2005/06/02

Os Holandeses disseram "não" e...

Três dias depois da França, também os holandeses disseram "NÃO" ao tratado constitucional europeu... e o respectivo governo diz-se desiludido.
Então não devia ser ao contrário? (os holandeses desiludidos com o seu governo?). Aquilo lá não se diz, também, uma democracia? Não é o governo que deve respresentar, adequadamente, os cidadãos? Estes gajos são o máximo! Quantos mais "nãos" irão ser necessários para eles "acordarem"?

Óscar Wilde, sobre a realidade de hoje...

Em: A Grande Fauna, no post intitulado: "desobediência, a virtude original do Homem!", está um texto a não perder, donde retirei este excerto, porque ele reflecte a nossa realidade de hoje, que nos é imposta por escumalha, de mãos dadas com um partido que se diz Socialista:
"Pode-se até admitir que os pobres tenham virtudes, mas elas devem ser lamentadas. Muitas vezes ouvimos que os pobres são gratos à caridade.
Alguns o são, sem dúvida, mas os melhores entre eles jamais o serão. São ingratos, descontentes, desobedientes e rebeldes - e têm razão. Consideram que a caridade é uma forma inadequada e ridícula de restituição parcial, uma esmola, geralmente acompanhada de uma tentativa impertinente, por parte do doador, de tiranizar a vida de quem a recebe. Por que deveriam sentir gratidão pelas migalhas que caem da mesa dos ricos? Eles deveriam estar sentados nela e agora começam a percebê-lo. Quanto ao descontentamento, qualquer homem que não se sentisse descontente com o péssimo ambiente e o baixo nível de vida que lhe são reservados seria realmente muito estúpido.
Qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem. O progresso é uma conseqüência da desobediência e da rebelião. Muitas vezes elogiamos os pobres por serem econômicos. Mas recomendar aos pobres que poupem é algo grotesco e insultante. Seria como aconselhar um homem que está morrendo de fome a comer menos; um trabalhador urbano ou rural que poupasse seria totalmente imoral."
(é o que faz e preconiza e nos impõe de forma tirana e infame o actual governo, que continua a ser um governo de bandidos, de vigaristas, mentirosos e nazis, apostado em nos destruir, como o comprovam as medidas que escolhe, em vez de adoptar medidas que resolvam, realmente, os problemas da nossa sociedade e do nosso país. Haja democracia suficiente para meter todos estes bandidos e criminosos na cadeia...). Até porque, quanto às medidas que realmente importam, como no caso da justiça e dos vários escândalos que se mantêm, nesse sector, nada é feito, a evidenciar bem o carácter do actual governo. E essas são medidas essenciais para que quaisquer outras possam ser eficientes, e até para credibilizar um qualquer governo e a sua idoneidade. Mas o actual governo nem o PGR consegue demitir, porque obedece ao mesmo tipo de máfias e mafiosos! Alguém pensará que é possível o progresso dum qualquer país que mantenha nas mãos de mafiosos?
Neste post deixei o seguinte comentário:
"Mas, apesar de todas as críticas e diagnósticos, esta forma de tirania, que nos impõem, dura... dura... dura... mais que qualquer Duracell.
Isso não se deve à "qualidade" dos pobres, ou dos cidadãos, que temos, mas sim à falta de qualidade e de pudor, de dignidade, de objectividade, da classe intelectual, vendida, que é a única que tem voz, que tem acesso aos OCS. É esse cerco que urge furar, para bem de todos.
Não se admite nem se compreende que, 31 anos depois da revolução de Abril, estejamos a viver, pela mão do partido socialista, a mesma situação caracterizada neste texto.
Bom post. Há que fazer a identificação de políticos e práticas e ideias que consubstanciam a perpetuação da situação aqui diagnosticada."

2005/06/01

O governo insiste em nos vigarizar e destruir!

O governo insiste na vigarice, na mentira, nas mistificações, em afirmar que não há outras soluções para o País, perante a passividade (cumplicidade) de todos os políticos e, especialmente, de todos os deputados e partidos com assento parlamentar; tudo com a passividade e cumplicidade activa do Presidente da República. Tudo à semelhança do que se passou com Durão Barroso. Tudo usando e abusando da mentira, tudo materializando uma infâmia da pior espécie, tudo criminoso.
Eu já disse, várias vezes (e repetirei as vezes que for necessário) que existem soluções para os nossos problemas (e também as pessoas adequadas para as implementar). Já disse que a única razão para o facto de os nossos problemas continuarem sem solução é o facto de sermos governados por criminosos da pior espécie, por mafiosos, que controlam o governo, que só faz o que esse tipo de gente quer. Veja-se, como exemplo, o caso escandaloso (e escabroso) da manutenção do PGR no poder e a manutenção de todas as situações escandalosas na justiça, e não só.
Chegou-se a um ponto em que nos debatemos com o dilema de optar por cruzar os braços e compactuar com a continuação da nossa destruição, como país e como sociedade, ou optar por arregaçar as mangas e insistir, persistir, fazer tudo o que está ao nosso alcance para reverter esta situação, de vez. Como? Conjugando esforços (e posts) defendendo as alterações que se impõem no sistema judicial e político.
A abstenção tem de passar a ser valorada, porque é uma exigência de elementar justiça e como forma de responsabilizar os políticos e deputados pelo que fazem errado, ou pelo que deviam fazer, bem e útil, e não fazem.
O Primeiro Ministro tem de passar a ser eleito por voto directo e universal, devendo os candidatos ser obrigados a declararem-se não filiados em partidos ou outras organizações com filosofia e disciplina específicas como é o caso, por exemplo, da maçonaria.
Os Governadores Civis têm de passar a ser eleitos directamente, passando a ter mais competências ao nível do funcionamento das estruturas regionais.
Os mandatos dos titulares de cargos de eleição directa têm de passar a ter duração correspondente à percentagem de eleitores que os elegeu, devendo a sua permanência no cargo ser, obrigatoriamente, referendada após esse período. Não se poderão recandidatar os que não obtiveram o apoio de mais de 50% dos eleitores.
O desempenho da Assembleia da República tem de passar a ser referendada, obrigatoriamente, passados 18 meses da tomada de posse.
Os programas apresentados ao eleitorado (promessas eleitorais) deverão passar a ser obrigatoriamente cumpridos, sob pena de ser necessário o consentimento de todos os cidadãos a qualquer medida que lhe seja contrária. Neste momento, por exemplo (e já no tempo de Durão Barroso) o governo teria que estar a referendar o aumento dos impostos, uma vez que prometeu que não faria tal aumento.
Todos os cargos sobre os quais o governo não consegue ter mão, porque são ocupados por nomeações baseadas em compadrio e tráfico de influências (criminosos), devem passar a ser de eleição directa, como é o caso do Procurador Geral da República.
Este tipo de REGRAS permitem, sem sombra de dúvidas, melhorar o funcionamento da democracia e, portanto, melhorar as condições de resolução dos nossos problemas. Estas regras permitiriam, por exemplo, que já nos tivéssemos visto livres do próprio Presidente, que há muito tempo se transformou numa força de bloqueio da resolução dos nossos problemas. Só se empenha em acções reaccionárias.
Queria fazer aqui um apelo aos outros blogueres: que passemos a sincronizar esta campanha pela alteração do sistema e regras eleitorais. É que esta tarefa requer muita insistência e muita persistência na divulgação, até que chegue a uma grande parte da população e não possa mais ser ignorada. Às vezes, parece-me que, por aí, se fala de tudo menos do que é essencial; ou, pelo menos, não se insiste o suficiente no que é essencial. Isto é daqueles assuntos que não se podem falar uma vez (ou só lá de vez em quando), nem basta ser abordado por um ou dois, temos que passar a ser muitos para crescermos o suficiente.