2005/07/31

Liberdade ou “Lei da Selva”?

Aqui e também em EDITORIAL
O Principal “valor” das chamadas “Democracias Ocidentais” é a “liberdade”!
A Liberdade é um valor que todos prezamos, que tem significado entendida como direito individual… Mas, sendo nós seres essencialmente sociáveis, a Liberdade também tem (necessita de ter) um significado “colectivo”. Nada nem ninguém se consegue subtrair a essa verdade, a da nossa, intrínseca e absoluta, dimensão colectiva. Ninguém seria o que é sem a sociedade, sem essa dimensão colectiva. Sem a nossa dimensão “colectiva”, nenhum valor existe, ou tem significado.
Em boa verdade nem as pessoas têm importância ou valor, porque estes lhes são “consignados” sempre, e apenas, na “dimensão colectiva”.
Impõe-se, portanto, reescrever aqui aquela expressão que define, magistralmente, o que é a Liberdade: “A nossa liberdade termina onde começam os direitos dos outros”!
Os piores atentados à nossa liberdade, individual ou colectiva, centram-se, hoje, na invocação dos valores essenciais da sociedade, não para que os defendamos, intransigentemente, na sua essência e plenitude, mas como via de alienação, demagógica, colectiva, bem ao estilo da “psicologia de massas” do nazismo, para “legitimar” os mais ferozes e soezes ataques e violações desses mesmos princípios fundamentais.
Todos já nos cansámos de ouvir os facínoras que governam o mundo e os biltres, seus lacaios, dizer e redizer que, a luta contra o terrorismo, se justifica pela defesa de (“our way of life”, “our freedom”, “our democracy”), enfim, “not our”, porque eu nada tenho a ver com isso; e, como eu, uma boa parte da sociedade, que neste momento já é a imensa maioria.
Claro que, nesta campanha abjecta, se pretende usar e abusar do “prestígio” dos princípios fundamentais da democracia, para nos impingir a “legitimação” da sua violação, como se esses princípios e seu significado, pudessem ser apropriados e desvirtuados por uns quantos. Mas o terrorismo dos estados sempre se “justificou” deste modo. Bom! Não se pode dizer que tenha sido “sempre”, no tempo da barbárie, de que estamos a tentar sair, não era necessário justificar as guerras. Bastava ter capacidade para as “empreender”. Mas nós não estamos na barbárie (ao nível do desenvolvimento intelectual e filosófico) e não queremos voltar à barbárie e a “justificação” das respectivas barbaridades.
Mas também todos sabem que as campanhas de “psicologia de massas” pressupõem que as pessoas não pensam, se devem limitar a “engolir” a demagogia assim mesmo como vem preparada… Por isso ela é secundada por um coro de vozes concordantes (de lacaios abjectos, vendidos) e pelo silenciamento implacável de todos os restantes, que somos a esmagadora maioria.
Quer ao nível individual, quer ao nível internacional, a liberdade não existem sem que “se respeitem os direitos dos outros”, porque, quando se violam os direitos dos outros, deixa de haver liberdade para passar a ser criminalidade.
Perguntem à população Iraquiana o que é que eles pensam do conceito de Liberdade das “democracias Ocidentais”! Perguntem aos Presos de Guantanamo e dos outros campos de concentração, mantidos pelos USA, o que é que eles pensam desse mesmo conceito de Liberdade! Perguntem às pessoas que têm sido vítimas da CIA, na sua campanha para “fabricar terroristas”, já aqui denunciada, o que eles sabem, agora, depois destas suas experiências surreais, do real significado desse mesmo “conceito”! O real significado deste conceito, agora, na situação que vivemos sintetiza-se assim: TERRORISMO!
Alguém comentava, em Sociocracia, sintetizando, magistralmente, o que estou a tentar dizer desta forma:
A guerra está associada a morte, a destruição, a vandalismo, em suma, a opressão e a terror.
A guerra surgiu para que uns tantos inábeis se pudessem apropriar das criações de outros mais cordatos e, por isso, mais criativos.
Provocando a destruição e a extrema miséria consegue-se uma total submissão, por parte dos deserdados, e torna-se muito fácil enriquecer à sua custa. Este é que é o móbil das guerras!
Tanto quanto penso, a palavra "terrorismo" deve ter a sua origem em "terror" e as guerras - mesmo que (in)devidamente legitimadas - provocam grandes ondas de terror.
Penso que, para uma humanidade que se quer civilizada, é lamentável que se defenda ainda a barbárie, tenha ela a forma que tiver
...”
O sublinhado é meu e expressa o problema essencial, quanto a esta questão, evidenciando a verdadeira dimensão criminosa (contraditória com a liberdade, a democracia) do uso da força.

Num post anterior (aliás, em vários) falei da necessidade de “colocar as pessoas certas nos lugares certos”, de colocar as pessoas a fazerem o que sabem e gostam de fazer, para que a sociedade funcione, para que haja progresso. Também já o disse, várias vezes, que isso é tarefa da democracia, que só a democracia pode garantir.
AS guerras são contrárias ao progresso e à civilização (e os USA haverão de “compreender” isso, talvez da pior forma possível, para eles próprios)
No nosso país, sofremos, de forma dramática, as consequências de, a liberdade como a entende esta escumalha, em conluio com a “iniciativa privada” e a “economia de mercado” impostas pela “força” da perfídia de uns (legitimada por quem detém o poder) não respeitarem as pessoas, não gerirem as “nossas” competências, não colocarem as pessoas certas nos lugares certos. Este sistema não resulta porque aqueles que são espoliados pela violência (ou pelas regras do mercado e pelos tribunais) deixam de ser mobilizáveis, de ser úteis, quer porque são destruídos, socialmente, quer porque não se conformam com a condição de escravos da infâmia.
O que pretendo evidenciar, com isto tudo, é que a apropriação através da violência é contrária aos princípios fundamentais que regem as sociedades civilizadas e prejudica o progresso e o desenvolvimento.
O que pretendo, com tudo isto, é engrossar a contra-corrente que se forma contra a barbárie, fazer valer o facto de sermos a esmagadora maioria, quer da população portuguesa, quer da humanidade.
O que pretendo, com isto, é mobilizar vontades para que, como maioria, vejamos concretizadas as regras básicas da sociedade, e as decisões fundamentais, quanto a estas matérias tenham de passar a ter a aprovação da maioria das populações, só possível através de consultas directas específicas, devido ao elevado número de abstencionistas.
O que pretendo é que conquistemos a concretização dos direitos que nos assistem, como o exige a democracia, o progresso, a civilização. Esta discussão e estas ideias têm de, urgentemente, sair da clandestinidade (destes espaços, na NET) para se poder recuperar a esperança da generalidade da população… É um direito que nos assiste, de liberdade, vermos as nossas opiniões discutidas e divulgadas, em igualldade de circunstâncias com todas as outras... Mas esse direito, teremos que conquistá-lo com muito esforço (apesar de sermos a esmagadora maioria, porque se pretende que a maioria da maioria não tome consciência disso: de que somos a maioria, de que faz parte da maioria. Têm de permanecer pansando que são insignificantes, que estão sós...)
Não pudemos cruzar os braços, perante tanta infâmia, se queremos fazer jus à nossa condição de seres humanos.
Vou terminar por aqui, para me não alongar, mas prometo não esquecer o assunto…

2005/07/30

Programação da RDP1!

Como funciona uma rádio que é paga por todos nós?
Programa "Lugar ao Sul".
Vinda directamente da caixa de "e-mal", aqui fica uma carta que merece atenção:
"Se já contactou a direcção de programas da Antena 1 e a administração da RDP solicitando que o programa "Lugar ao Sul" volte a ser emitido num horário decente, e se não lhe responderam ou se a resposta não foi satisfatória, pode dar conta do seu descontentamento ao ministro da tutela, Augusto Santos Silva (map@map.gov.pt) e ao Primeiro-Ministro (pm.apoio@pm.gov.pt, gseapm@pm.gov.pt ou através do portal do Governo, aqui, para que eles tenham conhecimento do modo como os responsáveis da RDP-Antena 1 tratam os ouvintes e assim possam tomar as medidas necessárias.
Se ainda não apresentou o seu pedido, não deixe de o fazer agora, porque só com o empenho de todos teremos força para fazer valer a nossa vontade.

Já reparou que a música portuguesa de raiz tradicional (a que melhor define a nossa identidade) foi banida quase por completo da emissão da Antena 1?
Artistas que se tornaram referências obrigatórias da nossa música, e que continuam no activo, como: Fausto Bordalo Dias, Vitorino, Janita Salomé, José Mário Branco, Luís Cília, Pedro Barroso, Amélia Muge, Né Ladeiras, Filipa Pais, José Peixoto, Rão Kyao, Júlio Pereira, Pedro Caldeira Cabral, Brigada Victor Jara, Ronda dos Quatro Caminhos, Maio Moço e Navegante, têm sido objecto de uma intolerável marginalização, para não dizer boicote.
A situação não é diferente para os agrupamentos da nova geração como Frei Fado d´El-Rei, Realejo, Danças Ocultas, At-Tambur, Roldana Folk, etc., aos quais tem sido negada a divulgação radiofónica a que teriam direito em razão da qualidade do trabalho que apresentam.

Se gostaria de ouvir estes e outros nomes representativos da boa música portuguesa de inspiração tradicional nos alinhamentos e não apenas nos programas "Lugar ao Sul", de Rafael Correia, "Viva a Música", de Armando Carvalheda e "Vozes da Lusofonia", de Edgar Canelas, aproveite para dar conta desse desejo.

Pode utilizar os seguintes contactos:

<antena1@rdp.pt> (geral da Antena 1)
<tiagoalves@rdp.pt> (actual director de programas da Antena 1)
<isabel.potier@rtp.pt> (secretária do presidente Almerindo Marques)
<almerindo.marques@rtp.pt> (presidente do conselho de administração)
<luis.marques@rtp.pt> (vogal do conselho de administração)

Também pode, ao mesmo tempo ou em alternativa, usar o espaço de sugestões e reclamações reservado no site da Rádio e Televisão de Portugal, acedendo a este endereço.

São os ouvintes que através dos seus impostos e da contribuição do audiovisual (cobrada na factura da electricidade) financiam a rádio pública. Como tal, não prescindem do direito a serem tratados com dignidade e respeito.
Não se acomode! Proteste!
Mas faça-o hoje mesmo! Amanhã pode ser tarde de mais.
Se ficarmos passivos, o director de programas pode concluir que o programa não tem ouvintes interessados e cair na tentação de o extinguir.
Para não ficar com o peso na consciência de nada ter feito para evitar tal crime faça ouvir a sua voz!

Adira ao Grupo de Amigos do LUGAR AO SUL. Para saber como o pode fazer aceda a esta morada
Se quiser partilhar com os membros do grupo as mensagens enviadas para os contactos acima indicados, envie uma cópia para o endereço <lugar-ao-sul@grupos.com.br>.

Nota: Envie esta mensagem aos seus familiares, colegas de trabalho e amigos para que também eles possam participar nesta campanha. Se preferir, envie-me a sua lista de contactos que eu próprio procederei ao envio desta missiva sem revelar os endereços, ou seja, através de BCC ("Blind Carbon Copy").

Excerto de carta enviada ao director de programas da Antena 1, Tiago Alves:
<tiagoalves@rdp.pt>

Gostaria de tecer um breve comentário aos alinhamentos musicais. Já que falei em Pedro Barroso, não posso deixar de referir a sua total ausência nos alinhamentos musicais. E, infelizmente, Pedro Barroso não é caso único pois podia apontar outros nomes de artistas de créditos firmados e de reconhecido mérito. Se os autores de alguns dos programas acima mencionados não tivessem a preocupação e a sensibilidade para divulgar esses cantores ou grupos, o auditório da Antena 1 (pelo menos o mais fidelizado) não teria a oportunidade de contactar com as respectivas obras.
Não se compreende que alguns cantores tenham uma promoção massiva com canções repetidas, até à exaustão, enquanto que outros sejam menosprezados ou, pura e simplesmente, ignorados. Não sei se são os locutores de continuidade que escolhem as músicas, mas quem quer que seja não tem o direito de impingir os seus gostos pessoais à generalidade dos ouvintes. É inconcebível que a música portuguesa de raiz tradicional, que tem tido um grande florescimento nos últimos anos com grupos de grande qualidade (alguns dos quais com sucesso internacional) não tenha lugar no alinhamento da Antena 1, fora dos programas de autor.
A Antena 1, enquanto concessionária do serviço público de radiodifusão, tem a obrigação de divulgar e promover todos os músicos e cantores portugueses (desde que tenham um mínimo de qualidade), de modo a corresponder à multiplicidade de gostos do auditório. Quanto maior for a diversidade da oferta musical maior será a liberdade do público para escolher.
Na expectativa de boa receptividade às minhas sugestões, subscrevo-me com os melhores cumprimentos,

Álvaro José Ferreira"
Fim de transcrição.
Pela minha parte, já o disse aqui que, se "tivesse voto na matéria" fazia uma lei para obrigar a que, em lugares de acesso público e, pelo menos na Rádio de serviço público, fosse transmitida uma quota não inferior a 85% de música portuguesa (quota verificável todos os 15 minutos). É que sinto humilhação quando ando por aí, entro num local qualquer e só ouço música "inglesa"... Nem os turistas, que nos visitam, nos têm consideração ao verificarem isto...
Não devia ser necessário fazer-se uma lei assim. Devia ser natural e "instintivo". Mas vivemos num país onde este tipo de pessoas (que têm estes cargos e desempenham estas funções) não têm referências... (como acontece um pouco em todos os sectores, sobretudo ao nível de quem decide...) Por isso, executam as suas funções com o mesmo cinismo com que os políticos nos governam: fazendo exactamente o contrário do que é necessário fazer, para se resolverem os nossos problemas. Parece que têm vergonha de serem portugueses... Mas, se têm, não devem ocupar estes lugares (onde todos temos de os aturar).
Por isso, façam o favor de pôr os "mails" a funcionar...
Eu já escrevi há algum tempo... mas, até agora, nada. É a velha e repugnante atitude de afrontar os cidadãos, de impôr a respectiva prepotência, de recusar resolver os problemas concretos, de forma civilizada e sensata...

2005/07/28

“Apostar” na Inovação e Desenvolvimento!

Aqui e também em Editorial
Desde há meses a esta parte que temos vindo a ouvir os políticos (e outros teóricos quejandos) dizerem que há que “apostar” na Inovação e no Desenvolvimento.
É caso para dizer, com o outro, eles falam, falam, falam…
É caso para dizer que “ELES” ou acreditam em “milagres” e pensam que as suas palavras têm poderes mágicos, ou então andam a nos enganar (a tentar nos enganar com conversa fiada), como é costume. Vocês não acham que, ao fim de tanto tempo a falar de “Inovação e Desenvolvimento” já era altura de se ver algum efeito?
Já o disse, várias vezes, mas nunca é demais repeti-lo (até que todos percebam bem as implicações do “dito”); a nossa situação está tão má, em tantos sectores que, se em algum desses sectores se começassem a tomar, realmente, efectivamente, as medidas adequadas, isso far-se-ia sentir, de imediato, na sociedade, de forma benéfica e positiva. É por isso que é tão difícil nos enganarmos, quanto à honestidade e idoneidade das promessas e das intenções. A bem da verdade, não é só por isso; por aqui, procuramos manter-nos bem informados, por mais saturante que isso seja.
Porém, acho que temos que colocar as coisas no seu lugar, também nesta questão. A partir das declarações que temos ouvido, nem sequer é possível responsabilizar os respectivos “DECLARANTES”, por não fazerem o que dizem…
Reparem que o que eles dizem, quer quanto à inovação, quer quanto à educação, quer quanto à formação e desenvolvimento (quer em relação a muitas outras matérias) é que… vão (estão a) APOSTAR em…
Ora, se analisarmos bem o significado da palavra “Apostar”, o que é que percebemos? O que é que significa?
Em linguagem comum significa que se selecciona um “palpite”, se investe nele (segundo as regras do respectivo jogo) e se deixa o acaso fazer o resto. Há quem lhe chame, ao acaso, a sorte (ou o azar, conforme o resultado), mas, em rigor, é mesmo o acaso.
A situação (e a confusão que se cria) é tal que até nos fóruns de discussão pública se ouvem estas generalidades, quando se trata de apontar soluções, por isso se impõe desmistificar “a coisa”.
É que, nos jogos de fortuna e azar, cuja terminologia é adoptada, pelos nossos responsáveis, ainda existe alguma hipótese de o acaso (a sorte) “favorecer” uma qualquer aposta. Na “nossa” política, na nossa sociedade, as hipóteses de, apostando e deixando o resultado ao acaso, ganhar a aposta, estão, actualmente, reduzidas a zero…
Porque é que estão reduzidas a zero? Isso é uma questão que se prende com uma série de factores que já aqui foram abordados inúmeras vezes.
Tem que ver com o funcionamento (não funcionamento) da Justiça, da Educação… das Instituições do Estado que, desde há muito tempo, estão transformadas em autênticos obstáculos bloqueadores da economia, etc., etc., etc.. Tem que ver, em suma, com o facto de nada, neste país, funcionar como deve, de ninguém ser responsável pelo que quer que seja, de os nossos políticos e responsáveis se terem acomodado à condição de espectadores das nossas desgraças, cuja responsabilidade empurram, sempre, para os outros; ou então para um fatalismo caído do céu!
Este post foi-me “inspirado” pela mais recente contribuição de Xipsocial, no Editorial.
Porquê?
Porque um bom exemplo do que quer dizer, na terminologia dos nossos políticos e responsáveis, apostar na inovação, pode constatar-se no que se refere à gestão dos recursos energéticos e à questão da opção pelas energias renováveis. Mas, se vocês quiserem, o que se passa com os incêndios florestais, abordados noutro artigo, também pode servir de “ilustração”…
Todos sabem que, se se adoptassem e implementassem as técnicas conhecidas e disponíveis, em matéria de economia de energia e aproveitamento das energias renováveis, a nossa situação económica não seria tão desastrosa.
Mas há muitos outros exemplos…
Então, que tipo de motivação têm as pessoas para se empenharem na “inovação”? Para ser usada onde, se não se faz uso dos conhecimentos e técnicas que existem, apesar da sua premência?
Porque é que isto se passa assim? Isso também já foi referido várias vezes!
Porque há por aí uns obtusos, umas “forças de bloqueia”, que nada fazem nem deixam fazer, a menos que sirva os seus mesquinhos interesses de corrupção! Amuam, fazem birra, queixam-se aos Sindicatos e a outras corporações porque lhes usurpam as competências… e acabam sempre por verem sancionados os seus crimes, com estes e outros estratagemas ainda piores.
Querem um exemplo bem escandaloso? É o que se passa no Processo Casa Pia, com a protecção dos mais abjectos crimes, por parte de gente com cargos de alta competência que, ainda assim, mantém os cargos e a “confiança” dos políticos do topo da hierarquia. Esta gente é louca e imaginam-se “reis da porcalhota”, pensam que, tal como acontecia no regime feudal, em relação aos soberanos, bastam eles para prestigiar, ou não... Não vêem que, com isso, apenas conseguem comprometer o seu próprio prestígio, ao afrontarem os sentimentos dos cidadãos.
Não adianta escamotear o essencial das questões! É este tipo de situações, de irresponsabilização de alguns, seja qual for a gravidade dos seus actos, que impede o nosso desenvolvimento, que impede a inovação, que impede… (tudo o que não seja as suas negociatas mafiosas). Aqui dá vontade de perguntar se somos seres humanos (capazes de resolver problemas) ou se somos ratos… e espero que não se encostem, todos, a um canto a roer queijo…
Portanto, meus amigos, se nós queremos sair disto, temos de responsabilizar os políticos, para que eles tenham de responsabilizar todos os outros. A abstenção tem de ser valorada, porque só vendo o tacho em perigo é que esta gente vai aprender a ter dignidade e vergonha. Só quando não tiverem outro remédio é que eles vão olhar para as coisas como deve ser e deixar de “Apostar”, para passarem a FAZER o que tem de ser feito para resolver os nossos problemas.