionistas... que são a maioria. Muito mais maioria do que qualquer outra opção.
Portanto, meu caro, a minha reacção não "colide" com os seus direitos a ter opinião próprio, mas sim se deve ao facto de você contribuir para a violentação dos direitos e do respeito que é devido a qualquer cidadão. É que "a nossa liberdade termina quando começam os direitos dos outros". Dê-lhe a volta que der, quem está mal é você.

Agora, reagindo como qualquer oportunista e confusionista em relação à minha opinião, você repete tudo o que disse, insultando a maioria de que falo acima... mas continua a achar que, coitadinho, está cheio de razão.
O que você está é cheio de ideias absurdas "engolidas" sem pensar, das falácias nojentas que monopolizam a comunicação social. E só por isso, por achar que a sua "opinião" é que é comum, você se acha tão cheio de razão.

Para se justificar começa por (numa manifestação de misantropia, absurda) insultar a tal maioria, fazendo "processos de intenção" e achincalhando, porque só as suas opções e opiniões é que são correctas. Por isso, para que você se sinta melhor que os outros e de bem com a sua consciência, a abstenção tem de significar "ir para a praia". Quem foi que decidiu isso?
Em contrapartida, o voto em branco, (a sua opção, é claro) é sinónimo de não sei quantas virtudes... Quem foi que decidiu isso?

E porque é que toda aquela maioria tem de ser obrigada a pensar e a agir como você acha bem? Donde raio lhe vem toda essa legitimidade para decidir as opiniões e opções dos outros, para insultar, achincalhar e sancionar a punição (através da atitude nazi já referida)?

Mas eu (que costumo pensar pela minha cabeça) já percebi o que é que nos separa. Você diz: "(o voto em branco) é a única forma dos pequenos poderem mostrar a sua indignação e desprezo por pessoas e organizações que são más".
Pois é, meu caro; é isso que nos distingue: é que você "pensa pequeno" e quer que a contestação seja "coisa de pequenos" apesar de a esmagadora maioria da população (do País e do Mundo) estar contra esta escumalha. Em contrapartida eu estou SEMPRE com as maiorias, porque isso é que é democrático; é aí que está a força.
A sua atitude não significa mais nem menos do que "dividir para reinar" que é tão útil para a escumalha dos políticos. Enquanto nós nos debatemos com gente como você, eles riem e continuam, paulatinamente, os seus crimes contra toda a população que, mercê da sua atitude, não se consegue unir contra eles...
Tudo se pode resolver de forma digna quando as pessoas tiverem consciência das suas competências e deixarem de "pensar pequeno".

Concluindo: a sua forma de pensar e de agir é uma excelente ajuda para "neutralizar" a força da DEMOCRACIA e das maiorias, para nos reduzir a "pequenos" (cada um para seu lado, é claro, a ridicularizar, ridiculamente, os outros); ou seja: para proteger e garantir impunidade e êxito aos que integram as organizações e as acções de que você diz que não gosta (mas adora) "por serem corruptas, mentirosas, vigaristas, calonas, oportunistas... enfim desprezíveis"
Portanto, eu disse porque você pediu!
Não se me dá o que você pensa ou faz, quais as suas opções, desde que você não queira as impor aos outros, mais as suas concepções e significações, ainda por cima quando isso "nos torna pequenos" e, objectivamente, protege e garante impunidade a toda essa escumalha que nos oprime e vilipendia.
Opte como quiser, mas respeite as opções alheias e as regras básicas da democracia, se quer ser respeitado. Porque o que você quer não é respeito, é impunidade. E Impunidade, comigo, não!
Fiz-me entender?

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2006/01/07

Cavaco Silva, Um Gangster, Um Chulo!

Publicado também em "Editorial"

Vai intensificar-se a DELAPIDAÇÃO DO ERÁRIO PÚBLICO, ou:
Cavaco a evidenciar, bem, que tipo de patife é!

Segundo o CM-online, de ontem:
"Cavaco Silva quer salários mais altos na política
Paulo Cunha /Lusa

Cavaco defendeu ontem, em entrevista à RR, melhores salários para os titulares de cargos políticos
Cavaco Silva defendeu ontem a necessidade de aumentar os vencimentos dos titulares de cargos políticos, de forma a atrair os melhores profissionais para a governação do País."
A Propósito, decidi passar para aqui excertos deste post.
Já todos sabem o que eu penso desta situação infame (os elevados vencimentos e mordomias dos políticos), desta chulice, destes gangsters e do efeito destruidor que "isto" tem na nossa sociedade, na economia, na produtividade, na inovação e no progresso, (impede, em absoluto, o progresso), mas se "eles" insistem nesta campanha de preparação de mais esta perfídia, eu tenho o mesmo direito (a obrigação) de insistir abordando a questão de forma digna, e "instruída".
Defender, numa altura destas, que os políticos devem ganhar mais, dá a ideia de que, neste país, os coitadinhos dos políticos e gestores públicos ganham mal. No entanto, basta passar a fronteira para encontrarmos um exemplo dum país com melhor nível de vida (com políticos mais competentes e dignos) e onde os políticos ganham menos que os “nossos”.

Se se valorasse a abstenção acabava-se a chulice de os que mais destroem e menos valem serem os que mais ganham. E veriam como os nossos políticos e gestores correriam atrás das soluções para o País, em vez de "ignorarem", como fazem agora.
Só, poderemos chegar a tudo isso se se reduzir o número de deputados e se se valorar a abstenção porque assim é que é democracia (e boa gestão).

A situação económica do País não justifica tais mordomias (dos políticos e gestores públicos), os desempenhos dos titulares desses cargos muito menos; os ganhos, para o país e para a economia são nulos… Além disso, esta gente nem sequer se submete a quaisquer controlos ou mecanismos de responsabilização pelos seus desempenhos… como é que alguém pode ter a inconsciência de defender tais práticas?
Em nome de quem ou do quê?
Em nome da eficiência, da eficácia, não é; porque “isso” não existe!

Para garantir a concorrência dos melhores também não é, porque estes até são os piores, toda a gente reconhece, inclusive o candidato à Presidência Cavaco Silva!
Em nome da população também não é, porque a população (única “entidade” que devia ter o direito de decidir sobre estas questões) está contra estes escândalos, sobretudo por beneficiarem gente que não presta…
Vejamos, com calma e objectividade, os “meus” principais motivos, que se resumem numa simples e pequena frase: Estas práticas impedem o progresso e desenvolvimento do país, porque exaurem recursos que o estado não tem e porque tornam impossível a mobilização dos cidadãos para resolver os problemas, para colaborar com os responsáveis.
Na verdade, “eles” não resolvem os problemas (não sabem como nem querem saber) e os cidadãos não ajudam, porque acham que não têm de ajudar a chulice. Se eles ganham tanto, eles que resolvam os problemas. Mas, em muitos casos, são os próprios que impedem a "colaboração", até para “justificarem” o que ganham.
Desde a década de 80 do século passado que, ao nível das estratégias de gestão, se estabilizaram “novas técnicas” que, genericamente receberam o nome de: “Gestão por Projecto”.

Sem correcta gestão de recursos humanos, não há técnica de gestão que possa ser eficaz. Ao nível da gestão de recursos humanos, há dois factores que se têm revelado essenciais para a produtividade. São eles:
- A motivação (que pressupõe a participação, esclarecida dos trabalhadores, de modo a conquistar o seu empenho);
- A colocação das pessoas certas nos lugares certos.

A gestão por projecto pretende maximizar esses dois factores e pode ser descrita, resumidamente, da seguinte forma:
Constituição de “equipas de projecto” a cujas são entregues tarefas específicas, com objectivos pré-determinados. É claro que os objectivos devem ser passíveis de obter o empenho dos trabalhadores envolvidos.
Nestas equipas, as tarefas de coordenação são rotativas (até como forma de conhecer os melhores “talentos”), embora se reconheça que, ao fim de algum tempo, pode acontecer que as equipas passem a entregar estas tarefas apenas a alguns, se isso for importante para alcançar os objectivos.
Por mais patranhas que os falaciosos inventem, não há forma de constituir equipas, em perfeita sintonia e cooperação, para colaborar com gente que ganhe vencimentos escandalosos, muito acima da média, enquanto que outros se matam a trabalhar para nem sequer terem com que suprir as necessidades básicas, suas e dos seus…Para quem tenha um mínimo de inteligência e de honestidade intelectual, é fácil perceber que também a solidariedade institucional, no país, deve envolver todos os cidadãos e obedecer às mesmas "técnicas de gestão" e de motivação; e que a existência desses vencimentos, dessas mordomias, é um entrave à resolução dos problemas.

Curiosamente, a evidenciar bem o primarismo, a ignorância, a falta de “inspiração”, dos nossos políticos e economistas, as “estratégias” seguidas para “resolver” as crises, são, ainda e sempre, as “ideias” velhas e ultrapassadas, de Keynes… (na sua versão portuguesa: apostas no betão), cujos resultados desastrosos estão à vista de todos.
De facto, ao invés de se constituírem equipas motivadas pelos objectivos, o que se vê, neste país, é trabalhadores desmotivados e mal pagos submetidos a cumprir ordens, quantas vezes absurdas e más, dadas por gente que ganha demais, para se entreter a fazer asneiras e a destruir… Que se entretém, pelo menos, a impedir a resolução dos problems do país, é óbvio...
É assim a ausência de cultura, de capacidade de raciocinar dos nossos notáveis. Só sabem “adoptar” soluções feitas, empíricas, e mesmo assim muito velhas, porque as suas pobres cabeças não dão para mais.

As coisas “teorias” modernas e eficientes, que podem, de facto, resolver os nossos problemas, eles desconhecem; até porque exigem um pouco mais de nível intelectual e de competência, não são coisas ao seu nível de “burgessos”.
Burgessos, convencidos, presunçosos, é o que "eles" são. Ciosos das suas ordens (e falsos prestígios), cuja legitimidade provém, exactamente, dos respectivos vencimentos e não da respectiva bondade ou adequabilidade…
Os que reivindicam vencimentos desmedidos não estão interessados nas condições para resolver os problemas, apenas estão interessados nos seus vencimentos. Depois, para se “justificarem”, exibem-se como se fossem “Messias”, favorecidos por inspiração e poderes divinos, a quem baste falar… para que tudo se resolva. E se não resolve, a culpa é dos outros, porque eles já disseram…

É de deitar as mãos à cabeça!
Como é que ainda há gente a pensar que as sociedades modernas podem aceitar ou tolerar isto!?…
Bem se vê que ninguém (de entre estes) está interessado em inovação, ou em melhoria do nível de formação tecnológica e profissional. Só estão interessados enquanto isso der para ganhar uns trocos em “seminários”. Conversa e mais conversa; é do que é feita a “competência” nacional, instituída.
Na verdade, estes políticos e notáveis, não têm competência, nem instrução, nem nível intelectual. Por isso nem sequer conseguem reconhecer as soluções, mesmo que tropecem nelas todos os dias.
Há formas, métodos de actuar, que permitem chegar às soluções (porque elas existem, na sociedade). Mas não se espere, de gente tão tacanha e presunçosa, que os adoptem, ou que eles resultem, porque esta gente “não vê um boi”…
Talvez seja melhor mesmo que os vencimentos dos políticos e gestores baixem, para que os cargos deixem de ser tão cobiçados e possam ser exercidos por gente com a motivação certa; a qual seja: conseguir resolver os problemas do país… pelo país…

Eu não defendo, em absoluto, a redução dos vencimentos dos políticos e gestores públicos. O que eu defendo é que devem ser estabelecidos (decididos através de consulta à população) limites superiores de vencimentos, indexados ao vencimento mínimo. Por exemplo: o vencimento máximo não poder ser superior a dez ou doze vezes o salário mínimo… Assim é que é democracia e se criam as condições para a efectiva solidariedade nacional.
Por outro lado, os responsáveis até poderiam ganhar 15 mil euros… desde que o vencimento mínimo fosse de mil e quinhentos euros…

Este artigo está reproduzido em "Estrelinha Ajuizada"

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