2005/07/05

Resolver o problema do Défice... de honestidade!

O primeiro-ministro está a falar, na SIC.
Repetindo todas as mentiras e justificações demagógicas que já disse uma infinidade de vezes.
Para que um país possa recuperar, para que se possa reduzir o défice, é condição essencial que não haja défice de honestidade, por parte dos governantes, dos políticos em exercício. O primeiro-ministro não tem legitimidade para governar, porque rompeu os compromissos que assumiu, na base dos quais lhe foi conferida a representatividade.
Este primeiro ministro é um mentiroso e um nazi, porque usou a mentira para nos impor o agravamento da situação económica e social do país, em nome dos interesses dos mafiosos a quem obedece.
Pretende, o primeiro-ministro, convencer-nos de que não tinha alternativa. Este primeiro ministro é um mentiroso e também aqui mente. Eu não sei se o primeiro-ministro tinha alternativa, mas o país, eu garanto que tem alternativas, que tem soluções; já que estas medidas não são solução para coisa nenhuma.
Este primeiro-ministro é um palrador que, para se “justificar”, insulta todos os cidadãos, dizendo que quem não o compreende está de má-fé. Haverá maior má-fé do que aquela que tem sido evidenciada pelo Primeiro-Ministro?
Para que todos percebam bem, eu quero repetir, aqui, assumir, que sei quais as medidas para reduzir, muito, o défice, relançar a economia e reduzir, muito, o desemprego. E não são as medidas tomadas pelo governo, nem as anunciadas…
Faço, daqui, um desafio ao primeiro ministro. Prove a sua boa-fé e submeta, à votação dos cidadãos, as suas opções, em confronto com as medidas necessárias e úteis, para resolver os nossos problemas, que é para ver qual é a opinião dos cidadãos.
Assuma que mentiu e demita-se; ou, não assumindo que mentiu, consulte os cidadãos, dizendo a verdade.
Diz o primeiro ministro que “é necessário olhar para as medidas e ver se são justas”. Pode-se confiar nos critérios dum mentiroso?
Os cidadãos não têm sentido de justiça? Não seja reaccionário, não seja nazi, não seja arrivista. Deixe os cidadãos resolverem os nossos problemas, já que você não o quer fazer, porque depende de ordens de nazis, que nunca lho consentirão.
Há que mudar, urgentemente, o sistema eleitoral e impedir os governantes de mentirem.
Um estado mais justo não pode ser governado por mentirosos que nos destroem…
Tenha vergonha a faça o que deve…

2005/07/04

EMBUSTE!

... e Os temas de EDITORIAL.
Embuste é o eufemismo (mais soft) que pode definir o estádio actual da nossa DEMOCRACIA (e também da liberdade ou de qualquer outro sistema político, digno).
O “embuste” é tal que os políticos mais conceituados usam e abusam da mentira, como se fosse normal. (Para não falar das mistificações, das “meias-verdades”, da ocultação de factos e violações da liberdade de expressão) como se fosse normal, e até legítimo, do ponto de vista da “luta política”. Sim porque a “luta política” é uma “entidade”. Nada tem a ver com a governação dum povo…
Esse é outro EMBUSTE: o ponto de vista da luta política, pelo poder, de acesso exclusivo para os que “percebem”, que deixou de ser a função nobre, de tratar da coisa pública, que interessa a todos (logo: de que todos devem perceber. E percebem).
Assim se foram criando dois mundos: o nosso, cheio de problemas sem solução; e o deles, onde os nossos problemas não contam, para que os “problemas” deles possam ser “resolvidos”, numa inversão, absurda, do que deve ser a política.
“ELES” até já criaram um “reflexo condicionado” (politicamente correcto), em certos rafeiros com acesso aos OCS, para achincalharem a “atitude” de a gente dizer “eles”… imaginem!
São “eles” que optam por ser “eles”, por nos ignorarem. Mas "acham" que nós devemos ter por “eles”, o respeito que “eles” não merecem. Ou seja: devemos “interiorizar” a nossa insignificância, subservientemente, e “aceitar” a importância absoluta e universal, exclusiva, d’ELES. Ainda por cima, para eles terem “legitimidade” de passarem o controlo do poder para as mãos do pior tipo de mafiosos, de criminosos, que há.
Tem de haver uma forma de ELES perceberem que a sua impunidade acabou!
Tem de haver uma forma de ELES perceberem que, em democracia, não se admitem as mentiras e todo o outro chorrilho de abusos que praticam.
Tem de haver uma forma de ELES perceberem que, em Democracia, são as pessoas que contam, em primeiro lugar e não os políticos. Os políticos só contam na medida em que o mereçam, na medida em que sejam dignos e exerçam as suas funções correctamente; isto é: tendo em conta os cidadãos…
Tem de haver uma forma d’ELES perceberem, para o seu próprio bem… Ou será que vai ter de ser à paulada, para que as pessoas se façam ouvir? Já esteve mais longe!

Tudo isto a propósito dos temas da semana, no blog EDITORIAL:
(1) Os traficantes do século XXI, de Hammer
(2) Presente de Marginal
(3) As nossas Características e Apelo, de Raul
(4) Esta semana e Venceremos de Al-Maqqari
(5) Vinte e um d’IVA e O Sistema II, de Zecatelhado
(6) Clarificar e “especificar” os objectivos!, de “eu”
(7) Passo a passo, de Marginal. Como a U.E. pretende impor, na agricultura, os OGMs.

Vão até lá, adiram, se acharem bem…

2005/07/02

Ao correr da "pena"!

O amigo Luís deixou, em: "o aumento do IVA", um comentário a que decidi responder.
Como parece que existe muita gente que "ainda" não percebeu o que digo, com que objectivos... vou transcrever esse meu comentário.
Respondi assim:
"Amigo Luis,
Li, com atenção, o comentário que deixou no meu blog e que agradeço!
Porém, já agora, permita-me que, "numa boa", lhe dê "um conselho": respeite as opções e opiniões dos outros (que, certamente, terão milhões de motivos - os deles, não os seus - para procederem como procedem).
O pior erro da maioria das pessoas que sentem o "incómodo" do absurdo da situação que vivemos, é cederem, no essencial aos "argumentos dos partidos", e não respeitarem os outros. Acharem que detêm o monopólio da razão e da esperteza; isto é: que conhecem a forma de resolver os nossos problemas (desde que os outros adiram, é claro, sem que se saiba bem por que o devem fazer).
Até porque, via de regra, cada uma dessas pessoas que acham que as suas opções são as únicas com valor absoluto, também não "aceitam" os "conselhos" de quem pense de modo diferente; ou não será assim?
Então porque é que os outros devem aceitar os "conselhos" que dão?
Meu caro! eu sou abstencionista, por convicção, mas mesmo que o não fosse, exigiria a valoração da abstenção, porque isso é uma questão de ELEMENTAR Democracia.
Porém, essa minha "luta", não impõe, a quem quer que seja, um comportamento padrão, ou a adopção das minhas próprias opções. Apenas exijo direitos de cidadania (aqueles a que temos direito) para todas as pessoas, incluindo as que se abstêm.
Cada um pode votar, ou não, onde quiser e como quiser, desde que, no final, se mantenha, como deve ser em democracia, o respeito pelas opções de todos e de cada um.
É isso que se está a transformar na "pedra de toque" da diferenciação entre os verdadeiros democratas e os que o não são. E os partidos que temos não são democratas, como se pode comprovar pelo facto de, nenhum deles, assumir claramente esta exigência.
Isso faz com que sejam estruturas completamente desacreditadas (como os próprios assumem, utilizando-se do facto).
Então porque é que eu, por exemplo, deveria "criar um partido"?
Para assumir parte nas responsabilidades deles e respectivas consequências?
Não conte comigo!
Até porque, para esta luta, não é necessário criar um "partido". Para além disso eu gosto de tudo "inteiro"!
No entanto, como disse no início (e para o caso de não ter percebido), escrevi isto tudo "numa boa"; isto é: reconhecendo-lhe, a si, o direito de dispor do seu voto como quiser... mas exigindo igual respeito para com todos os outros cidadãos.
É que, as questões pelas quais é urgente unir TODOS, na luta, são questões que estão muito para além (ou para aquém) das opções políticas, filosóficas, ou religiosas: são a resolução, digna e justa (e DEMOCRÁTICA), dos problemas da sociedade.
Essa mania de tentar utilizar as mais elementares aspirações das pessoas para impor, pela chantagem, uma determinada opção de voto, tão usada e abusada pelos partidos, tem de acabar. Tem de ser desmascarada e classificada como deve, para que possamos ter democracia.
Nisso, os partidos são todos iguais e igualmente NAZIS!
Por isso eu nunca daria o meu voto a algum deles... Só se, eventualmente, algum assumir, de forma consequente e credível, esta luta pela valoração da abstenção...
Portanto, para mim, a única solução é a valoração da abstenção, porque sem isso não há democracia. Isto se você me der licença (e mesmo que não dê...)!