2006/04/28

Delapidação do Erário Público II

Em, “A Nau Catrineta”, recuperado da caixa de “e-mail”, encontrei esta lista dos aposentados milionários, referente a vários meses do ano passado:

Faço notar que estes são apenas alguns; há muitos mais… para além de uma série de outros factos escandalosos, a contribuir:
- para a delapidação do erário público;
- para o aumento do défice (não há recursos nem riqueza que aguente alimentar tanta chulice);
- para o aumento dos impostos sobre os combustíveis;
- para o aumento da contribuição autárquica que foi superior a 50%, em Lisboa;
- para a roubalheira generalizada, insustentável, que continua a destruir a nossa economia e o país;
- para a insustentabilidade da Segurança Social…
- para a indignação e revolta generalizadas da esmagadora maioria da nossa população…
Eis a lista proveniente de "A Nau Catrineta": Valor MENSAL, em euros, das reformas...

Janeiro - Ministério da Justiça
- 5 380.20€ Juiz Desemb. Conselho Sup. Magistratura
Março - Ministério da Justiça
- 7 148.12€ Procurador-Geral Adjunto da PGR
- 5 380.20€ Juiz Desem. Conselho Sup. Magistratura
- 5 484.41€ Juiz Desemb. Conselho Sup. Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desemb. Conselho Sup. Magistratura
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
- 6 082.48€ Jurista 5 CTT Correios Portugal, SA
Abril - Ministério da Justiça
- 5 498.55€ Juiz Desemb. Conselho Sup. Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desemb. Conselho Sup. Magistratura
- 5 338.40€ Procuradora-Geral Adjunta da PGR
Antigos Subscritores
- 6 193.34€ Professor Auxiliar Convidado
Maio - Ministério da Justiça
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro Conselho Sup. Magistratura
- 5 498.55€ Procurador-Geral Adjunto da PGR
- 5 460.37€ Juiz Desemb. Conselho Sup. Magistratura
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro Conselho Sup. Magistratura
- 5 338.40€ Procuradora-Geral Adjunta da PGR
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro Conselho Sup. Magistratura
Junho - Ministério da Justiça
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro STA
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Sup. Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Sup. Magistratura
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro Conselho Sup. Magistratura
Julho - Ministério da Justiça
- 5 182.91€ Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
- 5 182.91€ Procurador República PGR
- 5 307.63€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Procurador-Geral Adjunto da PGR
Agosto - Ministério da Justiça
- 5 173.46€ Conservador Direcção Geral Registos Notariado
- 5 173.46€ Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
- 5 173.46€ Conservador Direcção Geral Registos Notariado
- 5 173.46€ Notário Direcção Geral Registos Notariado
- 5 173.46€ Conservador Direcção Geral Registos Notariado
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro ConselhoSuperior Magistratura
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 043.12€ Notária Direcção Geral Registos Notariado
- 5 173.46€ Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 027.65€ Conservador Direcção Geral Registos Notariado
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 173.46€ Conservador Direcção Geral Registos Notariado
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 173.46€ Notário Direcção Geral Registos Notariado
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 159.57€ Conservador Direcção Geral Registos Notariado
- 5 173.46€ Notária Direcção Geral Registos Notariado
- 5 173.46€ Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 173.46€ Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
- 5 173.46€ Notária Direcção Geral Registos Notariado
Setembro - Ministério dos Negócios Estrangeiros
- 7 284.78€ Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo)
- 6 758.68€ Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Ministério da Justiça
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro mdash; Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
Ministério da Educação
- 5 103.95€ Presidente Conselho Nacional Educação
Outubro – Ministério da Justiça
- 5 498.55€ Procurador-Geral Adjunto PGR
Novembro - Ministério Negócios Estrangeiros
- 7 327.27€ Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo) Tribunal de Contas
- 5 663.51€ PresidenteMinistério da Justiça
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 663.51€ Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
- 5 498.55€ Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
- 5 015.16€ Professor Coordenador Inst Superior Engenharia Lisboa

Além destes, encontrei isto em “Câmara Corporativa
Eis a lista de aposentados de Maio de 2006:
Estado-Maior do Exército
• 4 558.83 € — Professor Catedrático — Academia Militar
Estado-Maior da Força Aérea
• 4 193.49 € — Tenente-General
Ministério da Justiça
• 4 782.42 € — Procurador-Adjunto — Procuradoria Geral República
• 5 748.46 € — Juiz Conselheiro — Conselho Superior Magistratura
• 4 184.62 € — Procurador-Adjunto — Procuradoria Geral República
Ministério da Saúde
• 4 155.47 € — Assistente Hosp. Grad. Pediatria — Centro H. do Alto Minho, E.P.E.
• 4 422.50 € — Assistente Grad. Neonatologia — Centro Hospitalar Coimbra
• 4 810.14 € — Chefe Serviço Pediatria — Centro Hospitalar Vila Nova Gaia
• 4 183.44 € — Assistente Graduado — Hospital Arcebispo João Crisóstomo
• 4 813.83 € — Chefe Serviço Hospitalar — Hospital Dr José Maria Grande
• 4 214.92 € — Assistente Graduado — Centro Hosp Lisboa Ocidental, E. P. E.
• 4 812.35 € — Chefe Serviço Cardiologia — Hospital N Sra Rosário, E.P.E.
• 4 211.55 € — Assistente Grad. Oftalmologia — Idem
• 4 055.69 € — Director Serviço — Inst Português Sangue
• 4 183.44 € — Assistente Graduado — Hospital Distrital Lamego
• 4 835.79 € — Chefe Serviço — Centro Hospitalar Caldas Rainha
• 4 446.40 € — Chefe Serviço Obstetrícia — Maternidade Júlio Dinis
• 4 622.80 € — Chefe Serviço — Centro Hospitalar Coimbra
• 4 223.26 € — Assistente Grad. Clínica Geral — Adm Reg Saúde Lx Vale Tejo
• 4 519.65 € — Chefe Serviço — Hospital São João, E.P.E.
• 4 781.08 € — Chefe Serviço Hospitalar — Maternidade Dr Alfredo Costa
• 4 064.02 € — Assist. Grad. Anestesiologia Ctro Hosp Lisboa Ocidental, E. P. E.
• 4 661.56 € — Chefe Serviço Medicina Interna — Ctro Hosp Lx Ocid, E. P. E.
• 4 024.47 € — Assistente Hospitalar Graduada — Hospital Santa Maria, E.P.E.
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
• 4 973.27 € — Vice-Reitor — Universidade Lisboa
• 4 144.16 € — Professor Catedrático — Universidade Aveiro
• 4 282.54 € — Professor Catedrático — Universidade Atlântica
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
• 4 225.07 € — Assessor Conselho Adm — Ana Aeroportos Portugal SA
• 4 829.92 € — Contr. Traf. Aéreo/Assessor Sénior — Nav Aérea Portugal Nav Portugal EPE
• 6 463.40 € — Especialista de Pessoal R — CTT Correios Portugal SA
• 4 829.92 € — Controlador Tráfego Aéreo — Nav Aérea Portugal EPE

A estes números há que juntar os gastos com 87 deputados que não foram eleitos (e não devem estar no parlamento a fazer nada e a chular o país); a ainda os gastos, desnecessários, com o número excessivo de deputados, que devia ser reduzido para, no máximo, 150…
Reformas ou pensões superiores a 1 500 euros são roubalheira, pura e simples; não têm qualquer justificação ou razão de existir.
Em próximo post explicarei, detalhadamente porquê; e farei as contas de quanto o estado pouparia se não alimentasse tanta chulice, criminosamente

2006/04/27

A caminho do Abismo II.

Mais um passo, gigantesco, a caminho do abismo… mais um escândalo protagonizado, “naturalmente”, pela Justiça.

Trata-se do acórdão do STJ, (Supremo Tribunal de Justiça), acerca da condenação da mãe e do tio da pequena Joana, desaparecida duma aldeia do interior do Algarve…

Neste post eu escrevi,
“Contra todas as evidências e sem provas, os investigadores da PJ decidiram acusar a mãe e o tio da criança de a terem assassinado, montando uma monstruosa maquinação, muito semelhante ao Processo Casa Pia”…
E ainda:
“Isto começa a tornar-se assustadoramente “habitual”.
O Julgamento deste caso decorreu e terminou durante a semana passada. Para testar a sua capacidade de manipulação da opinião pública, o Ministério Público “pediu” um Tribunal de Júri.
Nesta bandalheira de País, as sentenças dum “Tribunal de Júri” são decididas por maioria… Como se a “decisão de culpa”, principalmente em casos como este, pudesse admitir DÚVIDAS, alguma dúvida, qualquer dúvida.
Como disse acima, os investigadores e o ministério público sustentaram esta acusação, contra todas as evidências. Um facto destes é duma gravidade inaudita, pelo seu carácter destruidor da dignidade e idoneidade da justiça e da confiança dos cidadãos… pelo seu carácter destruidor, para todos nós, como sociedade e como país.
Não é admissível que pessoas que sejam familiares de crianças desaparecidas possam estar sujeitas a serem acusadas de assassinar as crianças, sem provas concludentes que fundamentem tal acusação.
A maioria das pessoas não dá importância ao assunto e eu volto a sugerir: imaginem que se passa convosco”. É que, as “provas” apresentadas neste caso (inexistentes) fazem de qualquer pessoa um assassino; basta que a polícia assim o queira e decida…
Já escrevi outros post sobre este assunto:
Como este;
ou este...

Há outras pessoas, sensatas, idóneas, coerentes e honestas, que fazem avaliação semelhante à minha:
-"As provas conseguidas pela Polícia Judiciária e apresentadas em tribunal suscitaram alguma polémica e levantaram dúvidas quanto à sua validade. Dúvidas que permanecerão, independentemente da sentença
A absolvição dos arguidos poderá ser um dos desfechos deste caso, com contornos judiciais inéditos, baseado na insuficiência de provas, disse um jurista criminal conhecedor do processo que preferiu manter o anonimato. Nesta possível decisão colabora a inexistência do corpo da Joana e o facto da mãe e tio se terem negado a falar em Tribunal (um direito legal).
E ainda
” Para além disso, ainda existem alguns elementos periciais inconclusivos e as dúvidas sobre a eventual coacção durante a realização do filme de reconstituição do crime, apresentado ao colectivo e ao júri, onde o tio admite estar envolvido na morte da criança”
“Os depoimentos das testemunhas, na opinião de juristas que assistiram ao julgamento, não terão sido de grande valor, porque “pouco ou nada trouxeram de prova para o apuramento da verdade””

Ou seja: é um caso, típico, de infâmia degradante só possível nesta bandalheira de País, com esta bandalheira de justiça, criminosa e abjecta.
Só aqui é possível condenar, a penas de prisão, duas pessoas, apesar de:

1. “provas que suscitaram alguma polémica e levantaram dúvidas quanto à sua validade”;
2. “elementos periciais inconclusivos e as dúvidas sobre a eventual coacção”.
3. “Os depoimentos das testemunhas, … não terão sido de grande valor, porque “pouco ou nada trouxeram de prova para o apuramento da verdade””

Portanto, verificada a total ausência de elementos de prova concludentes, resta o resultado da manipulação, infame, da PJ e da acusação, a falta de carácter e de idoneidade de todos os magistrados envolvidos…a cretinice dos sete elementos que integraram o “tribunal de Júri”, (que “não teve dúvidas”, mesmo assim), que não sabem pensar, nem avaliar, de forma lógica e esclarecida, factos, distinguindo-os da sua “opinião”, formada, aliás, pelas falácias, mentiras descaradas e óbvias e conjecturas em que consistiu a campanha dos OCS, sobre este caso. Assim, nós também ficamos sem dúvidas quanto à perfídia de toda essa gente, único elemento que pode “explicar” um tamanho e tão vil absurdo…
Por isso continuamos, todos, reféns da perfídia, a ser arrastados mais um passo, gigantesco, a caminho do abismo…

Quando isto se passa de dentro da justiça e nem nos tribunais superiores podemos confiar, é caso para dizer que estamos completamente perdido, a caminho da destruição total…

Notem que não é por ignorância que esta gente procede assim: é por perfídia mesmo. Vejam o que escreveu (disse?) um dos Juízes do STJ que votou contra o acórdão e que queria declarar inocente a mãe:
1. Entendi que num caso como este, em que não há prova directa e só circunstancial, mesmo no que respeita ao efectivo falecimento da vítima, a justiça tem de se limitar à verdade processual, isto é à que resulta da legalidade e do valor objectivo dos meios de prova
2. É patente, pela leitura da sentença condenatória, que o tribunal de Júri decidiu (...) contra os arguidos e assim violou o princípio da presunção da inocência, que obriga o tribunal a só proferir uma condenação quando não persista qualquer dúvida razoável
3. E a condenação fundada em meras suposições ou no carácter eventualmente perverso e associal dos arguidos é também ilegal e inconstitucional.

Ou seja: Uma cambada de ignorantes, mentecaptos, estúpidos, analfabetos, gente perversa, portanto…

E assim se faz “justiça”, neste país desgraçado…

Mas, cuidado!
Porque:
- com o “ensaio” que tem sido o “Processo Casa Pia”, que tanto êxito tem tido para os conspiradores (com todas as perfídias e infâmias amplamente alardeadas, mas que permanecem impunes);
- com mais este exemplo aberrante;
- e com tantos outros exemplos, de sentido contrário; isto é: em que se garante total impunidade e cumplicidade a grandes criminosos e a facínoras…

Este País está já a viver a mais pérfida e infame ditadura, abjecta, prepotente e vil, que alguma sociedade pode suportar: a da instrumentalização da justiça que pode ser usada para os mais pérfidos fins, sem limites, nem consequências para os criminosos que a instrumentalizam.

Para que precisam de ocupar o poder político, nestas condições, os reaccionários, os neo-cons, os mafiosos do Bilderberg, maçonaria, ou outros e os nazis?
Não precisam! Estes métodos são incomparavelmente mais eficientes, sem o risco do desgaste do exercício de cargos políticos


Quem nos acudirá, meu Deus?!

A semana passada fomos arrastados mais um passo, GIGANTESCO, a caminho do abismo…

2006/04/26

Viva O 25 De Abril!

Viva o 25 de Abril... Aquele que AINDA está por fazer...

Como é costume, sempre que me sento para escrever, também agora tenho um turbilhão de coisas para desabafar, acerca do 25 de Abril; para além de vários outros assuntos para abordar.
Isso é mau porque, via de regra, resulta que acabo por nada escrever...

Por isso decidi recuperar, para aqui, um comentário que deixei no AspirinaB:

"Se me permitem uma "humilde" opinião, "meter o nariz" sem convite, aqui fica:
Para não variar, não concordo, em absoluto, com nada do que aqui foi dito, quer no post quer por parte dos comentadores.
O que faltou, no 25 de Abril, não foi (ou não é) "um ajuste de contas" com o passado e a ditadura, mas uma ruptura, que nunca aconteceu, apesar da enorme pressão popular...
Essa revolução, a da ruptura com o passado, está por fazer e é aí, apenas aí, que residem as causas profundas das nossas desgraças e seu agravamento continuado.
Todas as sociedades sobrevivem às "feridas" do passado... se "o presente" não continuar a agravá-las.
Concretizemos:
Essa gentalha que se pôs em bicos de pés, para se apoderar do poder, após o 25 de Abril, deteve-se à porta dos Tribunais, que continuaram a funcionar da mesma maneira anacrónica, cometendo todo o tipo de crimes e provocando escândalos, até hoje. Ficou tudo na mesma num "poder" de primordial importância para qualquer sociedade.
Agora, para prolongar essa situação absurda e perversa, argumenta-se com as independências respectivas, nas situações mais abjectas e absurdas. A democracia não interessa nada...

Aliás, para além dos conspiradores (dos que conspiraram nessa época e continuam a conspirar hoje, contra a democracia e a civilização), seria interessante (do ponto de vista académico) analisar as razões, profundas; que fizeram com que essa gente (que fez a "revolução") se detivesse à porta dos Tribunais...
Seria bom até para aprendermos, com esse erro crasso e absurdo.

O mesmo aconteceu com o funcionamento dos organismos estatais, onde tudo ficou na mesma, também.
Os torcionários da Pide ficaram impunes e são agora referenciados em "crimes de colarinho branco", altos complõs, vigarices absurdas sancionadas pelos próprios tribunais; ou então ligados à alta criminalidade, por onde é só escolher...
Claro que, para conviver, pacificamente, com tanta perfídia, só mesmo políticos abjectos como os que temos tido e continuamos a ter...

Resultado disto tudo?
A situação que se vive, onde as pessoas não têm motivos para festejar o 25 de Abril porque, no essencial, tudo ficou na mesma

É por isso que eu defendo a valoração da abstenção!
É que "pode-se enganar muita gente, por algum tempo; pode-se enganar algumas pessoas por muito tempo; mas não é possível enganar TODOS por todo o tempo".
Aqui, já existem mais de 35% dos eleitores que não se deixam enganar. Pois que prevaleçam as regras da democracia: um homem um voto (ou não voto), mas sempre uma opinião a ter em conta e a respeitar...
Acabava-se a bandalheira e, ao poder, deixava de ser possível invocar legitimidade que não tem... para continuar a servir mafiosos, bandidos, que só querem nos destruir..."
Viva o 25 de Abril!