2005/10/10

Autárquicas 2005 (de 09/10). Resultados!

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É incrível como todos nós nos tornamos previsíveis! Este era, certamente, o artigo que todos esperavam encontrar aqui, hoje. Esteve quase a não ser possível, por falta de tempo.
Sim porque vocês compreendem: refazer as contas todas, distrito a distrito, e depois, especificamente para alguns Concelhos, não é tarefa fácil. Gosto de fundamentar o que digo e, por isso, com o esforço de toda a manhã, aí têm os resultados.
Os dados foram recolhidos no site da RTP e os valores verificados já depois das 15 horas de hoje.
Vejamos, então, o que nos dizem os resultados eleitorais, expurgados da vigarice!
Umas coisas interessantes:
No conjunto do distritos do Continente (excluindo as Ilhas),
o PS (partido mais votado), obtém 21,85% dos votos;
o PSD obtém 16,53% (mais 4,32% em coligações com outros partidos). Total: 20,85%
a CDU obtém 6,9%
o BE obtém 1,83% (com uma excelente ajuda de Sá Fernandes, em Lisboa, onde obteve a sua segunda melhor percentagem. A melhor foi em Setúbal).
O CDS obtém 1,85%
A abstenção (incluindo nulos e brancos: votos não expressos) situa-se nos 44,84%. Continua a ser, de longe, a opção maioritária, ultrapassando a soma das percentagens dos chamados “partidos de governo”: PS+PSD+CDS que, em conjunto, obtêm 44,55% dos votos.
Se os partidos tivessem um pingo de vergonha, tivessem noção de limite, ou percebessem que, a continuar assim, “um dia a casa cai” (em cima deles), teriam aqui um sério motivo para se preocuparem e inverterem o caminho que têm escolhido. Infelizmente a soberba e a cegueira é tanta (juntamente com a cretinice e a presunção) que só quando ficarem debaixo dos seus próprios escombros é que acordarão. Esta gente perdeu toda a noção de limite.

Se já tivesse sido valorada a abstenção (E tivesse sido eleito um governador para cada distrito), o que se manteria por mais tempo, seria o de Bragança, do PSD, com 33,68% dos votos, seguido do da Guarda, do PS, com 32,13% dos votos. Mesmos estes, permaneceriam nos lugares cerca de 15 meses, até terem que ser ratificados, pela população, com a obrigatoriedade de obterem mais de 50% dos votos positivos, porque é para isso que servem os cargos do poder.

Vejamos o que se passa com os Independentes.
Foi grande surpresa, para mim, verificar que concorreram independentes em 25 Concelhos do País. Conquistando, ou reconquistando algumas Câmaras. Surpreendente é o facto de, nestas 25 candidaturas, a 14 delas terem sido atribuídas percentagens de votos oficiais acima dos 20%. A dispersão das percentagens vão desde pouco mais de 1,5% em 3 Concelhos, até 36% (percentagens reais, não as oficiais) em Gondomar e Felgueiras.
Mas há outras Câmaras que estão nas mãos de Independentes já há algum tempo, que foram reconquistadas por independentes.
Merecem particular destaque, pela expressividade das respectivas votações, os casos de:
Alvito, com 25,52%; Campo Maior, com 27,19%; Alcanena, com 26,35%; Belmonte, com 28,25%; Sabrosa, com 24,47%; Penedono, com 22,31%, Arouca, com 16,65%; Alter do Chão, com 14,88%; Nazaré, com 13,88% e Tomar, com 12,69%.
Omiti, de propósito, todos os casos badalados, porque acho que estes também merecem destaque e nunca o tiveram. Até porque, estas percentagens de apoios fazem inveja à generalidade das forças políticas.
Em média, o conjunto dos independentes obtém um apoio da ordem dos 17%, só ultrapassado pelos dois maiores partidos…
Sendo certo que este apoio é conseguido à custa dos partidos, visto que a abstenção continua a ser, de longe, a opção maioritária…

É nas causas, profundas, deste comportamento do eleitorado; é no descontentamento para com a acção dos partidos e dos políticos assim evidenciada; é na ausência de credibilidade e de idoneidade dos políticos que está a explicação para as vitórias de alguns candidatos, que muitos consideram inexplicável (porque pretendem apagar, pela vigarice, a verdade dos números que os condenam; são cegos, por opção), atribuindo estas vitórias à falta de honestidade dos próprios eleitores, quando afinal isto evidencia a ausência de alternativas credíveis, de lideres reconhecidos pelas populações…

Ah! Isaltino ganhou com 19,18% dos votos…
Só Valentim (mercê do apoio e cumplicidade do próprio governo, que lhe mantém todos os tachos); e Fátima Felgueiras (mercê do ódio conquistado pelos partidos, e do descrédito do sistema judicial, envolvido em todo o tipo de conspirações e cumplicidades com a alta criminalidade), obtiveram votações expressivas, acima dos 36%, mas muito semelhantes em ambos os casos: Valentim teve 36,73% dos votos e Fátima Felgueiras teve 36,19%.
Isto porque a abstenção, em Gondomar, foi superior a 36%, enquanto que, em Felgueiras, foi inferior a 23%.
Feitas estas considerações, reposta a verdade dos factos e dos números, impõe-se reafirmar a absoluta necessidade e oportunidade de lutar pela valoração da abstenção, com todas as suas consequências, como forma de obstar à continuação da impunidade dos crimes praticados pelos políticos, como forma de cercar e responsabilizar as falhas dos políticos (que não merecem os votos dos populares); como forma de obrigar os políticos (estes ou outros quaisquer) a irem atrás das soluções, a implementarem as soluções para os nossos problemas, porque as soluções existem, mas quem detém o poder é que tem de as procurar e de as implementar. Estes políticos (e, se não nos precavermos, outros quaisquer que lhes sucedam) nunca se darão à maçada de fazerem o que devem fazer, se não forem obrigados pela pressão, intransigente, dos cidadãos, pela exigência de respeito para com todos e cada um dos cidadãos.

Estes direitos, que têm sido espezinhados e ignorados pelos políticos, são nossos. Se não lutarmos por eles, se não os exigirmos intransigentemente, nunca os veremos reconhecidos. Porque haveriam os políticos de se preocupar com isso, se até é prejudicial para eles? Se ganham tão bem e têm tantas mordomias sem se esforçarem nada, com a actual situação, mesmo que as pessoas não votem? Se votarem, submetendo-se à manipulação e abdicando da opinião própria, ainda é pior…

2005/10/08

O Segredo mais mal guardado!

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O amigo Sofocleto teve a amabilidade de me enviar um “e-mail”, com um artigo de José Cutileiro, publicado no Público. Este artigo de Cutileiro é um chorrilho de banalidades, de conjecturas subjectivas, sem qualquer interesse para a resolução, ou compreensão, dos nossos problemas.
Resumindo: Cutileiro procura justificar (e clamar) por medidas mais draconianos, contra os cidadãos, sob pena de a sociedade se desmoronar. Uma conversa reaccionária, bem típica de quem “fala de barriga cheia” e se acha acima da sociedade, para cuja reclama mais repressão e mais miséria. Justificando com os superiores interesses da sociedade e do futuro do Mundo…

Porém, esta parte do tal artigo merece todo o destaque:
“Harold Macmillan, primeiro-ministro britânico de 1956 a 1963, ligado por família a J.F. Kennedy, dizia que os europeus eram os gregos desses novos romanos, os ensinavam a pensar e a sentir. De outras vezes, houve mais raiva do que estima - por exemplo, nas manifestações contra a guerra do Iraque (a propósito: um terço dos alemães com menos de 30 anos acredita que Washington preparou os ataques de 11 de Setembro de 2001...). Mas todos achavam sempre que americanos e europeus estavam no cimo do mundo”
Cutileiro não esclarece o que pensa sobre "o tema", nem sobre o facto desta “opinião ser tão generalizadamente adoptada”. Certamente acha que não deve ter uma, basta-lhe conformar-se com a convencionada para o país, pelos próprios USA, como analista isento...

Já foram referidos aqui vários textos, estudos, entrevistas e artigos onde se denunciam as mentiras descaradas e contradições insanáveis das “teorias” norte-americanas, acerca da autoria dos atentados terroristas.
A Wikipedia, nos seus documentos sobre o 11 de Setembro, incluia, até há pouco, link para este vídeo, onde se demonstra que o atentado ao Pentágono não existiu.
Seguindo os diferentes links deste site, encontra-se documentação abundante e resultados de pesquisas que põem em evidência todas as mentiras montadas à volta do 11 de Setembro.
Por exemplo os terroristas que teriam sequestrado os aviões nunca embarcaram, não estão incluídos em nenhuma das listas de passageiros dos diferentes voos. Alguns até estão vivos e reclamam... Imaginem-se na pele destas pessoas...
São tantas as mentiras que se torna fastidioso enumerá-las.
Existem muitos sítios, na NET, onde esta assunto é tratado com idoneidade e se “chamam os bois pelo nome”.
Por isso acredito que não sejam apenas os 30% dos Alemães com menos de 30 anos a perceber o que realmente se passou e se passa.

Por cá, apesar de todas evidências e do facto de a SIC ter entrevistado o Professor Chossudovsky, que, como todos sabem, escreveu um livro sobre o assunto, a desmascarar toda a conspiração, o máximo que a pequenez dos nossos intelectuais e jornalistas consegue fazer são leves sugestões de “factos envoltos em mistério”, como neste excerto das palavras de Miguel Urbano Rodrigues:
“De repente, o sistema de poder da primeira potência do mundo fez de um fanático islamita o cérebro e o responsável por um atentado de extraordinária complexidade, sobre cuja montagem e densa rede de cumplicidades no interior dos EUA quase tudo permanece envolvido em mistério."
Podemos dizer, em conclusão, que este é o segredo de estado mais mal guardado que alguma vez existiu na história.

No entanto, apesar desta consciência e conhecimento, generalizados, no mundo e nos cidadãos, do que realmente se passou e continua a passar-se, quanto à guerra no Iraque, quanto aos atentados terroristas e respectiva autoria, da CIA e cia, e quanto aos procedimentos da CIA para fabricar terroristas, temos que reconhecer o êxito da estratégia de manipulação, da CIA e cia, assim descrita:
“Um certo número de agências governamentais de informação - com ligações ao Pentágono - estão envolvidas em várias componentes da campanha de medo e desinformação, de propaganda destinada a espalhar histórias falsas em países estrangeiros — num esforço para influenciar a opinião pública por todo o mundo. A realidade é apresentada de pernas para o ar. Actos de guerra são anunciados como "intervenções humanitárias" destinados a uma "mudança de regime" e à "restauração da democracia". A ocupação militar e o massacre de civis são apresentados como "manutenção da paz". A abolição de liberdades civis - no contexto da assim chamada "legislação anti-terrorista" - é retratada como um meio para proporcionar "segurança interna" e promover liberdades civis. E subjacentes a estas realidades manipuladas, as declarações sobre "Osama bin Laden" e sobre "armas de destruição em massa", que circulam abundantemente nas cadeias noticiosas, são apresentadas como a base para um entendimento dos acontecimentos mundiais. A distorção grosseira da verdade e a manipulação sistemática de todas as fontes de informação constituem uma parte integral da estratégia de guerra.”…
Tudo isto continua a ter êxito, mercê da subserviência canina dos OCS de todo o Mundo e principalmente dos nacionais.
Chegámos a uma situação em que factos do conhecimento geral são silenciados e deturpados, substituídos por mentiras descaradas, numa agressão cruel, indigna e desumana, à consciência e a dignidade dos cidadãos. Qual o resultado disto para o futuro da humanidade? Não há humanidade nisto! Isto são actos de prepotência gratuita e de arbítrio completamente intoleráveis.
Hitler não faria (não fez) melhor e os seus rafeiros também não.
Como é que esta gente maldita (refiro-me aos OCS) têm coragem de compactuar com todas estas infâmias, ajudando a arrastar o Mundo para o abismo, de novo? Que raio de gente é esta? São gente?
Nesta situação, com tantos e tamanhos cúmplices, não admira que os USA insistam em passar à fase seguinte e utilizar armas nucleares.
É por isso que eu odeio a refeirice!

2005/10/07

Os Discursos de Sampaio e a Corrupção!

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Comentário, neste post, de Congeminações:
Concordso com mfc. Os discursos do Presidente são "fogo de vista"; o que o Presidente devia fazer não faz, ou então faz ao contrário.
Ele é um dos principais responsáveis pelo descalabro a que isto chegou.
Além disso, estes discursos do Presidente, a impingir, com desculpas demagógicas, mais repressão e roubalheira arbitrárias, só têm servido para isso mesmo: para serem usados como fundamento a legitimar a tomada de mais medidas nazis, como é o caso das da BT.
A roubalheira necessária para sustentar tanta chulice já chegou ao ponto de ser necessário "ir ao bolso" de todos, Por isso os que têm alguma coisa de seu "que se cuidem". Acabar com a chulice é que eles não querem nem por nada.
E ninguém espere, deste tipo de medidas, isenção e rigor.
Serão os mesmos arbítrios que todos conhecemos, com a prática dos mais abomináveis crimes contra os cidadãos, a contribuir para destruir, ainda mais, a economia.
A solução dos nossos problemas não passa por aí. Aliás é absolutamente incompatível com a manutenção do actual estado de chulice, que se pretende continuar a alimentar com estes roubos...
Decididamente o Presidente devia estar calado, porque quando fala é só para dizer asneiras, manifestando a sua atracção fatal pelo nepotismo criminoso e pelos arbítrios ditatoriais.
Comentário, neste post, de Congeminações:
Oh amigo João Norte, não confunda caciquismo com zé povinho.
As percentagens de votos, nessa gente são sempre diminutas.
O que o Zé povinho não tem culpa é de não existirem alternativas reais e credíveis, de "eles" serem todos iguais.
Quanto a jgonçalves: e a alta criminalidade?
Para que este estado de coisas, este regabofe, acabasse, bastaria que se desse o devido tratamento (feitas as necessárias investigações) a todas as denúncias e queixas que chegan às instituições. Mas posso garantir-vos, por experiência própria, que as pessoas que denunciam é que são molestadas.
Isto porque a corrupção e as cumplicidades são generalizadas, se estendem à justiça e a todos os órgãos do poder.
Idem para todos os casos que são tornados públicos...
Na verdade, o que eu acho da actual leva de denúncias públicas é que elas são manipuladas e doseadas, quer para encobrir e disfarçar a alta criminalidade, quer para desviar as atenções doutros problemas. Ou então partem de gente como nós e não podem ser silenciadas.
Mas trata-se de bodes expiatórios, ou são tratadas de modo a sacrificar alguns "bodes expiatórios" para proteger e ajudar a manter o essencial.
Alguém me pode explicar porque é que Valentim Loureiro mantém todos os cargos para que foi indevidamente nomeado?
Certamente é para ter meios bastantes para comprar os votos de que necessita para ser reeleito.
Os incêndios são actos de sabotagem, devidos à impunidade garantida à alta criminalidade e a "provocadores" da extrema direita, apostados em destruir o país, como via para reconquistarem o poder.
As situações reais continuam impunes, bem como os diferentes implicados, até porque os deputados nada têm a ver com isso (nem com nada).
E as coisas mais escabrosas têm cumplicidades infiltradas nas mais altas instâncias de todos os "poderes".
Alguém me pode explicar porque é que a maioria dos delfins do CDS mantém os tachos? Como, por exemplo: Catalina Pestana, Celeste Cardona, etc.?
Quando se iniciar um combate sério, a tudo isso, os efeitos fazem-se sentir, logo, até na melhoria da situação económica.