2005/05/17

Voltou a Paranóia do Défice!

"O que o meu amigo propõe é apenas uma parte das possíveis medidas para resolver o problema do défice e, a meu ver, nem sequer é a mais importante, embora concorde que pudesse ser benéfica para ambos os países.
Como todos sabem, mas eu repito e repetirei, existem soluções dignas, justas, eficientes e democráticas para os nossos problemas políticos, económicos e sociais, incluindo o défice.
Portanto, as "soluções" (que não o são, nunca o foram nem nunca o serão) que nos pretendem impingir como inevitáveis, são apenas uma questão de escolha. A condizer com a reaccionarice de toda a nossa classe política e não só, a condizer com os interesses das máfias nazis que nos querem destruir, porque isso serve os seus objectivos, a condizer com a cumplicidade das cúpulas do PS com essas máfias, essa escolha é a pior possível.
O que é que nós devemos fazer em relação a isto?
Deixem-me que acrescente, apenas que, se estes "economistas" (publicitários), como Vitor Constâncio e muitos outros, fossem sinceros, certamente estariam a propor uma redução dos seus próprios vencimentos, que são, nitidamente, incomportáveis para o País. Mas isso eles não fazem, portanto ficamos esclarecidos quanto à idoneidade e honestidade das suas "preocupações".
Eles ganham tanto para quê, se são incompetentes, nem sequer são capazes de enunciar as medidas, óbvias, que devem ser tomadas para resolver a crise? Ganham tanto porque isso contribui para agravar a situação do País, porque isso dificulta as soluções, porque isso é bom para os seus objectivos (e das máfias nazis a quem obedecem) de nos conduzirem para o pior caminho possível, de nos destruirem ainda mais. Ganham vencimentos escandalosos porque fazem bem a tarefa que lhes foi encomendada pelos criminosos que têm o País nas mãos e que não querem ver os problemas da população resolvidos.
Eu sei como é que se resolvem os problemas! Então porque é que terão de ser as patifarias deles a prevalecer? Com que legitimidade? Por acaso a população foi consultada acerca disso? O PS tem legitimidade para colaborar com nazis? Não tem, porque 29,29% do apoio dos eleitores não dá legitimidade, a quem quer que seja, para destruir um País. Talvez desse para governar bem, de forma democrática porque, para isso, qualquer um tem legitimidade. Agora para destruir? Ninguém tem legitimidade, nem com maioria nem sem ela, mas muito menos tendo apenas 29,3% dos votos.
Eu garanto que a maioria da população está do meu lado, ou talvez seja eu que estou do lado da maioria da população e seus interesses? Interpretem como quiserem! O que pretendo dizer é que as "minhas" propostas é que são democráticas porque passíveis de terem a concordância de toda a população (e a discordância, a oposição encarniçada e feroz, de todas as máfias e mafiosos)... Querem apostar? Perguntei à população se aprova estas medidas que nos pretendem impingir, ou se aprova medidas que resolvam, de facto, os nossos problemas todos, para ver o resultado! Essa pergunta serviria também para perceber se os cidadãos acham possível, ou não, que sejam resolvidos os nossos problemas! Garanto que seriam as minhas (nossas) propostas a vencer, porque as pessoas sabem que elas existem e são possíveis e eficientes...

2005/05/16

Alvos e Efeitos da Manipulação!

Comentário a este post, editorial, da última edição do Café Expresso:
Vocês fazem-me ter "complexos". Toda a gente de acordo e logo tinha eu de vir aqui para "incendiar" a questão.
Meus senhores! Vamos pôr alguma ordem nisto, a começar pelas nossas próprias ideias. "Os exemplos vêm de cima". Sempre foi assim e sempre assim será! Até porque, por mais democrática que seja uma sociedade, por maior que seja a participação de todos nela, haverá sempre líderes, gente que conduz, porque as pessoas não têm todas as mesmas capacidades, nem as mesmas competências.
Quando se sabe e se sentem (sobretudo pelos efeitos práticos, pelos resultados reflectidos na realidade) que existem formas, refinadas, de manipulação da opinião pública, que já foram usadas, tão magistralmente, por Hitler.
Quando se sabe, até porque já foi enunciado no século XVIII, que os povos não se libertam por "explosão" espontânea, mas sim pela adopção de ideias e ideais, que todavia têm, igualmente, que ser enunciados e propagandeados por alguns (muito poucos), de entre a população.
Quando se sabe que a maioria das pessoas vive assoberbada de problemas e tarefas e que, muito legitimamente, espera que cada titular de cada cargo exerça as suas funções e competências de forma digna, porque assim deve ser e tem de ser, para que a sociedade funcione como tal.
Quando se sabe que uma boa parte de todas essas pessoas se mobilizaram por um mundo melhor, nomeadamente aquando do 25 de Abril e, mais recentemente, nas últimas eleições.
Quando se sabe que todas essas pessoas, e outras, se foram afastando da participação activa, e interiorizando a sua insignificância, à medida que foram sendo traídas, as suas lutas ignoradas, as suas reclamações, e indignação, e apelos, e abaixo-assinados, e cartas abertas e fechadas, ignorados, enquanto as respectivas infâmias prosseguem, com a complacência de todos os políticos, deputados, partidos, governantes e notáveis.
Quando se sabe, finalmente, a importância da existência (e da qualidade) de lideres verdadeiros e dignos, para que os povos possam ter paz e ser felizes e caminhar pelos "bons caminhos".
Quando se sabe tudo isso e também, por outro lado, o peso esmagador, e deprimente, das ideias propagandeadas pelos OCS, que sistematicamente, nos pretendem impingir que, segundo a, sacro-santa, lógica do liberalismo e da "iniciativa privada", nós, o povo, é que devemos assumir as culpas da situação desastrosa que vivemos, porque não conseguimos fazer o nosso trabalho e o dos outros, porque não nos deixam fazer o que quer que seja, mas, ainda assim, nós é que somos culpados, sem termos culpa nenhuma.
Quando se sabe tudo isto e muitas outras coisas igualmente aberrantes, ignóbis e criminosas, como a montanha de sofismas assim construídos para inocentar os culpados e culpar os inocentes.
Quando vivemos num sistema onde os cidadãos não têm direitos (os direitos dos cidadãos não são respeitados) e as leis não se aplicam aos, não punem os, grandes criminosos que ocupam o poder.
Muito me admira que os meus amigos, precisamente os meus amigos de quem eu esperava um pouco mais de clarividência e sensatez, embarquem "nesta" e se admirem de haver, entre a população, quem ceda a esta lógica maldita que nos tem inposto toda esta perfídia; se admirem que haja quem embarque "na normalidade". Sim porque, neste país, a política e o exercício de cargos de responsabilidade, sempre foi assim, mesmo durante os últimos 31 anos de "democracia".
Então o que é que tem de anormal um pacato e simplório cidadão achar isso normal? Se é a situação que lhe tem sido imposta há séculos, é natural que acabe por a achar normal. Gente que se acomoda e conforma com (e até, quiçá, defende o) "statu quo" haverá sempre e em grande quantidade. É por isso e por causa disso que são necessários lideres e um grande trabalho de divulgação cultural, que não existe cá.
Sabem? Deixem-me usar de sinceridade. Afinal é, apenas, uma questão de "relativismo", que se aplica em tudo. Eu, por exemplo, sou capaz de achar tão funesta esta vossa abordagem da questão (porque "embarca", igualmente, nos objectivos do pior tipo de gente (e respectivas estratégias) que existe ao cimo da terra), como essas reacções.
Porém, se quiser ser magnânime, terei de vos compreender, porque a vossa reacção é a que se espera que aconteça, que seja maioritária, dentro do mesmo quadro de planeamento e cerco ideológico a que todos estamos sujeitos, mas de que apenas alguns, muito poucos, conseguem se emancipar, de facto, o que, nitidamente, ainda não é o vosso caso.
Porquê isto tudo? Porque, para que a democracia funcione, cada um tem de fazer a sua parte, mas não pode desempenhar o papel dos outros.
É muito importante que as ideias correctas e as vias de solução sejam propagandeadas; mas, para isso, elas têm de ter ouvintes, para que possam vir a ter, também, adeptos. Acicatar as divergências entre a população, ou transferir culpas de quem as têm (porque tem, assumiu, funções que não exerce), para quem as não tem, porque não tem funções e é presa fácil de todo o tipo de falácias, tal como a maioria, é uma forma de dificultar o caminho para esse objectivo.
Pode-se dizer que, os que falam assim, que acham "normal" aquela escumalha "safar-se", não passam duns "pobres de espírito", daqueles para quem existem e são fabricadas todas as manipulações da opinião pública. Mas que dizer de quem centra neles a atribuição de culpas, se essas mesmas manipulações também têm (e até o enunciam a toda a hora) este outro objectivo?
Pensem no assunto "com carinho"!

2005/05/13

Não Insultem a nossa Inteligência!

O primeiro-ministro anda por aí, a fazer turismo e a fingir-se preocupado com o problema dos incêndios. Promove, ou promove-se, à custa dumas acções simbólicas, que nada resolvem, mas diz (e finge) que anda muito atarefado a “resolver” este e outros problemas.
Foram entregues equipamentos de comunicação, aos bombeiros, “para melhorar a eficiência".
Diz o primeiro-ministro que estão a ser tomadas todas as medidas… E eu digo, porque é necessário dizê-lo, com todas as letras: É MENTIRA!
Há dias era a exibição de mais uma “estrutura simbólica”: uma brigada de bombeiros sapadores, heli-transportada. Porque é que lhe chamo “estrutura simbólica”? Porque são, ao que pude perceber, menos de 3 dezenas. Está visto que vinte e tal fulanos, em época de incêndios, fazem uma diferença danada, não acham?
Tal como neste caso, também tudo o resto, se resume a “acções simbólicas”; ou seja: “publicidade enganosa”. O que já devia ter sido feito há muito tempo, o que tem de ser feito urgentemente, fica adiado, não se faz, nem se tenciona fazer...
Mas o Primeiro-ministro foi bem claro! Rematou a "acção de propaganda enganosa" dizendo que quer que saibamos que “o governo está a fazer todos os possíveis…”. E acrescentou que, no final do verão, serão feitos novos e mais avultados investimentos neste sector.
Pois… A gente conhece essa conversa, sabemos a sua origem, e também sabemos qual o resultado prático…
Desengane-se, sr. Primeiro-ministro! Não insulte a nossa inteligência! O governo não está a fazer nada do que é essencial para garantir a eficiência no combate aos incêndios (tal como acontece em todos os outros sectores).
Porque este governo, tal como os anteriores, está refém de máfias criminosos apostadas em destruir o país, em fomentar o nosso descalabro político económico e social, para poderem “surgir” (promover alguém) como “salvadores da pátria”.
Noutros países, essas estratégias criminosas são promovidas por máfias de neo-nazis, que se infiltram em todo o tipo de organizações e estruturas, que apoiam todas as “lutas” tentando manipulá-las no pior sentido, de modo a boicotarem tudo e provocarem o máximo de destruição e descontentamento. Nos outros países, essa tarefa é desempenhada por associações criminosas, conspirando na sombra, que são perseguidas pela justiça e pela investigação criminal.
Cá também temos tudo isso, só que infiltrados nas estruturas da justiça e em todos os outros sectores de actividade, em cargos de importância. Para essa gente, nada se pode fazer para resolver os nossos problemas, boicotam tudo, esforçam-se por destruir tudo e têm-no conseguido. Mais! Aparecem em toda a parte, sempre com o mesmo discurso derrotista e sem soluções, ou esperança. Para esta gente, como o país é pobre e não tem recursos financeiros abundantes, a forma mais eficiente de boicotarem e destruírem é dizerem, insistirem e teimarem (imporem) que tudo se resume a mais investimento e mais dinheiro.
Vocês hão-de reparar que, qualquer que seja o tema dos debates televisivos, ou outros, aparece sempre um destes indivíduos a “rematar a conversa” dizendo que não há soluções porque faltam investimentos. Mas mesmo que haja mais investimentos, esses mesmos tratam de os desperdiçar em coisas inúteis e de se apropriarem dele (investimento), deixando tudo na mesma, com os problemas a agravarem-se. Fazem-no premeditadamente, porque faz parte da sua "missão criminosa"!
É o que vai acontecer com os incêndios, porque o governo não faz o que tem de ser feito. Porque o governo recusa-se a mobilizar a população, pela positiva. Continuam a considerar-nos apenas como “coisas”, sem valor, sem vontade, sem capacidade e sem direitos (nem sequer a dizer o que pensamos). Tudo continua a ser “decidido” em gabinetes, na mais pura traficância conspirativa, como convém aos objectivos destas máfias, como tem de ser para que nada resulte, na prática.
Há muita coisa que pode ser feita, que já devia ter sido feita, que urge ser feita e que não custa um cêntimo.
Nada disto se faz porque permanecemos reféns de máfias criminosas da pior espécie. Não há, nem nunca haverá, dinheiro que permita resolver estes problemas, porque eles não são problemas de dinheiro, mas de competência, de eficiência, de responsabilização dos governantes e seus acólitos.
Mas não pudemos contar com este primeiro-ministro nestas questões, porque ele permanece, por opção própria, refém deste tipo de máfias, como o comprova a manutenção do PGR, no cargo.
Por isso, sr. primeiro-ministro, tenha tento na língua e, ao menos, não insulte a nossa inteligência. É que, o senhor pode não saber como se resolvem estes problemas, mas deve cercar-se de gente que saiba. E o carácter dessa gente de que se cerca, você tem obrigação de conhecer, se não por conhecimento anterior, ao menos pelos seus desempenhos, pela sua (ausência de) eficiência. Mas se o senhor nem o PGR demite, apesar do respectivo “desempenho” e da protecção que garante a mafiosos, o que é que acha que esperamos de si?
Você pode não saber como se resolvem estes problemas, mas nós sabemos e também sabemos que não estão a ser resolvidos. Portanto, em relação a estas matérias, ao menos cale-se, não diga asneiras, não repita reaccionarices, não nos insulte, porque não merecemos tanta angústia e sofrimento. É que, se o sr. estiver calado, ainda haverá quem pense que está a tentar fazer alguma coisa. Se diz o que faz e o que tenciona fazer, é óbvio que só está a fazer asneiras, a ajudar a destruir, ainda mais, o país, a aumentar o nosso desespero…