2006/03/08

Como Fugir Às Vigarices do Fisco!

Este relato eu recuperei dum comentário deixado em “o Jumento”.
Este tema já foi referido em vários posts, nomeadamente aqui e aqui. Nós sabemos que este tipo de situações se repetem, com muitos cidadãos deste País, demasiados, repetem-se aos milhões. Por isso decidi passar a post este relato… até para se perceberem as situações reais que estão por detrás da “eficiência” (impossível até pelo vencimento absurdo que aufere) do actual DGCI.

Eis o relato:
...
Em 2001, o casal P e N vendeu duas propriedades suas (uma de cada um, por razões que tiveram a ver com as suas vidas privadas), uma mista (com um projecto de arquitectura aprovado … mas de concretização dificultada pela burocracia da respectiva câmara municipal) e uma (sub)urbana, para concretizarem o projecto de uma futura habitação própria e permanente, onde já residem e para onde já transferiram o seu domicílio fiscal.
A declaração de IRS de 2001 teve 3 episódios:
(a) na primeira declaração, a venda não foi declarado (por lapso ou por esquecimento);
(b) dentro do prazo, 15 dias depois da primeira declaração, P e N apresentaram a declaração de substituição, com as vendas declaradas no respectivo impresso e a intenção de reinvestimento (já em concretização), SEGUINDO RIGOROSAMENTE AS INFORMAÇÕES QUE LHES FORAM DADAS AO BALCÃO quando entregaram;
(c) em Novembro, P e N tiveram de levar a papelada toda ao mesmo balcão para “fiscalização” … onde ninguém levantou dúvida nenhuma sobre nada!A declaração de 2002 registou a segunda fatia do reinvestimento. Sem problemas.
Em Julho de 2005, P e N receberam a exigência de pagarem 11 700 euros … sem fundamentação na notificação!
Ao balcão (o mesmo), aconteceram 4 coisas bizarras: disseram-lhes que tinham de pagar primeiro e reclamar depois [MENTIRA: podiam ter contestado a notificação para liquidação adicional]; mostraram-lhes fotocópias atabalhoadamente tiradas de 2 artigos do Código do IRS [tipo: DESENRASQUEM-SE]; disseram-lhes que tinham 30 dias para apresentar reclamação graciosa [MENTIRA: 90 dias]; não conseguiram explicar o porquê de mais de 900 euros de juros [como se tivesse havido DOLO de P e N e não um erro (se houve…) de quem aceitou e reviu a declaração].
P e N pagaram, endividando-se e utilizando uma pequena poupança para a qual tinham outras perspectivas (e outras necessidades). Depois, consultaram um advogado corajoso (como eles), que passou um dia a estudar a questão jurídica. A seguir, apresentaram a reclamação graciosa e, à cautela, cumulativamente, a impugnação judicial.
Agora, esperam. Sem medo mas com uma fúria muito grande. P e N nunca fugiram de pagar impostos (também dificilmente conseguiriam, dados os seus rendimentos) e sabem que não o devem fazer. Mas como é que podem olhar com bons olhos para a pretensa boa fé e para a hipotética bondade de um Fisco que se porta assim? Deixaram de acreditar, deixaram de ter qualquer motivação na esfera da cidadania (que a certa altura tiveram) para pagar impostos e descrêem totalmente deste sistema, da capacidade de quem o dirige e de quem o põe em prática. E olham para ele com uma repugnância e uma revolta imensas.
E, ainda, pergunta-se porque é que, nos balanços triunfantes do Fisco, nunca aparecem referências às quantias cujas liquidações são contestadas e/ou devolvidas às vítimas do “monstro” nem às muitas (mas muitas!) acções que estão nos Tribunais Administrativos e Fiscais!
Note bem: P e N até poderiam ser – juridicamente – convencidos de que teriam de pagar esta liquidação adicional. Já não podem é ser convencidos de que devem pagar pelos erros do Monstro – a aceitação da declaração se alguma coisa havia de errado; a cobrança de juros quando se limitaram, transparentemente, a cumprir o seu dever fiscal.
Acredite que há mais vítimas. Mas nem todas têm a coragem para lutar pela sobrevivência e pelo direito à justiça como P, N e o seu advogado!
Assina, de facto, o Robin dos Bosques – mas pacífico: ainda não comecei a roubar aos ricos para dar aos pobres, até porque não saberia por quem começar dado o estado de pobreza a que cada vez mais estamos todos remetidos!
...
Recentemente, na pastelaria onde tomo o café da manhã, encontrei uma senhora de mais de 50 anos que falava, exaltada, ao telemóvel, do facto de as finanças lhe quererem cobrar um imposto, absurdo, por ter vendido um bem qualquer (não percebi o quê). Dizia a senhora que não tem dinheiro para pagar o tal imposto e rematou, com a mesma indignação, dizendo que se lhe executarem a casa, para pagamento do tal imposto, lhe deita fogo (à casa)...
Não sei se concretizará a ameaça, mas não deixa de ser muito grave que se sinta com motivos para o dizer...

2006/03/04

Tony Blair, Um Criminoso, Traidor!

Publicado também em Editorial
Em relação ao texto que se segue, copiado de Navio Negreiro, a pergunta que vos deixo é: Perante quem deve responder o Primeiro-Ministro Tony Blair? (ou outro qualquer Primeiro-Ministro?). Deve responder perante os seus cidadãos, ou perante as máfias, a CIA, o Bilderberg, ao serviço dos quais comete toda a espécie de crimes, contra outros povos e contra os seus próprios cidadãos? Quais são os critérios de governação legítimos?
Por isso tenho defendido que, sobretudo em relação a coisas tão graves como as guerras e conflitos armados internacionais, os governos deveriam passar a ser obrigados a fundamentar com o resultado de referendos internos, as posições que assumem na ONU. Trata-se do destino do Mundo e da Humanidade, é lícito (só é lícito se) que sejam os cidadãos a decidir. Assim é que é democracia. Até porque são eles (os cidadãos) que suportam os custos, TODOS os custos.

O pai de um soldado inglês, morto no Iraque, escreveu ao Primeiro-Ministro Tony Blair.


Escreveu assim:
Caro Primeiro-Ministro,
Assunto:
Sargento Christian Ian Hickey, 1ºBatalhão de Guardas Coldstream, 97ª baixa mortal no conflito do Iraque.

O senhor, que também é pai, compreenderá, certamente, que a coisa mais preciosa que temos, na vida, são os filhos.
Até há quatro meses, fui abençoado com dois rapagões. Em relação a um deles, ainda não me habituei a falar no Pretérito Perfeito.
O mais novo, Christian, de 30 anos, era soldado. Era um rapaz de excelente carácter, cheio de alegria, grande sentido de humor e generoso; preocupava-se com os outros. Era também um excelente soldado, progrediu rapidamente na carreira e chegou a sargento com 29 anos.
Desde que o meu filho morreu, em Outubro de 2005, a três dias de terminar a comissão de serviço, que me interrogo sobre os motivos porque invadimos o Iraque. O que estamos ali a fazer? Em que condições mantemos ali os nossos soldados?
O meu filho morreu num rebentamento de uma bomba na berma da estrada. O batalhão apenas tem jeeps em fibra de vidro, em vez de Land Rovers blindados.
A sua esposa, senhor Primeiro-Ministro, Cherie Blair, desloca-se num veículo governamental à prova de bala. Gostaria que me dissesse quem corre maior risco, se as tropas numa zona de guerra, se a sua esposa em Londres. Até as botas que deram ao meu filho, quando foi para o Iraque, se revelaram impróprias para aquele clima e ele teve de comprar outras do seu próprio bolso. (SE fosse um soldado português nem poderia comprar outras do seu próprio bolso. É proibido).
Os soldados ingleses são conhecidos pela alcunha de "os pedinchas”, entre as forças da coligação.
Os iraquianos não nos querem lá. Uma sondagem recente indicou que 65% dos iraquianos apoia ataques contra soldados ingleses, 82% opõem-se veementemente à presença de tropas estrangeiras no país.
É tempo de tirar os rapazes do Iraque e deixar que os iraquianos decidem o seu próprio futuro.
Até agora morreram 103 soldados ingleses, numa guerra baseada em mentiras. Morreram por ela, morreram por nada.
Declarar guerra é uma decisão grave. Resulta em muitas mortes e implicações difíceis de imaginar no relacionamento futuro das nações. Pelo que sei, a invasão do Iraque é de duvidosa legalidade.
Eu trabalho num serviço de protecção social a crianças. Se falhar, posso por em risco a vida de alguma criança. Se isso acontecer, haverá um inquérito e eventualmente uma acusação por negligência. Aceito essas condições. Mas gostaria que o senhor Primeiro-Ministro também aceitasse as suas responsabilidades por mandar homens para uma guerra sem fundamento legal.
Tanto quanto sei, o senhor nunca foi a nenhum dos 103 funerais realizados até agora, nem visitou nenhum dos mais de 790 feridos. Gostaria de saber porquê.
Atenciosamente,
Ass:.
(O texto da carta é bastante mais extenso. O que transcrevo aqui é apenas parte, sendo que mantenho o espírito da missiva).

2006/03/01

A Maldição de José Sócrates II.


Publicado também em Editorial
Em: José Sócrates, O Amaldiçoado, expressei a minha opinião acerca do comportamento do dito, como Primeiro Ministro.
Em: A Maldição de José Sócrates, “colei” uns quantos "relatos" que fundamentam aquelas minhas “opiniões”, ditadas pelos factos.

Agora, em “Para mim tanto faz” (nome que me irrita sobremaneira), encontrei isto:




O deputado socialista José Sócrates na reunião do Clube de Bilderberg, em Itália, Junho de 2004, ANTES de ser secretário-geral do PS e posteriormente primeiro-ministro de Portugal.


O ex-primeiro-ministro português António Guterres, na reunião do Clube de Bilderberg, em Maio de 2005, ANTES de ter sido escolhido para comissário da ONU.

Eis aqui uma lista de portugueses do Bilderberg:
António Barreto, António Borges, António Guterres, António Vitorino, Artur Santos Silva, Carlos Monjardino, Carlos Pimenta, Eduardo Marçal Grilo, Eduardo Ferro Rodrigues, Elisa Ferreira, Fernando Faria de Oliveira, Francisco Lucas Pires, Murteira Nabo, Francisco Pinto Balsemão, Guilherme de Oliveira Martins, Jorge Sampaio, José Cutileiro, José Durão Barroso, José Galvão Teles, José Sócrates, Luís Mira Amaral, Marcelo Rebelo de Sousa, Margarida Marante, Maria Carrilho, Miguel Horta e Costa, Miguel Veiga, Nicolau Santos, Nuno Brederote Santos, Nuno Morais Sarmento, Pedro Santana Lopes, Ricardo Espírito Santo Salgado, Roberto Carneiro, Teresa Patrício Gouveia, Vasco de Melo, Vasco Graça Moura, Vasco Pereira Coutinho, Vítor Constâncio…
Ou seja: Os chulos, os agiotas, os gangsters todos… Ou talvez não, ainda faltam alguns, doutras máfias…

Mas o que é “O Bilderberg”?
Deixemos falar quem sabe.
BBC
The Bilderberg group, a coterie of thinkers and power-brokers, has been accused of fixing the fate of the world behind closed doors
(O grupo Bilderberg (gente ponderosa) foi acusado de decidir o destino do Mundo, à porta fechada).

Bilderberg.orgFoi aqui que encontrei esta citação:
“The only thing necessary for the triumph of evil is for good men to do nothing”
(A única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons nada façam).

Largest site on the net for information related to the transatlantic power elite policy makers known as the Bilderberg Group

The ideology put forward at the Bilderberg conferences is that what's good for banking and big business is good for the mere mortals of the world. They are: “The High Priests of Globalisation”. It's about reinforcing - often to the very people who are on the edge of condemning Globalisation - the illusion that Globalisation is 'good', 'popular' and that it's inevitable.
Silently banished are the critical voices, those that might point out that debt is spiralling out of control, that wealth is being sucked away from ordinary people and into the hands of the faceless corporate institutions, that millions are dying as a direct result of the global heavyweight Rockefeller/Rothschild economic strategies.
Tradução:
(A ideologia implementada pelas conferências “Bilderberg” é a de que o que é bom para banqueiros e grandes negócios é bom para os simples mortais. Eles são os grandes pregadores da globalização. Trata-se de reforçar – frequentemente para aqueles que condenam a globalização – a ilusão de que a globalização é “boa”, “popular” e, sobretudo, que é inevitável…
As vozes críticas, dos que fazem notar que as dívidas estão numa espiral fora de controlo, que o bem estar é roubado às pessoas simples, pelas corporações sem rosto, que milhões morrem como resultado do peso global desmedido das estratégias económicas de Rockefeller/Rothschild, são banidas, silenciosamente.)

Entretanto, prossegue a “Campanha de Medo e Desinformação”, a distorção grosseira da verdade e a manipulação sistemática de todas as fontes de informação, que constituem uma parte integral da estratégia de guerra total, de dominação do Mundo.
Que inclui TODAS as notícias sobre a gripe das aves, sobre terrorismo, sobre a Al-qaeda, sobre ameaças de ataques terroristas…
A componente mais poderosa da Campanha de Medo e Desinformação (FDI) pertence à CIA, a qual subsidia, secretamente, autores, jornalistas e críticos por intermédio de uma rede de fundações privadas e organizações…

O que vos pergunto, o desafio que vos deixo é “descobrirem” as ligações entre estas duas realidades (que são uma só). Como se articula a CIA com o Bilderberg e vice-versa. Quem é que pertence á CIA? Quais os governos, do Mundo, que controlam directamente?
Não! Não falo de Blair, ou Aznar, ou Durão. Falo dos outros, dos "insuspeitos". Não se esqueçam que Durão foi nomeado Presidente da Comissão Europeia, por governos europeus, que se “opõem” aos US… Não se esqueçam de que, muito recentemente, um tal Donaldson, colaborador próximo do presidente do Sinn Féin (braço político do IRA – Irlanda) Gerry Adams, revelou que é, sempre foi, agente secreto de “sua majestade”.

De facto, é urgente e imperioso criar mecanismos fidedignos de responsabilização dos políticos, formas de veicular a avaliação dos cidadãos acerca dos seus actos. É urgente valorar a abstenção. Só com um sistema eleitoral vigarista como o que temos (no ocidente), que garante impunidade (e recompensa), às mentiras dos políticos como as de José Sócrates é que é possível garantir o êxito de todas estas conspirações monstruosas. É urgente que haja, realmente, DEMOCRACIA…

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APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
-- Assine a petição AQUI, ou AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
-- Denúncia de Agressão Policial
-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
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