2005/03/05

Perspectivas para as Finanças!

Em "Público Online", está este título: "Campos e Cunha diz que subida de impostos é praticamente inevitável".
E eu digo que Campos e Cunha é um reaccionário e um incompetente; que "isto" é a confirmação do "mais e pior do mesmo" que nós tanto receávamos e tanto denunciámos. É uma machadada sádica, nas nossas ténues esperanças de que alguma coisa poderia melhorar. É uma cedência, desastrosa, às pressões dos circuitos do compadrio e tráfico de influências (vulgo máfias); e a confirmação de que "estes" continuam a ter control total e completo sobre o poder, sobre os "nossos" políticos e sobre as políticas adoptadas. Quero ver quanto vão ganhar os ministros "socialistas".
Reafirmo, aqui, que: é possível baixar os impostos, reduzir o défice, fazer crescer (muito) a economia e reduzir, consideravelmente, o desemprego, se forem tomadas as medidas adequadas, se houver mais democracia, verdadeira democracia.
Pelos vistos, "medidas adequadas" e "democracia" são "palavrões" cujo significado prático os novos ministros do PS (e o próprio PS) desconhecem.
Porra! Ao menos ocupem apenas o "espaço político" a que têm direito e não usurpem "espaço social" que não lhes pertence, nem sabem desempenhar. Ocupem os seus 29,3% de mandatos na AR e não se arvorem em "sapateiros que querem tocar rabecão".
Havendo democracia todos os nossos problemas podem ser resolvidos.

É fácil resolver os nossos problemas!

"Bravomike", deixou um comentário que merece todo o destaque. Refere-se aos artigos: “As Prisões. Notícias do Inferno”.
Dou destaque ao comentário por dois motivos:
(1) Para desmistificar a ideia reaccionária e perversa (propaganda nazi) de que o país está nesta situação calamitosa porque não há soluções (nem pessoas capazes de resolver os problemas e ocupar os cargos com dignidade) e porque as pessoas não se interessam.
(2) Para desmentir aqueles teóricos da treta, cretinos, rafeiros, sabujos e subservientes, covardes, que respondem a cada problema e questão que se levanta, a cada crítica e reclamação, que nós é que somos culpados, porque nada fazemos para melhorar as situações e resolver os problemas.
Quero acrescentar mais: isto é assim (sugestões sem resposta) com o problema das prisões, com os problemas das crianças em risco, etc. etc. etc. Há sempre alguém (por vezes várias pessoas) que manifestam interesse, empenho e capacidade para resolver todos os problemas, mas esses são silenciados, ignorados (às vezes até perseguidos), enquanto os problemas continuam a agravar-se. Nalguns casos, se não aparece mais gente disposta a ajudar e capaz de ajudar, é porque as pessoas sabem que não vale a pena, porque ninguém lhes liga importância, porque os “tachos” são para isso mesmo, para continuarem a ser “tachos”, ocupados apenas por incompetentes. Muitos, que é para a “manjedoura” chegar para todos os patifes.
Agora pergunto eu: interessa a quem? E respondo: à cambada de bandidos, de criminosos, que detêm o poder, neste país, cuja actuação se vê, principalmente na justiça e noutras instâncias oficiais, que actuam acobertados e protegidos pelos políticos e pelas instâncias judiciais. Este tipo de gente, quais abutres, arranjam sempre maneira de lucrar com os problemas e a miséria alheia. Por isso não permitem que se resolvam os problemas. Mas actuam à luz do dia, à vista de toda a gente, para nossa indignação e “indiferença, criminosa” dos políticos.

Já falei demais. Passemos a palavra a “Bravomike”

"Novo leitor «Sociocracia»,
Sobre “prisões, notícias do Inferno”:
Enquanto estudante de sociologia, antigo militar, sensibilizado com artigos OCS, enviei à M.J./Gab Minª Cardona, informação sobre resolução rápida, e sem custos, do problema da sobrelotação das prisões; indicando a possibilidade de reforço fácil e económico (sem custos) para um melhor enquadramento dos presos.
Propunha a utilização de património militar e mesmo quadros sub-ocupados (pagos para quase nada fazerem).
Resposta: um cartão acusando a recepção da info.
Entretanto: dezenas de regimentos às moscas. Quartéis com instalações extraordinárias e equipados, para fácil e economicamente, ajudarem a resolver o problema.
Mais interessante: mandam construir uma nova prisão, e fazer obras de custos elevados na prisão de Monsanto. Interessa a quem?"
Não pode haver soluções para os problemas das prisões, porque assim, como estão agora, mais facilmente elas podem servir para formar o número de criminosos (sem alternativa) suficiente para o tráfico de droga da PJ e para "servir" outros criminosos com acesso às decisões do poder.
Por isso o Procurador Geral da República se mantém em funções.

2005/03/04

I´m with You Mr. Livingstone!

Ariel Sharon é um criminoso de Guerra!
Ariel Sharon comandava as tropas irraelitas, quando estas chacinaram, indiscriminadamente, homens mulheres e crianças, durante oito dias, em dois campos de refugiados do sul do Líbano.
Nunca esquecerei a indignação e a revolta que senti quando soube dos massacres, porque eles decorreram com o conhecimento dos governantes do mundo, que nada fizeram para socorrer aquelas pessoas. Ariel Sharon nunca foi punido.
Começo assim esta transcrição, de um artigo de "a Grande Fauna", para sublinhar bem que não estou a transcrever as palavras do "prefeito" de Londres, por curiosidade, ou por serem "bombásticas", mas por concordar, inteiramente, com tudo quanto diz Livingstone.
Subscrevo, na íntegra tudo o que diz, inclusive a denúncia do terrorismo psicológico usado por Israel contra todos os que se opõem aos seus crimes e os denunciam, acusando-os de anti-semitas. Nós não precisamos de ser anti-semitas. Gente como Ariel Sharon não necessitam da nossa ajuda. Eles são os piores anti-semitas (pelo ódio que provocam) que existem no mundo.
Parabéns pela sua coragem e dignidade Sr. Livingstone! É bom sabermos que há quem pense como nós e que, como nós, tem coragem (e dignidade suficiente) para o dizer.
Aqui fica um excerto do artigo referido:
Ariel Sharon "é um criminoso de guerra que deveria estar na prisão e não no governo", afirma o prefeito de Londres, que atribui ao premier israelita os massacres cometidos nos campos de refugiados palestinos no Líbano.
Livingstone também denuncia a "limpeza étnica" durante a expansão do Estado hebreu, com a instalação de colónias israelitas nos territórios palestinos e a recusa do direito dos palestinos de voltar à região.
"Sharon segue organizando o terror", afirma Livingstone ao lembrar a desproporção de mortos entre palestinos e israelitas na Intifada.´
Segundo o prefeito de Londres, é preciso distinguir entre críticas à política israelita e anti-semitismo, porque o governo de Israel tenta confundir as duas coisas.
Desde há 20 anos que o governo israelita "tenta apresentar como anti-semita todo aquele que critique a política de Israel, mas a verdade é outra: os mesmos valores humanos universais que reconhecem o Holocausto como o maior crime racista do século XX exigem a condenação dos líderes dos sucessivos governos israelitas".
Livingstone, um trabalhista inconformista de 59 anos, perguntou a um jornalista que o assediava, em 08 de Fevereiro passado, se ele era um criminoso de guerra alemão. O reporter respondeu que era judeu e o prefeito emendou: "Você parece um guarda de campo de concentração, faz isso porque lhe pagam?!"