2005/04/30

O Presidente anda a "comprar" o seu "tachito"!

Quando o filho do Presidente concluiu a licenciatura, o Presidente esteve na cerimónia de entrega dos diplomas e discursou.
Achei que foi mais um daqueles discursos despudorados a que nos habituou. A certa altura decidiu falar da sua sucessão, colocar a hipótese de ser substituído por Cavaco Silva e “candidatar-se” a ocupar o seu lugar na docência, ali mesmo; isto é: pedir que lhe dessem um tachito, como professor, quando acabar este seu segundo e último mandato.
Ao que tudo indica, o Presidente está a usar as suas funções e as suas competências para “comprar” esse tachito, à nossa custa, à custa da democracia. Mas, vocês sabem, eu decidi que este Presidente há-de ficar conhecido, na História, como merece sê-lo, como corresponsável pela nossa desastrosa situação e, por isso, não posso deixar de dizer o que penso e de o demonstrar, “para memória futura”.
Ainda havemos de ver Jorge Sampaio a "apoiar" a candidatura de Cavaco Silva à Presidência, como forma de melhor garantir o seu "tachito" (a ocupação do lugar que agora é de Cavaco).
Enquanto o País se debatia com os desmandos do Durão e se afundava, evidenciando bem que as instituições não funcionavam (como ainda não funcionam), o Presidente foi dizendo que nada podia fazer e foi declamando apelos patéticos e cínicos que se mantêm até hoje, acerca de tudo o que interessa à população. Quando Durão vendeu a sua consciência (se é que alguma vez teve uma) aos principais governantes europeus e foi nomeado, para Bruxelas, o Presidente decidiu nomear Santana Lopes, sem querer saber da opinião dos cidadãos. E manteve Santana Lopes até que os representantes do grande (e pior) capital lhe exigiram que o demitisse, porque isso servia os seus interesses, como se vê, agora, pela actuação do Governo.
Quando se impunha (toda a opinião pública honesta o exigia) que destituísse o PGR, fez-se surdo aos inúmeros apelos e cartas abertas, protegendo, assim, a alta criminalidade a quem o PGR tem garantido impunidade e cumplicidade, a todo o custo, a qualquer custo.
A cada problema grave que aparece e a cada situação degradante e desesperante, o Presidente “responde” com um apelo patético e cínico, argumentando, frequentemente, que nada pode fazer, porque não são assuntos que deva ser ele a resolver; nem sequer deve “interferir”.
Mas eis que se discute o problema dos referendos (da Constituição Europeia e do Aborto) e o Presidente se acha no direito de afrontar o sentir maioritário da sociedade, de afrontar a consciência dos cidadãos e “decide” que, o que é prioritário é o referendo da Constituição Europeia, bem na linha do que tem sido toda a sua actuação, de nos impor, à má fila, os “desígnios” mais reaccionários.
Sim, porque, vocês compreendem, o referendo à constituição europeia é que tem influência notória e imediata nos problemas sociais do país, no bem-estar das pessoas. Esse é que resolve o gravíssimo problema dos processos judiciais, aberrantes, contra algumas das pessoas que se vêem obrigadas a fazer um aborto. Aliás, nós vamos verificar a enorme importância do referendo à constituição europeia, pela respectiva afluência às urnas…
Ou seja: o Presidente, que “nada pode fazer” quando se trata de exercer as suas funções de garantir o regular e adequado funcionamento das instituições; que diz que não se pronuncia sobre as questões mais sensíveis da sociedade, em nome da sua isenção, passa a ter e impor as suas decisões, quando isso lhe é imposto pelos seus futuros patrões. Até ao funeral do Papa foi, dizendo-se ateu…
Além do mais, esta atitude do Presidente exerce influência negativa na votação do referendo acerca da despenalização do aborto, o que corresponde aos “interesses” obscuros e obscurantistas dos futuros patrões do Presidente.
A conclusão é óbvia: O Presidente está a “comprar” o seu tachito, à custa da democracia e da dignidade do cargo que exerce; à custa do “Estado de Direito” que tem ajudado a destruir. Ele espera que, esforçando-se, assim, para garantir, contra a opinião e a vontade dos cidadãos, os “interesses e desígnios” da gente mais reaccionária, possa assegurar o acesso ao tal tachito, de professor, a que se candidatou despudoradamente, no discurso referido acima.
É no que dá a “limitação de mandatos” assim imposta por lei, em abstracto, artificialmente, sem a intervenção e a sujeição à opinião dos cidadãos…

2005/04/29

Sócrates. Das Promessas (Lindas) à Prática (infame).

O Partido Socialista obteve o poder (com a tão festejada “maioria absoluta” falsa), à custa de promessas, que ainda não cumpriu, nem tenciona cumprir.
O Partido Socialista obteve o poder, oportunistamente, aproveitando a repulsa dos cidadãos em relação ao Governo PSD/CDS, porque vestiu uma capa de “salvador da democracia”, de esperança de todos. Durante a campanha eleitoral até abriram um site, na NET, onde qualquer pessoa podia deixar as suas sugestões; as “Novas Fronteiras”, lembram-se?
Entretanto, o Partido Socialista ocupou o poder e cabe-nos perguntar: que é feito das promessas, que é feito da esperança e confiança, entregue nas mãos dos socialistas, quase em desespero, por uma parte da população?
Iam criar 150 mil postos de trabalho (apesar de eu dizer que podem criar mais de 300 mil), mas as unidades de produção, as empresas, continuam a fechar, as pessoas continuam a ir para o desemprego, que continua a aumentar; o desespero dos cidadãos também aumenta, tal como a pobreza, até porque se vão acabando os períodos de acesso ao subsídio de desemprego, sem que haja alguma possibilidade dessas pessoas conseguirem um emprego; um meio de vida.
Isto reflecte-se na actividade económica e na “confiança” (é melhor dizer disponibilidade monetária) dos consumidores, ou seja, no volume de compras, arrastando mais micro-empresas para a falência. Medidas para cumprir estas promessas e resolver estes problemas prementes? ZERO! NENHUMA!
É claro que a situação económica do País, e o défice, continuam descontrolados e a aumentar (com a economia em recessão aberta), ao contrário doutra das promessas do Governo Socialista.
A crise política, económica e social é promovida e agravada pela forma, anacrónica, como funciona a nossa justiça (outra das promessas do governo socialista), mas o que se vê é a criminalidade a aumentar, os casos aberrantes a prosseguirem, os cidadãos honestos a não serem respeitados, nem terem quaisquer garantias asseguradas; enquanto cresce e prolifera, a alta criminalidade, escandalosamente protegida pelo sistema judicial e pelas máfias que nele se alojam. Há poucos dias, mais uma vez, foram libertados indivíduos, por negligência das instâncias judiciais, sem que possamos saber se são inocentes ou culpados, mas que beneficiaram de “garantias” que não são asseguradas a inocentes. Em face desse escândalo o que fez o governo? O ministro falou com o PGR, que já devia ter demitido, há muito tempo, porque é quem mais tem protegido, descaradamente, a criminalidade institucionalizada.
Quando ocorrem estes escândalos, instauraram-se inquéritos rigorosos (nós sabemos bem o que isso quer dizer), mas o facto é que a criminalidade (e a protecção que lhe é garantida pelas instâncias judiciais) continua a aumentar, evidenciando bem as cumplicidades que estas máfias têm garantidas, ao mais alto nível do estado e do governo.
Todo e qualquer cidadão esclarecido vê, e reclama, que os crimes cometidos de dentro do aparelho judicial não podem ficar impunes, mas o governo não quer saber (ou melhor: não quer actuar), ignora e afronta (tal como fazia o governo anterior e como sempre fizeram as instâncias judiciais) os cidadãos e destrói o "estado de direito". Portanto, por imperativo destes “interesses” criminosos, o País continua paralisado e a situação dos cidadãos continua a agravar-se.
Aqui pudemos testemunhar que “o País continua adiado”, porque temos denunciado vários casos escandalosos, que continuam por resolver. A situação do País só pode melhorar quando os governantes compreenderem que não podem permitir a manutenção de situações de infâmia. Só assim a democracia é cumprida e assegurado o estado de direito, sem o que nada mais pode funcionar, porque isto destrói os cidadãos e a sua, imprescindível, confiança nas instituições.

Mas o governo “fartou-se” de “fazer” coisas. Olhem só:
(1) Discutiu a conluiou-se com o PSD para aprovar a alteração à lei eleitoral para as autarquias, tornando-a ainda mais nazi. Sim porque isto, que vem “resolver” um problema que não existia (mas que passa a existir, porque a lei é um atentado à democracia) contribui imenso para a resolução daqueles problemas, acima referidos. Vocês não estão já a ver os efeitos, no dia a dia? Notórios, não são?
(2) Criou uma comissão, ou grupo de trabalho, ou sei lá o quê de inútil, para tratar do problema dos incêndios. Sim porque não existia nenhuma estrutura dessas, é coisa que nunca foi criada, neste País e que vai resolver o problema, então não vai? Vê-se a noção que o governo tem da forma de resolver os problemas mais prementes.
(3) “Abriu”, mais cedo, a época dos incêndios, pondo os helicópteros à disposição. Não se esqueçam que já morreram, este ano, quatro pessoas, em fogos florestais; mas isso foi porque ainda não estava “aberta” a época de incêndios. Sim porque em “época de incêndios”, quando estão disponíveis os helicópteros, não existem fogos florestais, não arde nada, a prevenção e a eficiência do combate aos incêndios está assegurada. Então não se tem visto que está?
Um problema que se resolve tão facilmente, quase sem custos. Bandidos e criminosos é o que eles todos são, a começar pelos governos.
(4) Ah! Já me esquecia! Criou uma estrutura qualquer para o “choque tecnológico”, para nos chular a todos e nada fazer, como é costume.

Portanto, o Governo fartou-se de fazer “coisas”, tretas, só não fez o essencial, mas isso não tem qualquer importância, porque o governo acha que somos todos estúpidos (não sabemos ver a sua incompetência); ou então seus lacaios sem coluna vertebral.
Por estes exemplos se pode avaliar a noção que esta gente tem de como se resolvem os problemas e a sinceridade (honestidade) com que fazem promessas.
E assim o País continua adiado, o desespero das pessoas continua a crescer, os problemas continuam a agravar-se, apenas porque este governo está dominado por mafiosos, por opção própria. Quando seria tão fácil, e simples, tomar medidas que resolvam todos estes problemas e recuperem a confiança dos cidadãos. Somos mesmo governados por gente maldita, destruidora, que não faz, nem deixa fazer, o que tem de ser feito. Com este sistema eleitoral, de facto, os nossos problemas nunca irão ter solução, porque ninguém nos ouve, porque a resolução fica entregue aos partidos e à sua tacanhez.
Esta gente não tem noção de limite! Sócrates está a cavar a sua sepultura (e do governo a que preside), alegremente, porque está armado em “chico esperto”, a pensar que inventou a pólvora, que consegue enganar todos, por muito tempo, apenas porque os cidadãos, aflitos por socorro, lhe confiaram 29,3% dos votos, que a vigarice do sistema eleitoral transformou em maioria.
A traição tem um preço e você também o vai pagar, Sr. Engº Sócrates! Provavelmente, muito mais cedo do que imagina.

2005/04/28

Adivinhem quem ele é!

Num post publicado em NeuralConnection, deixei o seguinte come´tário, que decidi passar para aqui. Vejam se adivinham quem é o tipo, antes de irem lá ver. Não é difícil.
Concordo! Uma coisa assim só pode ser bruxaria.
Conheço uma pessoa, descendente de militares de alta patente, que me contou esta história do dito:
Antes do 25 de Abril, foi expulso da tropa por roubar, porque já nessa altura se dedicava a "negócios" escusos, (deve vir daí a sua ligação às coisas do oculto).
Depois do 25 de Abril, foi "ressarcido", coitadinho, porque tinha sido perseguido pelo regime anterior. Recebeu uma bruta indemnização e só não foi reintegrado nas forças armadas porque não quis, porque tinha outros negócios e interesses mais rentáveis.
Portanto, nos meios que lhe são próximos, a sua fortuna terá origem nesta indemnização (mais os bens de família), que assim recompensou o seu crime anterior. Disseram-me também que, oriundo duma família de gente culta e de bem, os próprios parentes o evitam, porque é uma espécie de ovelha negra. Enquanto que os outros são gente instruída, ele não quis estudar. Vê-se porquê!
Estou a contar isto, aqui, porque acho que é um bom exemplo da demagogia pós 25 de Abril, de que se aproveitaram todos os indivíduos deste tipo, mas que para os cidadãos honestos, de nada serviu, como se vê pela actual situação.
O que eu pergunto é: que raio de "competências" tão especiais e singulares é que um marmanjo destes tem, para acumular tanto cargo: Liga de Clubes, Câmara Municipal, Metro do Porto, mais as suas, várias, próprias empresas... nunca mais acaba.
O homem, apesar de ser um analfabeto, por opção, deve ser um génio (da vigarice), para os atrasados mentais que o rodeiam e o nomearem para tudo e mais alguma coisa. Só assim se compreende que seja titular de tanto cargo, alguns dos quais bem pagos pelo estado. E continua em todos eles, apesar de todos os escândalos... Com o País nas mãos de gente assim, o que é que se espera que seja a nossa vida política, económica e social?