No dia 25 de Abril deste ano, no meio do folclore costumeiro e da desmobilização popular, a evidenciar bem as frustrações que a efeméride nos traz à lembrança, sobressaiu o discurso do Presidente, na Assembleia da República.
Conseguiu ser o “evento” mais à esquerda. Foi um escândalo, sobretudo para a esquerda, ver o Presidente fazer um discurso “de esquerda”…
Segundo as palavras de Garcia Pereira, durante a última campanha eleitoral, ele terá dito a Sampaio (de quem se confessa amigo) que este tinha liquidado o cargo de Presidente. E eu a pensar que “o homem” não tinha feito nada senão achincalhar e humilhar os cidadãos, fazer discursos de “mete nojo”, dizer falácias, e passear à nossa custa (gastar dinheiro mal gasto); afinal sempre fez alguma coisa: liquidou o cargo de Presidente!
Sampaio institucionalizou a figura do Presidente papagaio (do estilo: “eles falam… falam… falam…), Cavaco Silva segue-lhe as pisadas, como convém.
Não são as figuras que os cidadãos (alguns cidadãos) elegem para desempenhar estes cargos que nos governam… Logo, a “missão” que foi atribuída a Cavaco foi mesma: a de papaguear lindos discursos.
E ele lá anda, agora, na sua saga da demagogia e dos apelos, para continuar o “bom trabalho” de Sampaio, para merecer os mesmos elogios, de tudo quanto é gentalha.
Alguma coisa mudou depois do discurso de Cavaco Silva? Alguma coisa vai mudar depois dos seus actuais apelos? Assim como nada mudou durante o mandato de Sampaio… a não ser para pior
Pois… também nada mudou (nem promete mudar) da minha opinião acerca de Cavaco, expressas neste post, e neste, e ainda neste… neste... neste... neste
Quem mais se escandalizou com a conotação “esquerdista” do discurso de Cavaco Silva, no dia 25 de Abril de 2006 foi a “esquerda”. Pudera. Afinal, com esta atitude, Cavaco está a ocupar-lhes o espaço… porque eles também não servem para mais nada, senão para fazer discursos da treta.
Talvez seja altura de a esquerda se “pôr à defesa”, porque o facto de o Presidente lhes “ocupar” o lugar, tornando-os obsoletos, pode permitir a aceitação, por parte da população, dos círculos uninominais, segundo a proposta do Bilderberg português. O parlamento pode ficar reduzido a dois partidos, mas se o Presidente ocupa o lugar da “esquerda” no folclore dos discursos, da conversa da treta, nem se vai sentir a ausência dos restantes deputados.
É bem feito! Quem manda a essas “esquerdas” serem tão nazis como os restantes partidos (em relação soa abstencionistas) e usarem o palavreado, os discursos, para disfarçar? Discursos não adiantam nem atrasam, não servem para nada, qualquer pessoa pode fazer análises e discursos correctos, para enganar papalvos. Quem não consegue ser mais eficiente do que isso (discursos) a promover mudanças, a contribuir para solucionar os problemas, pode ter os dias contados. Os discursos, lindos, atraem muita gente (cínica e falsa?). Qualquer pessoa pode fazer lindos discursos sem que isso comprometa os objectivos do respectivo grupo de interesses… Até Cavaco Silva. A “esquerda” que se cuide!
A meu ver, as mudanças que realmente interessam, aquelas que podem contribuir, decisivamente, para resolver os nossos problemas colectivos, passam pela valoração da abstenção, como forma de responsabilizar os políticos pelos seus actos, pelo cumprimento das promessas que fazem.
Mesmo aqui, neste espaço da NET, tenho-me batido por fazer compreender a necessidade dessa “mudança de atitude”, para se ser consequente. Muita gente dá importância, demasiada, aos “discursos” e à doutrinação, às análises objectivas das nossas desgraças e respectivas causas, mas contam-se pelos dedos os que conseguem compreender a necessidade, premente, de “fazer a diferença” e de dar o passo em frente.
Abundam as análises correctas, os “pregadores” de princípios, bem intencionados, que acham que descobriram a pólvora e têm de ensinar todos os outros, quando, afinal, dizem todos o mesmo e estão (estamos) todos de acordo em relação às questões consensuais.
É nas consequências práticas das propostas concretas, de cada “orador” que se percebem, mal, as diferenças de objectivos. Nos debates televisivos, como foi o caso do último “Prós e Contras”, também se ouve muita gente a fazer análises correctas. O problema está, sempre, na concretização. Os da direita, disfarçada, fazem propostas concretas que, objectivamente, não contribuem para resolver nada, pelo contrário; os da “esquerda”, quais “donzelas envergonhadas, tímidas, obedientes” ficam-se pelo platonismo das boas intenções, dos discursos, da doutrinação, esperando “mudar as pessoas”, esperando muitos aplausos que lhes alimentem o amor-próprio; quanto a apontar caminhos, nada. Eles têm vergonha de especificar os seus caminhos, porque sabem que ninguém liga!
Neste panorama, ganha a direita, e a sua demagogia, porque indicam soluções.
As pessoas podem perceber pouco de “doutrinação” e até se podem “estar nas tintas” para essas tretas, mas quando se trata de propostas concretas rapidamente percebem o seu valor e utilidade, mesmo que, ao princípio, a “coisa” soe estranha e invulgar. Mas se existirem, só, um tipo de “soluções”, mais facilmente as pessoas se convencem de que não existem alternativas. É esse o papel destas esquerdas: não haver alternativas às propostas da direita.
O meu problema é que não consigo acreditar nem nas “boas intenções” da esquerda, que assim ajuda a nos trair. Não acredito que “eles” não tenham consciência do seu papel. A forma como todos se comportam em relação à valoração da abstenção (proposta que todos conhecem) é elucidativa e denunciadora.
Enquanto isto, a governação do País está entregue ao pior tipo de gente; aos Bilderbergs e seus lacaios, que mandam e desmandam, põem e dispõem, elegem e (des)elegem quem querem e muito bem lhes apetece, aqueles que lhes obedecem, sem que a democracia ou os cidadãos tenham algo a ver com isso. Neste jogo tenebroso, de cujo somos as peças, o papel dos cidadãos resume-se a serem manipulados e incitados, com promessas falsas e publicidade enganosa, a colocar uns quantos votos nas urnas, para “legitimar” a conspiração. Não importa que sejam poucos os votos e sem representatividade… a vigarice do sistema eleitoral faz o resto!
Conspiração é o termo adequado. As provas, as evidências, andam aí, à solta, por todo o lado.
Na margem direita deste blog estão alguns assuntos e casos que foram censurados pela comunicação social, apenas porque prejudicam “a causa” dessas máfias que nos governam, como é o caso das denúncias do 11 de Setembro, das denúncias acerca da Gripe das Aves, da discussão acerca da valoração da abstenção…
Porque é que a comunicação social se comporta como nos tempos mais negros da censura e silencia tudo isso?
Nalguns comentários que aparecem por aí (neste blog eu apago-os) percebe-se bem os porquês: existem, a nos governar, em lugares de destaque e de influência, pessoas cuja fidelidade canina para com a administração americana, a CIA e seus abusos (aqui fica mesmo o eufemismo: abusos) é claramente assumida nesses comentários, de forma causa náuseas, repugnância, de tão contra-natura que é. Ou seja: somos, apenas, uma coutada do pior tipo de escumalha que há!
Só o domínio dessa gente sobre o governo pode explicar o descalabro da situação que vivemos; só o domínio dessa gente sobre a comunicação social pode explicar os silêncios referidos, porque os assuntos “prejudicam” a sua influência, o seu domínio.
Quem tiver uma explicação melhor, não se acanhe.
Porém, comentários provocatórios e nazis, de traidores comprometidos com os crimes dos americanos, ou outros, eu apago!
Este blog pretende elevar, a um patamar superior, a liberdade, a democracia! Clamar por honestidade e justiça. Exigir a Valoração da Abstenção
2006/05/31
2006/05/30
O "Poder" da Blogoesfera!
Neste Post de Sofocleto, publicado em "Um Homem das Cidades", está um vídeo, imperdível, cómico, satírico, apresentado por Jon Stewart, acerca do papel que a blogoesfera vem assumindo(sua importância em face da ausência de credibilidade dos "media") nas questões mais prementes da actualidade e na demolição do cerco das campanhas de manipulação "medo e desinformação", actualmente em curso, fazendo parte da estratégia de dominar o Mundo... da globalização da perfídia...
Não percam, porque vale a pena!
Mas não se iludam! Não se entusiasmem, controlem a euforia... porque isto é na América onde, apesar de tudo, os cidadãos AINDA têm formas de fazer valer os seus direitos, ainda existem pessoas dignas e íntegras, nos grandes meios de comunicação...
Não se esqueçam! Isto é na América... Cá o arrivismo dessa gente é primário; os métodos e os arbítrios são mais cretinos, mais terceiro-mundistas.
Na verdade, o grande atraso deste País, a todos os níveis (social, cultural, de instrução, produtivo, de inovação), começa e acaba aí: na forma como essa escumalha nos trata a todos, na perfídia com que impõem a sua própria mediocridade e falta de ideias, no silêncio que impõem a todas as pessoas que pensem de maneira diferente... que pensem... coisa que "eles" não sabem o que seja!
Aqui, se houver um lugar a desempenhar pela blogoesfera feita por gente com ideias e dignidade, esse ainda está por conquistar; e a tarefa não vai ser fácil. Tanta cretinice espalhada durante tanto tempo faz estragos, cria vícios e provoca destruição intelectual... de cujos efeitos vai ser árduo recuperar... É por isso que, quando se ouve falar de blogoesfera, apenas se citam os piores exemplos, os mais (a)brutos!
Aproveitemos para esquecer as nossas desgraças e para distrair um pouco com o vídeo referido.
Não percam, porque vale a pena!
Mas não se iludam! Não se entusiasmem, controlem a euforia... porque isto é na América onde, apesar de tudo, os cidadãos AINDA têm formas de fazer valer os seus direitos, ainda existem pessoas dignas e íntegras, nos grandes meios de comunicação...
Não se esqueçam! Isto é na América... Cá o arrivismo dessa gente é primário; os métodos e os arbítrios são mais cretinos, mais terceiro-mundistas.
Na verdade, o grande atraso deste País, a todos os níveis (social, cultural, de instrução, produtivo, de inovação), começa e acaba aí: na forma como essa escumalha nos trata a todos, na perfídia com que impõem a sua própria mediocridade e falta de ideias, no silêncio que impõem a todas as pessoas que pensem de maneira diferente... que pensem... coisa que "eles" não sabem o que seja!
Aqui, se houver um lugar a desempenhar pela blogoesfera feita por gente com ideias e dignidade, esse ainda está por conquistar; e a tarefa não vai ser fácil. Tanta cretinice espalhada durante tanto tempo faz estragos, cria vícios e provoca destruição intelectual... de cujos efeitos vai ser árduo recuperar... É por isso que, quando se ouve falar de blogoesfera, apenas se citam os piores exemplos, os mais (a)brutos!
Aproveitemos para esquecer as nossas desgraças e para distrair um pouco com o vídeo referido.
2006/05/26
Gripe Das Aves Contra-ataca!
Logo após a publicação do editorial da revista de "La Salud", referenciado neste post, pareceu que as notícias sobre a pandemia de Gripe das Aves, a "vacina" para a Gripe das Aves, os casos de Gripe das Aves, as medidas de prevenção de Gripe das Aves, as mortes de humanos, devidas à gripe das aves, tinham desaparecido dos notíciários.
Agora, lentamente, o "império contra-ataca", desculpem, queria dizer: a "Gripe das Aves contra-ataca"; e surgem, aos poucos, "novas" notícias, tão credíveis como as anteriores...
Como se pode ver no editorial da revista, referido, os cientistas continuam a afirmar que a Gripe das aves não afecta as pessoas.
Por isso eu tenho outro desafio par vos deixar!
É descobrir qual o papel que esta estratégia:
"foi lançada uma Campanha de medo e desinformação [fear and disinformation campaign (FDC)] . A distorção grosseira da verdade e a manipulação sistemática de todas as fontes de informação constituem uma parte integral da estratégia"; ou:
"secretamente subsidia autores, jornalistas e críticos por intermédio de uma rede de fundações privadas e organizações patrocinadas pela CIA."; ou:
"A desinformação é rotineiramente "espalhada" pelos operacionais da CIA nas redacções do principais diários, revistas e canais de TV. Firmas de relações públicas externas são frequentemente utilizadas para criar "falsas histórias". Isso foi cuidadosamente documentado por Chaim Kupferbert em relação aos acontecimentos do 11 de Setembro: "Alguns, relativamente poucos, correspondentes bem relacionados forneciam os 'furos de reportagem', que obtinham cobertura nas relativamente escassas fontes de notícias dos principais meios de comunicação, onde os parâmetros de debate são ajustados e a "realidade oficial" é consagrada"
tem nas notícias acerca da "Gripe das Aves".
Ou seja, responder a esta pergunta do comentário de "Jorge": "Se a CIA subsidia, secretamente, autores, jornalistas e críticos, noutros países, tenho alguma curiosidade em saber, de tudo o que ouvimos nos televisões e lemos nos jornais, qual é a percentagem de verdade e qual é a percentagem de mentira!"
Boa pergunta!
Agora, lentamente, o "império contra-ataca", desculpem, queria dizer: a "Gripe das Aves contra-ataca"; e surgem, aos poucos, "novas" notícias, tão credíveis como as anteriores...
Por isso lembrei-me de ter lido, há tempos, este artigo, onde se refere, como assassinatos premeditados, a morte de 12 eminentes cientistas, microbiologistas e de, na minha cabeça, se ter estabelecido, de imediato e instintivamente, a ideia de estas mortes só poderem estar relacionadas com a Paranóia da Gripe das Aves...
É o desafio que vos lanço: descobrir que outros motivos, conspirativos, possam melhor explicar estes assassinatos...Como se pode ver no editorial da revista, referido, os cientistas continuam a afirmar que a Gripe das aves não afecta as pessoas.
Por isso eu tenho outro desafio par vos deixar!
É descobrir qual o papel que esta estratégia:
"foi lançada uma Campanha de medo e desinformação [fear and disinformation campaign (FDC)] . A distorção grosseira da verdade e a manipulação sistemática de todas as fontes de informação constituem uma parte integral da estratégia"; ou:
"secretamente subsidia autores, jornalistas e críticos por intermédio de uma rede de fundações privadas e organizações patrocinadas pela CIA."; ou:
"A desinformação é rotineiramente "espalhada" pelos operacionais da CIA nas redacções do principais diários, revistas e canais de TV. Firmas de relações públicas externas são frequentemente utilizadas para criar "falsas histórias". Isso foi cuidadosamente documentado por Chaim Kupferbert em relação aos acontecimentos do 11 de Setembro: "Alguns, relativamente poucos, correspondentes bem relacionados forneciam os 'furos de reportagem', que obtinham cobertura nas relativamente escassas fontes de notícias dos principais meios de comunicação, onde os parâmetros de debate são ajustados e a "realidade oficial" é consagrada"
tem nas notícias acerca da "Gripe das Aves".
Ou seja, responder a esta pergunta do comentário de "Jorge": "Se a CIA subsidia, secretamente, autores, jornalistas e críticos, noutros países, tenho alguma curiosidade em saber, de tudo o que ouvimos nos televisões e lemos nos jornais, qual é a percentagem de verdade e qual é a percentagem de mentira!"
Boa pergunta!
Haverá algum fundo de verdade nas notícias sobre a "Gripe das Aves" ou são invenção? Qual a percentagem de invenção usada, nestes casos, para manter a campanha de medo e desinformação?
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