2005/08/10

Fogos Florestais, novamente!

Segundo um relatório europeu, Portugal continua a ser o país campeão dos fogos florestais, tendo mesmo vindo a baixar a eficiência no combate aos incêndios.

É preciso um “relatório europeu” para dizer o que é óbvio?
A propósito, vou recuperar, para aqui, alguns comentários que fui “produzindo, sobre o assunto, nestes dias:
Em Hammer:
“E porque é que ninguém fala da verdadeira questão?
Enquanto se tolerarem as incompetências e se permitirem as desculpas em vez de exigir eficiência e assacar responsabilidades a quem falha, não se vai lá. Cá para mim, já o disse várias vezes e repito, estão todos de conluio, porque só assim é possível se ter chegado a este descalabro. Mas os principais responsáveis são os coordenadores dos meios de combate, que não fazem o que devem. Além disso, aonde é que está, neste artigo, a identificação clara de pessoas ou procedimentos, que se possam responsabilizar, a quem se possa exigir eficiência?
Conversa da treta que, no essencial, embarcando na confusão que a situação gera na cabeça de algumas pessoas, se limita a "combater moinhos de vento", lançar para o ar atoardas, em vez de abordar as questões essenciais com objectividade, de forma consequente. O estratagema é o mesmo: lançar a confusão, generalizar, repetir teorias da treta, para desculpar quem tem os cargos e falha, quem assume tarefas que não quer cumprir... Há que perguntar porque é que não querem cumprir.
Alguém ignora que a acção dos bombeiros é descoordenada, mal preparada, dirigida de forma primária e improvisada, portanto ineficiente? Porque é que é assim? Porque é que uma questão tão importante continua nas mãos de amadores ignorantes?
Porque é que, para combater os incêndios, prevenir os incêndios, só existem cerca de 2000 bombeiros, quando seria possível e é muito fácil mobilizar cerca de 20 mil pessoas, pelo menos, com capacidade e disponibilidade para a função? De facto há por aí uns incendiários que têm de ser presos e "crucificados" urgentemente. Estão no comando e coordenação do combate aos incêndios, a "fabricar" desculpas para o consumo dos cretinos que nos julgam e a prosseguir a sua acção criminosa. Entre as desculpas, a mais querida, é a "falta de meios". Mentira! Que raio de interesses tenebrosos é que essa gente promove, de forma tão vil e terrorista? Como é que se pode "dar mais meios" a quem nem os que tem sabe gerir, coordenar e organizar?
Os verdadeiros culpados deste flagelo, os verdadeiros terroristas, estão na coordenação e no comando das organizações de combate aos incêndios. Sem correr com esses criminosos não é possível resolver o problema. Tudo o mais são desculpas mentirosas e falaciosas, para ilibá-los. É como a questão do terrorismo. Os autores dos atentados são a CIA e cia.
Em congeminações:
Em Portugal, muito provavelmente, com grande margem de certeza, tal como acontece com a saúde e a justiça o custo do combate aos incêndios excede o dos países em que a sua aplicação é muito mais eficaz...
Ora aí está o cerne da questão, de todas as nossas questões, de todos os nossos problemas.
Aliás, há poucos dias, o ministro António Costa fez questão de, no seu estilo bajulador, dizer que, no que se refere ao combate aos incêndios, tudo corre bem, tem sido eficiente, nem sequer há falta de meios; não lhe foram solicitados mais meios.
Será preciso mais evidências, ou declarações mais claras, para se perceber o verdadeiro cerne da questão?
Sabe? A gente, por aqui, nem nos apercebemos do impacto que conseguimos ter, quando colocamos "o dedo na ferida" de forma certeira. É o que tem acontecido em relação aos incêndios e isso faz-se sentir nas declarações e atitudes, (e reivindicações) dos coordenadores do combate aos incêndios. É preciso passar à fase seguinte! É preciso insistir! É preciso encurralá-los, para se poder resolver o problema.
Para já há que chamar cretino e falacioso ao ministro que nos pretende fazer aceitar uma realidade absurda, como sendo normal e justificável. Não devia ser necessário um relatório europeu para dizer o óbvio, aquilo que nós andamos a dizer há muito tempo. Mas ao menos pudemos chamar cretino e mentiroso, falacioso e cúmplice ao ministro, que assim mente, descaradamente, negando as evidências, impondo-nos uma “avaliação” falsa e cretina, com toda a presunção.
Em congeminações:
Há uns meses escrevi um artigo intitulado: "O País nas mãos de criminosos". O que se passa com o problema dos incêndios é apenas mais uma "ilustração" do que disse. Há medidas, simples, que podem ser tomadas para acabar com isto, de vez. Medidas que podem não custar um cêntimo e permitir poupar todas as verbas exorbitantes gastas, agora. Verbas exorbitantes que estão a ser gastas para haver uns quantos a atear fogos e outros, da mesma laia ou pior, a "deixar arder"...
Porque é que as medidas não são tomadas? Porque, neste país, tudo quanto é mafioso, tem protecção dos políticos e governantes. Em boa verdade, são eles, os mafiosos, que mandam no governo e não o contrário. São eles que mandam em nós e nos palhaços que a população elege.
Por isso todos resistem a "pôr as coisas no lugar" e valorar a abstenção; todos resistem a adoptar procedimentos de controlo do desempenho dos políticos por parte da população. Tem sido essa a minha luta, mas parece que continuo a falar para a parede. Todos falam muito, mas para dizer generalidades, evitando o essencial...
Nos comentários aparecem algumas interrogações que colocam "o dedo na ferida", que têm que ver com a utilização de todos os meios existentes, utilização que tem sido sabotada e bloqueada pelos mafiosos, integrantes das forças de bloqueio, que controlam a coordenação e as chefias de quem está envolvido no combate aos incêndios.
Sem responsabilização, severa dessa gente e das suas "falhas" premeditadas, não é possível resolver o problema. Enquanto estes tiverem protecção e impunidade e "espaço" para as suas desculpas criminosas, não é possível resolver o problema.
Mais! É necessário que, numa questão destas, que já se transformou numa forma de terrorismo, absurda, sobre o país e a sua população, os respectivos intervenientes passem a estar sob disciplina militar, sendo levados a tribunais marciais, acusados de sabotagem e julgados por todas as falhas e boicotes que agora praticam, impunemente, com todo o à vontade.”

Já noutras ocasiões falei também deste problema. Como por exemplo neste artigo, e neste,
e neste.
Como a questão permanece sem alteração, justifica-se que relembre o que já disse inúmeras vezes.
Aliás, os vários artigos publicados nos diferentes blogues reflectem bem os sentimentos e o desespero dos cidadãos sobre esta matéria... Os políticos e os responsáveis é que insistem nos seus procedimentos nazis e bloqueiam a resolução dos problemas, de forma criminosa.

Mas não desesperemos! Porque “A Direcção Geral dos Recursos Florestais” lançou uma campanha de prevenção…
Garanto que fui ver, correndo, ao mesmo tempo que alimentava alguma esperança de que, finalmente, alguém começasse a fazer ou a dizer o que é necessário fazer e dizer. Puro engano! Grande desilusão!
A campanha resume-se a: colocação de cartazes e distribuição de folhetos. Ou seja: gastar dinheiro inutilmente, porque esta gente estúpida não tem nada na cabeça, a não ser porcaria e só sabem desperdiçar dinheiro e recursos. Mereciam era ir para a cadeia, todos. Porque é óbvio que isto é uma campanha de cretinice, que não resolve nada, apenas serve para gastar dinheiro inutilmente.
Para resolver problemas é necessário ter capacidade para FAZER alguma coisa, tomar medidas. Perante um fogo, qual é a utilidade dum cartaz ou duns folhetos? É isso mesmo que estão a pensar! Um cartaz ou um folheto apenas servem para alimentar o fogo.
Mas é assim com todos os nossos problemas e é por isso que o país não progride. Quantas vezes será necessário dizer que não é possível resolver os nossos problemas com gente cretina a comandar os destinos do país?
Quantas vezes será necessário dizer que quem precisa de “lavagens ao cérebro”, para ver se aprendem a pensar, são os responsáveis e não os cidadãos? Quantas vezes será necessário dizer que as medidas, as acções, têm de ser tomadas, executadas por quem tem capacidade e competências para decidir; isto é: por quem detém os cargos e o poder? Quantas vezes será necessário dizer que estas campanhas de merda, onde se pretende descarregar as responsabilidades para os particulares (porque os nossos notáveis são todos inimputáveis) são mistificações, campanhas falaciosas, primárias, que deviam envergonhar quem a promove? Porque é que esta escumalha acha que tem o direito de ganhar vencimentos absurdos? Para serem irresponsáveis? Se não sabem exercer as suas competências, de maneira eficiente, não se apropriem de dinheiro que não “ganham”.
Quantas vezes será necessário dizer que a culpa desta e doutras situações igualmente calamitosas é de todos os políticos e do todos os responsáveis, a todos os níveis, e também dos seus lacaios que controlam a comunicação social e mistificam tudo, mentem e enganam toda a gente, dando espaço apenas e sempre aos mesmos criminosos, e silenciando os sentimentos e as denúncias da generalidade da população, para além de silenciarem quem sabe como resolver os problemas?
É claro que, se continuarmos por estes caminho, se não conseguirmos inverter esta situação e escorraçar estes criminosos, no próximo ano, estaremos todos aqui a discutir o mesmo assunto, com os mesmos parâmetros, porque somos governados por terroristas nazis que acham que têm o direito de proteger criminosos, que actuam de dentro das instituições, fazendo estas campanhas para enganar os patetas, enquanto continuam os seus actos terroristas, de incendiários.

2005/08/08

Actos de Vassalagem Feudais!

Por causa da “conversa da tanga” do Durão, uma pessoa da minha família perdeu o emprego, juntamente com a maioria dos colegas, “por extinção do posto de trabalho”. Depois disso só conseguiu arranjar trabalho a recibos verdes.
Para obter os recibos verdes é necessário fazer uma inscrição nas Finanças. Como as pessoas que trabalham a recibos verdes só recebem as horas que trabalham, todas estas questões burocráticas foram tratadas pela mãe.
Feita a inscrição nas Finanças, era necessário ir à Segurança Social. Aí informaram que dispunha dum período de isenção de um ano, pelo que devia inscrever-se ao fim desse tempo. Assim foi feito, em Outubro de 2004. No acto da entrega da inscrição não foi possível fazer qualquer pagamento, tendo sido informado que o processo seguia e depois os serviços diriam alguma coisa.
Cumpridas as formalidades, aguardou-se que chegasse a informação de como, quando, quanto e onde pagar as respectivas contribuições.
Até à presente data, nenhuma dessas informações, essenciais para se poder pagar, foi recebida. Em vez disso, foram recebidas duas cartas. Na primeira, expedida no dia 28 de Outubro de 2004, diz-se, numa única linha: “que se procedeu ao enquadramento…”.
Na segunda carta, datada de 29 de Julho de 2005, informa-se que …. Se verifica o não pagamento das contribuições devidas à segurança social…. Solicita-se o pagamento, no prazo de 10 dias, sob pena de “cobrança coerciva”.
No entanto, acerca do essencial; isto é: informar como, quando, onde, e quanto pagar, nem uma palavra, nem o mais pequeno indício, ou alguma coisa que o permita vislumbrar.
Com as cartas na mão e uma carrada de indignação, compareceu-se no centro de atendimento mais próximo da residência. Tal como os restantes, este centro também tem um sistema de senhas de espera. O atendimento ia na senha nº 36 e a senha de vez, respectiva, era o 81. Com muito menos números de intervalo, já eu esperei, num desses centros, perto de duas horas. Aliás, 2 horas é o tempo médio de espera (segundo os dados de que disponho) para as pessoas que se deslocam ao edifício do Areeiro, em Lisboa.
A pessoa em questão decidiu não esperar e, em vez disso, escrever uma reclamação que ninguém vai gostar de ler.
Termina a reclamação com estas palavras: “Por isso, nos termos da lei, não é o contribuinte que está em falta, mas os serviços da segurança social, que só sabem fazer coisas inúteis, como as cartas referidas. Solicita-se, portanto, o essencial para proceder aos pagamentos; isto é: o envio das respectivas guias, de preferência pagáveis através do Multibanco, se não for pedir demais e se não der muita maçada…”
A questão que aqui se coloca é o facto de estas instituições se acharem no direito de exigir, aos cidadãos, não apenas os pagamentos, mas também repetidos “actos de vassalagem”, como estas deslocações e tempos de espera. Não basta o cidadão pagar, também tem de ser humilhado e molestado com estas deslocações inúteis e tempos de espera.
Como é óbvio, estas deslocações e tempos de espera, absurdos, são muito úteis e benéficos para o aumento da produtividade do país… Aliás, quem quiser, de facto, saber os motivos da nossa fraca produtividade, que observe estes tempos de espera inúteis e absurdos e a enorme quantidade de entidades e instituições que assim funcionam e logo fica a conhecer um dos principais motivos. Isto para um cidadão que só ganha as horas que trabalha, como é o caso das pessoas dos recibos verdes, é excelente.
Por acaso, pela minha parte, até acho que a questão não começa aqui; que este episódio é apenas o cúmulo do absurdo, que começa com a deslocação para inscrição.
Todos já ouvimos falar da “sublime” inovação do “cruzamento de dados” entre as finanças e a segurança social, como forma de combater a fuga ao fisco. A fuga ao fisco não se combate assim, pelo contrário. No entanto não posso deixar de realçar que o mesmo empenho seria muito mais útil a todos, e também muito mais digno, se fosse usado nestes casos, para facilitar a vida dos cidadãos. De facto, uma vez feita a inscrição nas Finanças, a inscrição na segurança social deveria ser automática, no devido tempo, sem mais sobrecargas e contratempos para os cidadãos. Só que, esta gente vil que governa este país só sabe ser prepotente e autocrata, repressiva e coerciva, mesmo quando tal não se justifica. Isto diz bem não apenas do seu baixo carácter, mas também da sua ausência de honestidade.
Para exercer cargos com possibilidade de definir este tipo de “procedimentos” deveria ser condição essencial ser-se muito honesto, muito digno e muito idóneo. Para além de eficiente, é claro. Como a nossa vida sairia mais facilitada e como o país se desenvolveria.
É apenas um elementar exemplo (mais um) de como o estado e outras instituições se constituem em entraves à produtividade, à actividade económica e ao desenvolvimento, quando devia ser exactamente o contrário. Tudo isto tem que ver com a “qualidade” das pessoas que nos governam e dos “nossos” políticos.

2005/08/06

Intervalo Conjuntural!

Peço desculpa a todos os que me costumam visitar, porque o tempo não me tem chegado para escrever... apesar de não faltarem motivos.
Espero conseguir, em breve...
Um abraço a todos e bom fim-de-semana!