2006/06/08

O Dia De Todas As Vigarices.

Na Terça-feira é que era o dia terrível, de todos os medos, segundo os (des)entendidos nessas coisa, mas ontem é que foi, para a minha caixa de email, o dia de todas as vigarices. Ora reparem só nisto:

From: "IRISH WEB LOTTERY"
"Your e-mail address attached to ticket number: 56475600545 188 with Serial number: 5368/05 drew the lucky number:(01, 08, 15, 11, 23, 20, - Bonus 21) which subsequently won the LOTTO PLUS 1 prize. You have therefore been approved to claim a total sum of £475,318 (Four hundred and seventy five thousand, three hundred and eighteen pounds sterling)in cash credited to file KTU/9023118308/05 of Irish Lottery"

475 mil libras p'a mim! Assim sem mais. Estão a ver?

Email enviado em duplicado não fosse dar-se o caso de se perder, de eu não reparar... E nem sequer foi sinalizado como "em massa"...
Uma rápida pesquisa na NET e percebi que se trata dum esquema para obter informação acerca dos dados pessoais dos destinatários. Não há prémio nenhum, nem podia haver, visto que eu não joguei...

E ainda mais este email (em massa):
"In my department we discovered an abandoned sum of $15m US dollars (FIFTEEN MILLIONS US DOLLARS). In an account that belongs to one of our foreign customer
who died along with his entire family in November 2001 in a plane crash...
...
I and one other official in my department have decided to make this business proposal to you and release the money to you as the next of kin or relation to the deceased for safety and subsequent disbursement since nobody is coming for it and we don’t want this money to go into the Bank's treasury as unclaimed Bill"

Aqui a proposta é reclamar os tais quinze milhões de dólares, como sendo parente do depositante "desaparecido", ficar com 40% desse valor, pagar 10% de encargos e transferir os restantes 50% para os proponentes...
O estranho é que se solicita um contacto telefónico e não o fornecomento de dados pessoais, como no caso anterior.

Já em tempos li uma carta parecida, mas com uma história diferente, que foi enviada a uma pessoa que conheço e que não sabe inglês, mas aí a proposta era descarada, sem "desculpas": propunha e emissão de propostas de fornecimento fictícias para o respectivo ministério, a serem pagas pelo proponente em condições semelhantes.

Ambas estas mensagens (o meu email e a carta) vêm de paises africanos.

Será que esta gente anda a brincar connosco ou isto é mesmo a sério?

São coisas que a gente lê e não acredita...

Aviso:
- Este blog está contra o encerramento das maternidades e apoia, incondicionalmente, a luta das respectivas populações para impedir mais estes crimes do governo.

- Este blog luta contra este sistema eleitoral vigarista, pela valoração da abstenção, como condição de elementar democracia, porque permite a responsabilização dos políticos, que terão de passar a ter em conta o querer e o sentir dos cidadãos; mas também porque permite poupar muito dinheiro, com a exclusão dos 87 deputados que NÃO foram eleitos.

Um Teólogo…

A História que se segue é verídica e aconteceu no início dos anos setenta do século passado, aqui, neste jardim à beira mar plantado… que anda tão mal tratado, espezinhado, destruído, pelas gentes que usurpam os lugares do poder.
É uma história que conheço há muito tempo (nem sei bem desde quando) contém alguns elementos que abanaram as convicções que me haviam impingido desde criança.

Uma jovem com quem convivi, nessa época e que encontrei anos mais tarde, contou-ma, a propósito de recordarmos isto e aquilo e também por se ter falado de casos invulgares (escândalos) com pessoas que faziam parte dessas recordações…
Nessa época, quando éramos jovens, a protagonista da nossa história viveu episódios de acesos conflitos familiares de cujos eu ouvira falar, mas sem tantos pormenores… embora possa imaginar os quês, os porquês e os entretantos…
No auge dum desses conflitos decidiu sair de casa da família e procurou a ajuda duma pessoa mais velha, que conhecia e considerava amiga. Acontece que essa senhora era uma beata incorrigível e achou mais acertado que a jovem falasse, em primeiro lugar, com o padre, tratando ela própria de promover o encontro…
Estávamos numa cidade e eram vários os padres que ali “serviam”; uns mais padres do que outros… Entre eles havia um que rondaria os 40 anos. Já lhe apareciam uns raros cabelos brancos que, hoje em dia, não querem dizer nada, porque acontecem a jovens de vinte e poucos anos. Coisa estranha... já nem os cabelos brancos sabem o seu lugar…

Esse padre, dizia-se, era uma sumidade. Até se tinha formado em filosofia e teologia, em Roma.
Por coincidência “do arco da velha” o encontro aconteceu na residência paroquial, por opção do padre… e a primeira coisa que ele fez foi beijar a jovem, aproveitando o momento de fragilidade e a sua posição de ascendência, sem querer saber da concordância, ou não, da visada. Não se escandalizem já os “alarmistas”, caçadores de coisas escabrosas. A jovem teria 18 ou 19 anos… cobiçada por muitos e capaz de suscitar grandes paixões como constatei pelo menos uma vez.

Para a resolução do seu problema familiar nada resultou daquele encontro. Passado algum tempo aceitou uma ocupação bem longe, integrada num grupo, enfrentado agora a oposição da família e do tal padre que (ainda?) não tinha logrado conseguir os seus intentos. A jovem era virgem segundo ela própria declarou quando contou esta história.

Durante o tempo que mediou até à sua partida, a “assistência” espiritual do padre transformou-se em assédio; mais um problema e contratempo para lhe dificultar a vida. Terá mesmo fingido se preocupar com o seu problema e feito alguns contactos para que ela fosse aceite numa ordem religiosa, propondo-se acompanhá-la nas deslocações, circunstância que servia de pretexto para se opor a que partisse. Mas como o assédio sexual se manteve a jovem ter-lhe-á dito, no meio duma quase discussão: “O sr. padre certamente pensa que faz de mim o que lhe apetecer e depois me fecha num convento, mas está muito enganado!”… Nem mais.

Este padre, como teólogo que era, falava, por vezes, dessas coisas, naturalmente. Numa dessas conversas, a tal que abanou, pela primeira vez, as minhas convicções, explicou a existência de Deus desta forma:
- “Nós só existimos para quem nos conhece, assim como para nós só existem, como pessoas, as pessoas que nós conhecemos. Deus existe para quem acredita! Para os chineses, por exemplo, não existe!”
- “Isso quer dizer que Deus não existe; é apenas uma ideia”
- “Existe! Se tu acreditas, se nós acreditamos, existe, pois claro!”
- “Mas a existência das pessoas que eu não conheço posso confirmar a qualquer altura, conhecendo-as, porque elas estão aí, o que não acontece com Deus!”
- “E Deus também se conhece, pelas suas obras!”

A conversa ficou por aí, porque não tinha condições para ir mais longe. Mas convenhamos que era uma fraca explicação para quem anda à procura de algo consistente, de respostas coerentes! Foi apenas o primeiro abanão! Ficou a semente para compreender a existência de “verdades” que são apenas fruto de manipulação; ideias criadas e plantadas por uns que acham que podem e devem controlar e impor as suas ideias e fantasias aos outros. Ideias e fantasias feitas e contadas à medida de servir os próprios interesses inconfessáveis.

As religiões podem ter algum cabimento na vida das pessoas, mas o uso das religiões como forma de domínio e repressão das sociedades é uma aberração sem tamanho, que nenhuma fantasia pode justificar... muito menos um embuste como aquele de que se tem "alimentado" a religião Cristã.

Voltemos à nossa história
Terminada a adolescência e entrando na vida adulta, cada um seguiu o seu caminho. Uns para mais perto outros para mais longe, afastando-se, até que o acaso decidisse voltar a nos juntar, fortuitamente.
Foi já de longe que soubemos, eu e a protagonista da nossa história, o que o futuro reservava ao “nosso” teólogo! Soubemo-lo por cartas confirmadas por escassas notícias que escamoteavam a dimensão do escândalo.
O nosso teólogo, a quem a Igreja dera tão elevada instrução, certamente porque lhe reservava um grande destino, acabou por ser obrigado a fugir e desaparecer por ter engravidado muitas jovens das diferentes aldeias aonde se deslocava para “dar assistência” aos fiéis.
Ou seja: não há desígnio maior que resista a um tão insaciável “apetite” por mulheres.
Foi o recordar desta figura e deste escândalo que me permitiu conhecer o relato que aqui vos deixo…

Qual seria a ideia, REAL, que este teólogo fazia de Deus? E de si próprio? E da fé dos outros que é ainda o mais importante? E do respeito pelas pessoas?

2006/06/04

Quem Sabia Da Conspiração?

Neste post publicado em “Um Homem das Cidades”, Sofocleto apresenta a capa dum disco de música RAP, feita muito antes do 11 de Setembro, que representa o que se passou naquele dia. Num dos comentários questiona-se se foi coincidência ou se teria sido uma tentativa de avisar, por parte de alguém que sabia.

Actualmente podemos concluir que muita gente teve conhecimento prévio da existência da conspiração.
Quem gosta de histórias de espionagem, com todos os ingredientes, ao estilo dos filmes clássicos, vai gostar do que se segue e de ler os respectivos documentos…

Delmart Edward Vreeland (Mike), cuja história é descrita nesta página, fazendo referência a várias fontes , com os respectivos links, teve conhecimento, pela primeira vez, segundo as suas palavras nesta entrevista, no início de Dezembro de 2000.

Vreeland foi preso, no Canadá, devido a um incidente aparentemente trivial. À laia de resumo, para os que não se queiram dar ao trabalho de ler todo o material, aqui ficam alguns excertos da reportagem:
…/…
“How was this man able to write details that described the events of Sept. 11 while locked in a jail cell, ! more than a month before the attacks occurred?”

Como pôde este homem descrever, com detalhes, os atentados terroristas de 11 de Setembro, com um mês de antecedência, estando fechado numa cadeia, no Canadá?
…/…
“The U.S. Navy says that Vreeland, arrested in Canada on Dec. 4, 2000 and currently fighting a U.S. extradition warrant, was discharged for unsatisfactory performance after only four months of service in 1986. But a growing pile of evidence, much of it filed in court records and undisputed by Canadian or U.S. authorities, establishes clearly that Vreeland was exactly what he says he was -- a spy.”

Tradução: Vreeland, que foi preso, no Canadá, em Dezembro de 2000 e contesta judicialmente um pedido de extradição dos US, diz-se tenente da Marinha Americana, servindo como espião; enquanto a Marinha Americana diz que ele foi dispensado por inapto (desempenho insatisfatório), após quatro meses de serviço, em 1986. Mas existe uma montanha de evidências em contrário, nomeadamente registos de audiências de julgamento não contestados pelas autoridades Canadianas ou Americanas, que indicam, claramente, que ele é exactamente o que diz ser – um espião.
…/…
Como por exemplo:
“We have described how, in open court on a speakerphone, his lawyers obtained direct confirmation from the Pentagon that he was a Navy officer”

Nós descrevemos a forma como os seus advogados obtiveram, directamente do Pentágono, com um telefonema feito do Tribunal, no Canadá, num aparelho em alta-voz, a confirmação de que é um oficial da Marinha…
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“But one question remains. And it is a question that now stands vindicated by time and events. He knew something chillingly accurate about the 9-11 attacks before they happened. And if he knew something, based upon documents given to him by Russian officials indicating U.S. knowledge, and if the U.S. government went to great lengths to discredit him, rather than bring him in from the cold -- then there is real meat on the plate for journalists, the American government, and all of mankind.”

Mas subsiste uma questão que a gravidade dos acontecimentos impõe que seja esclarecida: Ele sabia alguma coisa de terrível acerca dos atentados terroristas de 11 de Setembro, antes deles terem acontecido. E se ele sabia a partir de documentos que recebeu de oficiais russos, referindo o conhecimento do governo americano; e se o governo americano não poupa esforços, nem meios, nem palavras para o desacreditar, em vez de o confrontar com os factos… então temos aqui um manjar para os jornalistas, o governo americano e toda a gente…
…/…

É só mais um que sabia, a partir de Moscovo.

Apesar deste post abordar apenas as questões relativas ao 11 de Setembro, a entrevista refere vários outros assuntos também graves, capazes de nos tirar o sono, sobretudo se analisados à luz do facto de o Mundo estar a ser dominado e governado por déspotas, tiranos, facínoras, nazis; gente alucinada, louca, sem alma…