2005/01/14

A verdadeira história do Juiz!

Ontem copiei para este “blog” um texto que publiquei com o título “Juízes vigaristas”.
Hoje, foi publicado no “Público” um artigo que me impõe fazer aqui duas correcção:

(1) O Sr. Juiz, afinal, não ganha o vencimento das suas actuais funções; ganha apenas um terço (ou não sabe bem quanto). Mas a questão não é essa: é que ele obteve direito à choruda reforma porque foi dado como incapacitado. Não foi incapacidade temporária, nem incapacidade parcial, nem nada daquelas tretas com que eles costumam martirizar os desgraçados dos cidadãos que têm o azar de ser vítimas dum qualquer contratempo da vida.
(2) Afinal não foi Santana Lopes quem nomeou o Juiz. Apenas lhe mudou o cargo (certamente por indicação do CDS-PP). O Sr. Juiz já estava em funções na Inspecção da Segurança Social, desde 2003, onde foi colocado por Bagão Félix (esse “falsa donzela” da honestidade e da competência).

Venho aqui fazer estas correcções, porque o facto foi apresentado como “mais um exemplo da governação de Santana” e a mim começa a chatear-me esta “ideia fixa” generalizada de fazer de Santana o “bode expiatório” de todos os nossos males, ilibando Durão e os outros todos. Mas o que mais me chateia é as pessoas não verem que, enquanto se acirram contra Santana, o CDS-PP faz passar a ideia de “competência” (competência da vigarice, diria eu) e aproveita para avançar, sorrateiramente, enquanto todos “se atiram a Santana”.
Mas aqui é assim: o seu a seu dono! Só por distracção, ou por desconhecimento é que me apanham a “participar” dessa “armadilha”.

Publicar Apelo à Humanidade!

Este "pedido" está publicado em "Fraternidade".
"Pedimos a todos os responsáveis dos Blogs que subscreveram o Apelo à Humanidade, o favor de o colocarem on-line, tal como combinámos, em simultâneo, no proximo Domingo dia 16 de Janeiro. "

Pela minha parte, e na sequência de contactos anteriores, peço a todos os que não têm "blog", que enviem o texto, por "e-mail", para todos os seus contactos, com pedido de reenvio.

2005/01/13

Juízes vigaristas!

Encontrei este texto no “blog” do Faísca, mas não consegui copiar… Mas, em “Congeminações” havia uma referência ao “blog” (http://rprecision.blogspot.com/). Fui espreitar e lá estava esta mesma história.
Num país onde cerca de dois milhões de cidadãos (20% da população) vivem abaixo do limiar de pobreza, onde se apregoa, aos quatro ventos, como forma de terrorismo psicológico sobre as pessoas, que o sistema de segurança social está em progressiva falência, não havendo garantia de que possa sobreviver por muito tempo, consentir vigarices destas não é grave; é crime!
Clickando neste título obtem-se "link" directo para "rprecision".
Transcrição:
"Em Setembro de 2002 foi publicada na II Série do Diário da República a aposentação do Exmº. Senhor Juiz Desembargador Dr. José Manuel Branquinho de Oliveira Lobo, a quem foi atribuído o número de pensionista 438.881.
De facto, no dia 1 de Abril de 2002 o Dr. Branquinho Lobo havia sido sujeito a uma “Junta Médica” que, por força de uma doença do foro psiquiátrico, considerou a sua incapacidade para estar ao serviço do Estado, o que foi determinante para a sua passagem à aposentação.
De acordo com o disposto na alínea a) do nº 2 do artigo 37º do decreto-lei nº 498/72 de 9 de Dezembro, em caso de aposentação motivada por incapacidade ou doença, constitui regalia dos magistrados judiciais auferirem a sua pensão de aposentação por inteiro, como se tivessem todo o tempo de serviço para tal necessário. Por esse motivo, o Dr. Branquinho Lobo passou a auferir uma pensão de aposentação no montante de € 5.320,00.
Contudo, por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes nomeou o Dr. Branquinho Lobo como Director Nacional da Polícia de Segurança Pública.
Desde então, o Dr. Branquinho Lobo acumula a sua pensão de aposentação por incapacidade com o vencimento de Director Nacional da P.S.P.
Moral da história: Para ser Director Nacional da P.S.P. não é preciso ser doido.

Mas, pelos vistos, ajuda muito... "
Fim de transcrição.

Mais palavras para quê? O homem é/era louco? Então como é que pode ser nomeado Director Nacional da P.S.P.?
É louco? Loucos somos nós, que continuamos a conviver com isto como se nada fosse. Quem é que deve ir para a cadeia? O Juiz, ou quem o nomeou? Ou quem o declarou incapacitado? Ou todos eles?
Isto é roubo, puro e simples, sentido, desde já, pelos muitos cidadãos que vêem os seus direitos legais negados; roubo que compromete a resposta aos direitos, futuros, dos actuais contribuintes.