Name Jivago deixou, neste post de o Jumento um comentário que exigia resposta. Devido à importância do tema, aqui fica a transcrição (da minha resposta, é claro):
"Meu caro Jivago!
A sua resposta é um bom exemplo da forma como "os artistas" usam a "democracia" se apropriam da "democracia"... para destruirem a DEMOCRACIA.
Você acha que eu deveria ter tolerado a sua atoarda sem reagir, sem dizer o que penso e acha que a minha reacção não é democrática. Mas são as suas palavras que compactuam com aquela atitude nazi, de todos os políticos e do sistema eleitoral, de eliminar do mapa dos cidadãos com direitos, após cada acto eleitoral, todos os abstencionistas... que são a maioria. Muito mais maioria do que qualquer outra opção.
Portanto, meu caro, a minha reacção não "colide" com os seus direitos a ter opinião próprio, mas sim se deve ao facto de você contribuir para a violentação dos direitos e do respeito que é devido a qualquer cidadão. É que "a nossa liberdade termina quando começam os direitos dos outros". Dê-lhe a volta que der, quem está mal é você.
Agora, reagindo como qualquer oportunista e confusionista em relação à minha opinião, você repete tudo o que disse, insultando a maioria de que falo acima... mas continua a achar que, coitadinho, está cheio de razão.
O que você está é cheio de ideias absurdas "engolidas" sem pensar, das falácias nojentas que monopolizam a comunicação social. E só por isso, por achar que a sua "opinião" é que é comum, você se acha tão cheio de razão.
Para se justificar começa por (numa manifestação de misantropia, absurda) insultar a tal maioria, fazendo "processos de intenção" e achincalhando, porque só as suas opções e opiniões é que são correctas. Por isso, para que você se sinta melhor que os outros e de bem com a sua consciência, a abstenção tem de significar "ir para a praia". Quem foi que decidiu isso?
Em contrapartida, o voto em branco, (a sua opção, é claro) é sinónimo de não sei quantas virtudes... Quem foi que decidiu isso?
E porque é que toda aquela maioria tem de ser obrigada a pensar e a agir como você acha bem? Donde raio lhe vem toda essa legitimidade para decidir as opiniões e opções dos outros, para insultar, achincalhar e sancionar a punição (através da atitude nazi já referida)?
Mas eu (que costumo pensar pela minha cabeça) já percebi o que é que nos separa. Você diz: "(o voto em branco) é a única forma dos pequenos poderem mostrar a sua indignação e desprezo por pessoas e organizações que são más".
Pois é, meu caro; é isso que nos distingue: é que você "pensa pequeno" e quer que a contestação seja "coisa de pequenos" apesar de a esmagadora maioria da população (do País e do Mundo) estar contra esta escumalha. Em contrapartida eu estou SEMPRE com as maiorias, porque isso é que é democrático; é aí que está a força.
A sua atitude não significa mais nem menos do que "dividir para reinar" que é tão útil para a escumalha dos políticos. Enquanto nós nos debatemos com gente como você, eles riem e continuam, paulatinamente, os seus crimes contra toda a população que, mercê da sua atitude, não se consegue unir contra eles...
Tudo se pode resolver de forma digna quando as pessoas tiverem consciência das suas competências e deixarem de "pensar pequeno".
Concluindo: a sua forma de pensar e de agir é uma excelente ajuda para "neutralizar" a força da DEMOCRACIA e das maiorias, para nos reduzir a "pequenos" (cada um para seu lado, é claro, a ridicularizar, ridiculamente, os outros); ou seja: para proteger e garantir impunidade e êxito aos que integram as organizações e as acções de que você diz que não gosta (mas adora) "por serem corruptas, mentirosas, vigaristas, calonas, oportunistas... enfim desprezíveis"
Portanto, eu disse porque você pediu!
Não se me dá o que você pensa ou faz, quais as suas opções, desde que você não queira as impor aos outros, mais as suas concepções e significações, ainda por cima quando isso "nos torna pequenos" e, objectivamente, protege e garante impunidade a toda essa escumalha que nos oprime e vilipendia.
Opte como quiser, mas respeite as opções alheias e as regras básicas da democracia, se quer ser respeitado. Porque o que você quer não é respeito, é impunidade. E Impunidade, comigo, não!
Fiz-me entender?
«»«»«»
APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
-- Assine a petição AQUI, ou AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
-- Denúncia de Agressão Policial
-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
«»«»«»
Este blog pretende elevar, a um patamar superior, a liberdade, a democracia! Clamar por honestidade e justiça. Exigir a Valoração da Abstenção
2006/07/07
2006/07/06
Da Propaganda à Prepotência Arrivista!
Nos inúmeros artigos e comentários que publiquei sobre a conspiração do 11 de Setembro, a autoria dos atentados terroristas e seus objectivos, os quais sejam “justificar” a “luta contra o terrorismo”, a guerra e a invasão do Iraque, várias vezes referi o papel da propaganda e das atitudes e denúncias falaciosas das “organizações cívicas” e outras, que fingem estar contra os crimes da administração americana, pra nos enganarem, mas que os apoiam.
Agora começa a parecer-me que essas atitudes passaram a ser cínicas, colaborantes, ajudando, claramente, na “campanha de medo e desinformação” e seus objectivos.
Vejamos se eu consigo explicar o porquê desta minha afirmação!
Vem isto a propósito desta notícia, donde destaco:
“The Supreme Court on Thursday repudiated the Bush administration's plan to put Guantánamo detainees on trial before military commissions, ruling broadly that the commissions were unauthorized by federal statute and violated international law”
(O Supremo Tribunal considerou ilegítimo que os presos de Guantanamo sejam julgados por "Comissões" Militares)
(O Supremo Tribunal considerou ilegítimo que os presos de Guantanamo sejam julgados por "Comissões" Militares)
E ainda:
“President Bush said he planned to work with Congress to "find a way forward," and there were signs of bipartisan interest on Capitol Hill in crafting legislation that would authorize new, revamped commissions intended to withstand judicial scrutiny”
(Bush vai trabalhar com o Congresso para encontrar alternativas à proibição)
(Bush vai trabalhar com o Congresso para encontrar alternativas à proibição)
O que me faz recuar até esta outra notícia, para destacar:
“President Bush said Wednesday that he'd like to close the U.S. military-run prison at Guantanamo Bay, Cuba, where three detainees committed suicide Saturday. He said he was awaiting a Supreme Court decision about how terrorism suspects there could be tried”.
(Bush disse que "gostaria" muito de fechar Guantanamo, onde se suicidaram três presos...)
(Bush disse que "gostaria" muito de fechar Guantanamo, onde se suicidaram três presos...)
…“There have been 41 reported suicide attempts since the prison opened in January 2002. Periodic hunger strikes have taken place. One last month involved 75 detainees”
(Registaram-e 41 suicídios, no total. São frequentes os acessos de fúria. O mais recente envolveu 75 prisioneiros (reféns))
(Registaram-e 41 suicídios, no total. São frequentes os acessos de fúria. O mais recente envolveu 75 prisioneiros (reféns))
“James Yee, the former Army chaplain at Guantanamo who was accused as a traitor and later exonerated, said the deaths more likely reflect the despair the inmates have over being held.
"This is a greater indication that these individuals were crying out for help," he said.”
(James Yee, que foi exonerado, diz: "Isto (os suicídios) é a maior evidência de que estas pessoas estão a gritar por socorro)
E ainda:
“"I'd like to close Guantanamo, but I also recognize that we're holding some people there that are darn dangerous and that we better have a plan to deal with them in our courts," Bush said”
“He reiterated that the detainees are among the world's most dangerous terrorism suspects and that it is legal to hold them until the war on terrorism ends”
(Bush: gostaria de fechar guantanamo, mas estão lá pessoas muito perigosas e necessitamos de saber como vamos "lidar" com elas)
(Bush: gostaria de fechar guantanamo, mas estão lá pessoas muito perigosas e necessitamos de saber como vamos "lidar" com elas)
e ainda:
(disse que entre os prisioneiros (reféns) estão os mais perigosos terroristas, que têm de estar presos enquanto durar a "guerra contra o terrorismo")...
Estão a perceber?
Este caso dos suicídios em Guantanamo, oferece um bom exemplo da “lógica da batata”, absurda e falaciosa, com que nos defrontamos, frequentemente, por aí, nos comentários:
“um alto funcionário americano, considerou um golpe de relações públicas, os três casos de suicídio registados no fim de semana último, no centro de detenção de Guantanamo”...
Com argumentos destes tudo se "explica"... Mais! Os facínoras da Administração americana é que são "as vítimas"
Agora “a coisa” por outra perspectiva.
Destaco:
"Um dos aspectos menos notados da "Guerra ao Terrorismo" é a "Guerra das palavras". Invasões doutros países são "ataques preventivos, defensivos"; a captura e tortura de cidadãos comuns é "extraordinary rendition"; À entrada da Prisão de Guantanamo pode ler-se: "Honor Bound to Defend Freedom"...
“Bush engaged in a major charm offensive last week when he tried to allay European concerns about America's Guantanamo Bay detention centre”
“A recent opinion poll found an overwhelming majority of Europeans think America is the greatest threat to global security.
This ill will towards the US President is not only due to the Iraq War but also the US practice of rendition, where terror suspects have been kidnapped from European nations or transferred via EU airports and airspace for interrogation in other countries.”
This ill will towards the US President is not only due to the Iraq War but also the US practice of rendition, where terror suspects have been kidnapped from European nations or transferred via EU airports and airspace for interrogation in other countries.”
(Operação de Charme, de Bush, na Europa, tenta acalmar os europeus em relação a Guantanamo. Uma sondagem recente evidencia que a esmagadora maioria dos europeus pensa que a America é a grande ameaça à segurança global. Isto não se deve apenas à guerra no Iraque, mas também aos raptos, na Europa (vôos da CIA)...)
Segundo as notícias, todos os Governantes Europeus, as Nações Unidas, a Amnistia Internacional e não só, “pressionam” os US para fechar a Prisão de Guantanamo.
Será?
Ou limitam-se a representar, iludindo e enganando os seus cidadãos, como sempre fazem, fingindo ceder à pressão da opinião pública, enquanto colaboram na “Campanha de Medo e Desinformação”, consciente e premeditadamente?
Afinal Rumsfeld explicou isso muito bem, logo no início... Já estava previsto que uns governos apoiariam abertamente, enquanto que outros apoiariam "secretamentee e em segredo"... Fingindo, publicamente, pressionar, para enganar a opinião pública?
À semelhança das notícias sobre o caso dos voos secretos da CIA e suas escalas na Europa; e também à semelhança das torturas em Abu Grahib e noutras prisões, tudo isto me parece integrar a “Campanha de Medo e Desinformação”, destinada a manter as pessoas preocupadas e aterrorizadas, desorientadas, inseguras, com medo de tudo e desesperadas com estes “sinais” de que se aproxima o fim do Mundo.
Não se esqueçam de que os atentados terroristas foram e são executados pela CIA; que o Fundamentalismo Islâmico tem sido “ensinado” em “escolas” financiadas pela CIA; que os governos fundamentalistas só existem por obra e graça da colaboração e ajuda que recebem e receberam da CIA.
Uma citação, já várias vezes repetida a propósito, de David Rockefeller, de 1994, diz:
“We are on the verge of global transformation. All we need is the right major crisis and the nations will accept the New World Order”.
Isto “justifica" a conspiração de 11 de Setembro de 2001.
Mas era necessário criar condições para uma “Campanha duradoira”.
Daí a estratégia da “Campanha de Medo e Desinformação"… como se refere neste post, donde destaco:
"A componente mais poderosa da Campanha de Medo e Desinformação (FDI) pertence à CIA, a qual subsidia, secretamente, autores, jornalistas e críticos por intermédio de uma teia de fundações privadas e organizações patrocinadas pela CIA."
Thierry Meyssan, no seu livro: “A Terrível Impostura” diz claramente que a Prisão de Guantanamo cumpre o objectivo de manter o “tema” da “Luta Contra o Terrorismo” na ordem do dia, nas notícias, fazendo parte da campanha de medo e desinformação, de modo a manter a opinião pública “mobilizada”, atormentada (ou preocupada) com as opiniões e acções dos US…
Acho que a coisa, agora, é asssim: não importa se as pessoas têm medo dos terroristas inventados e/ou fabricados pela Administração Americana, ou se têm medo dos terroristas que integram a Administração Americana, desde que tenham medo (e não tenham como reagir, quem inicie e lidere a contestação).
Só assim se explica a actual situação e o desplante dos US.
Guantanamo, as torturas como as de Abu Grahib e os sequestros (vôos secretos, feitos com o conhecimento e assentimento de todos os governos europeus) cumprem um outro objectivo; assim do estilo de “juntar o útil ao agradável”, o qual seja “fabricar” terroristas (por isso a designação de “operação Rendition”), para entregar nas mãos dos provocadores a soldo da CIA, prontos a serem usados, como “carne para canhão”, em atentados terroristas.
Por isso é sempre "uma perda" haver alguns que se antecipam e se suicidam na cadeia. Estes desgraçados são tratados de modo a desesperarem e quererem morrer, mas isso tem de ser útil à conspiração, eles têm de morrer "ao serviço" dos facínoras, em atentados terroristas, para alimentar a "luta contra o terrorismo".
Não tenho dúvidas de que as notícias sobre toda esta suposta contestação aos actos dos US, de toda esta gente (ONU, organizações cívicas, governantes, etc.) não é sincera e honesta, não passa de colaboração na “Campanha de Medo e Desinformação”.
Se assim não fosse não se justificaria a sua inocuidade; não se justificaria que, apesar disso, os US continuassem, como continuam, cometendo os mesmos crimes e agravando-os.
Para manterem o seu arrivismo os US têm de ter garantia do cinismo destas contestações e da “colaboração” de seus intervenientes, que assim asseguram o controlo da indignação, alimentando-a mas mantendo-a dentro dos limites convenientes…
Tudo uma cambada de cínicos e traidores, de vendidos, de criminosos!
Se esta gente fosse sincera já há muito que teriam começado a denunciar amplamente a conspiração dos Atentados de 11 de Setembro e todas as outras atrocidades e provocações da CIA e dos US, assim como os interesses inconfessáveis, de gangsters, que impõem isto.
Se esta gente fosse digna e honesta já há muito que teriam denunciado o facto de os presos de Guantanamo não serem “suspeitos”, nem de terrorismo nem de nada, como o demonstra o conteúdo dum dos posts linkados, em que uma criança é impedida de voar porque o seu nome faz parte da lista de suspeitos de terrorismo. No outro post relata-se a história dum homem raptado na Macedónia, sem qualquer justificação.
Estes presos, "seleccionados" assim, apenas estão a ser usados e abusados à mercê da estratégia tenebrosa dos US, à semelhança do que faziam os nazis. Pior! Porque agora, lá em Guantanamo, é a nossa condição humana, a civilização, a dignidade, de todos e de cada um, e os direitos fundamentais que estão presos, reféns, a serem torturados e destruídos. Imaginem que acontecia convosco e perceberão...
O que sobressai de todas esta azáfama noticiosa periódica é a afirmação, hipócrita e falsa, perversa, de Bush: “He reiterated that the detainees are among the world's most dangerous terrorism suspects and that it is legal to hold them until the war on terrorism ends”.
(Ele (Bush) reafirmou que entre os detidos (reféns) estão os mais perigosos terroristas...)
Ele mente com todos os dentes e os outros sabem e colaboram, como têm colaborado em todos os outros actos conspirativos e criminosos, quanto mais não seja pelo silêncio. Este silêncio, em relação a uma conspiração tão grave, é colaboracionismo criminoso.
Só por isso esta situação infame se mantém.
Esta gente (das organizações cívicas, dos restantes governos do Mundo e da Comunicação Social) tem de ser corresponsabilizada por todas as atrocidades que estão a ser cometidas e ainda for possível cometer, como por exemplo os atentados e chacinas que ocorrem, todos os dias, no Iraque, na Palestina e no Afeganistão, etc..
Claro que, para não variar, há um silêncio ensurdecedor acerca de tudo isto, na Comunicação Social Portuguesa. Alguém ouviu falar da sondagem europeia referida acima, por exemplo?
Também é por causa disto que eu defendo a valoração da abstenção. Para que toda esta escumalha saiba (não possa ignorar) que é aos seus cidadãos que devem fidelidade e respeito (àqueles que os votam e os sustentam) e não a facínoras, mafiosos, conspiradores e traidores como os que controlam a administrção americana."
2006/07/04
Os Êxitos Da Selecção.
O amigo Jumento publicou este post, onde deixei o comentário abaixo. Como o tema é actua, justifica-se que registe, aqui, a minha opinião:
"Pois eu, para não variar, discordo do post. (É que eu sou do contra! Já todos tinham percebido, mas vale sempre a pena relembrar...)
Só que, desta vez (também para não varia) é por uma boa causa!
Estou em desacordo com o post e estou muito feliz por a selecção portuguesa estar nas meias finais, que é como quem diz: ser uma das quatro melhores do Mundo...
Também acho legítimo que as pessoas vibrem com os êxitos da selecção, uma vez que não têm mais nada de jeito com que se orgulharem.
Também acho legítimo que os nossos emigrantes se desforrem das humilhações e desconsiderações chauvinistas de que são alvo, nos êxitos da selecção, que assim prova o que todos eles sentem: que, apesar da porcaria de classe política e dirigente que temos (o fraco Rei faz fraca a forte gente), nós cidadãos portugueses somos tão bons ou melhores do que quaisquer outros cidadãos em qualquer outra parte do Mundo.
Somos melhores e somos piores, conforme os casos, tal como todos os outros povos, mas não somos inferiores.
Só que isso não faz com que eu me ponha a berrar de alegria... porque é próprio de pessoas que não confiam no seu valor individual e colectivo; nem me poria a chorar se a selecção perdesse (perder), porque isso não afectaria a minha auto-estima, individual ou colectiva.
Os êxitos da Selecção são bons porque comprovam o que tenho dito; mas se a selecção perdesse (perder) a realidade, os factos, não se alteravam; só se confirmaria que, também ali, não existiriam os pressupostos básicos que permitem vencer, nada mais. Aliás a minha tese resultaria “provada” na mesma, porque há portugueses entre os melhores jogadores e treinadores do Mundo…
Dito tudo isto, resta explicar porque é que eu estou muito feliz.
É exactamente por isso! Porque, ao menos no futebol, prova-se, ruidosamente, o que sempre tenho dito: que somos tão competentes e tão eficientes como quaisquer outros. Que, também em Portugal, como no resto do Mundo, existem as soluções e as pessoas certas para cada cargo e função; que, reunidas as condições básicas, os nossos problemas colectivos são fáceis de resolver...
Por tudo isso, gostei, gostei, gostei!
Mas não tenhamos ilusões. Para que os nossos problemas se resolvam, para que as pessoas se mobilizem em torno das "soluções" é necessário que existam condições; é necessário fazer uma limpeza radical na nossa classe dirigente, é necessário que as pessoas conheçam as soluções; é necessário que exista discussão pública séria e democrática das opiniões e propostas que nos podem levar às soluções (ao controlo, apertado, da actividade dos políticos, a quem temos de pôr "rédea curta"), como é o caso da valoração da abstenção... e não só.
É necessária haver uma discussão séria, medidas políticas e económicas sérias, eficientes, democráticas e dignas, que permitam a mobilização das pessoas...
Finalmente, é necessário uma discussão pública e democrática séria e digna, de modo a romper o cerco da cretinice e da mesquinhez monopolizadora dos OCS, onde só se podem ouvir discursos e "opiniões" infames de gente abjecta que passa o tempo a nos insultar, como forma de ocultarem a sua perfídia e as suas responsabilidades.
O povo português não é mais nem menos primário ou incapaz que qualquer outro povo. O mesmo não se pode dizer das nossas elites.
Para haver mobilização é necessário haver quem mobilize. Aí é que está a "nossa desgraça".
Portanto, devolvam-nos a nossa representatividade usurpada, uma vez que não sabem nem querem usá-la dignamente, porque não têm dignidade...
Deste lado (dos que estão contra este estado de coisas e pretendem "ver um pouco mais longe") não tenhamos ilusões. As soluções existem mas é um trabalho árduo e difícil impô-las a uma realidade tão perversa como a nossa. Isso só se pode fazer com os outros; e isso só se pode fazer respeitando os outros e as suas opiniões, como queremos ser respeitados (eu quero e exijo); só se pode fazer com democracia, sem insultos, sem falácias mesquinhas e vis, tal como aquelas tiradas aberrantes, patéticas e patetas de que "a culpa é dos outros", é da "ignorância" (ignorante é quem assim fala) e outras tretas semelhantes, da treta... Com discursos de angústias existenciais, de desorientação psicológica, de derrotismo, de impotência, de presunção, ou de arrivismo não se mobiliza ninguém nem se constrói nada, nada se pode solucionar.Mas é possível, como vêem. Basta tomar as medidas adequadas, adoptar as atitudes correctas.É por isto, e só por isto, que eu adoro os êxitos da selecção!
E estou em desacordo com este post porque vem na linha dos discursos da treta, das críticas sem significando e sem impacto... porque falta apontar as vias de solução.
Que está mal já todos sabemos. Mas também estava mal no tempo de Durão ou de Santana e as criticas assim, com as substituições dos governo, não deram em nada, continuamos na mesma.
É preciso ter a coragem intelectual e a idoneidade de carácter, a firmeza e a clarividência para perceber que é necessário "ir mais longe" e como "ir mais longe", em que sentido, porque isso é muito importante para gerar a "mobilização" imprescindível.
É necessário que os objectivos sejam comuns o suficiente para mobilizar e não "lutas de galos", disputas, de grupos, pelo controlo do poder, porque isso só vai prolongar e agravar as nossas desgraças.
Portanto: Valorar a Abstenção...
E quem não tem capacidade, quem não souber, ou não puder, exercer os cargos a bem de todos, de modo a obter o apoio de todos, que se lixe, que se dane, que vá para o inferno, que deixe os cargos para pessoas dignas e idóneas, as mesmas que essa escumalha destrói, agora!
"Pois eu, para não variar, discordo do post. (É que eu sou do contra! Já todos tinham percebido, mas vale sempre a pena relembrar...)
Só que, desta vez (também para não varia) é por uma boa causa!
Estou em desacordo com o post e estou muito feliz por a selecção portuguesa estar nas meias finais, que é como quem diz: ser uma das quatro melhores do Mundo...
Também acho legítimo que as pessoas vibrem com os êxitos da selecção, uma vez que não têm mais nada de jeito com que se orgulharem.
Também acho legítimo que os nossos emigrantes se desforrem das humilhações e desconsiderações chauvinistas de que são alvo, nos êxitos da selecção, que assim prova o que todos eles sentem: que, apesar da porcaria de classe política e dirigente que temos (o fraco Rei faz fraca a forte gente), nós cidadãos portugueses somos tão bons ou melhores do que quaisquer outros cidadãos em qualquer outra parte do Mundo.
Somos melhores e somos piores, conforme os casos, tal como todos os outros povos, mas não somos inferiores.
Só que isso não faz com que eu me ponha a berrar de alegria... porque é próprio de pessoas que não confiam no seu valor individual e colectivo; nem me poria a chorar se a selecção perdesse (perder), porque isso não afectaria a minha auto-estima, individual ou colectiva.
Os êxitos da Selecção são bons porque comprovam o que tenho dito; mas se a selecção perdesse (perder) a realidade, os factos, não se alteravam; só se confirmaria que, também ali, não existiriam os pressupostos básicos que permitem vencer, nada mais. Aliás a minha tese resultaria “provada” na mesma, porque há portugueses entre os melhores jogadores e treinadores do Mundo…
Dito tudo isto, resta explicar porque é que eu estou muito feliz.
É exactamente por isso! Porque, ao menos no futebol, prova-se, ruidosamente, o que sempre tenho dito: que somos tão competentes e tão eficientes como quaisquer outros. Que, também em Portugal, como no resto do Mundo, existem as soluções e as pessoas certas para cada cargo e função; que, reunidas as condições básicas, os nossos problemas colectivos são fáceis de resolver...
Por tudo isso, gostei, gostei, gostei!
Mas não tenhamos ilusões. Para que os nossos problemas se resolvam, para que as pessoas se mobilizem em torno das "soluções" é necessário que existam condições; é necessário fazer uma limpeza radical na nossa classe dirigente, é necessário que as pessoas conheçam as soluções; é necessário que exista discussão pública séria e democrática das opiniões e propostas que nos podem levar às soluções (ao controlo, apertado, da actividade dos políticos, a quem temos de pôr "rédea curta"), como é o caso da valoração da abstenção... e não só.
É necessária haver uma discussão séria, medidas políticas e económicas sérias, eficientes, democráticas e dignas, que permitam a mobilização das pessoas...
Finalmente, é necessário uma discussão pública e democrática séria e digna, de modo a romper o cerco da cretinice e da mesquinhez monopolizadora dos OCS, onde só se podem ouvir discursos e "opiniões" infames de gente abjecta que passa o tempo a nos insultar, como forma de ocultarem a sua perfídia e as suas responsabilidades.
O povo português não é mais nem menos primário ou incapaz que qualquer outro povo. O mesmo não se pode dizer das nossas elites.
Para haver mobilização é necessário haver quem mobilize. Aí é que está a "nossa desgraça".
Portanto, devolvam-nos a nossa representatividade usurpada, uma vez que não sabem nem querem usá-la dignamente, porque não têm dignidade...
Deste lado (dos que estão contra este estado de coisas e pretendem "ver um pouco mais longe") não tenhamos ilusões. As soluções existem mas é um trabalho árduo e difícil impô-las a uma realidade tão perversa como a nossa. Isso só se pode fazer com os outros; e isso só se pode fazer respeitando os outros e as suas opiniões, como queremos ser respeitados (eu quero e exijo); só se pode fazer com democracia, sem insultos, sem falácias mesquinhas e vis, tal como aquelas tiradas aberrantes, patéticas e patetas de que "a culpa é dos outros", é da "ignorância" (ignorante é quem assim fala) e outras tretas semelhantes, da treta... Com discursos de angústias existenciais, de desorientação psicológica, de derrotismo, de impotência, de presunção, ou de arrivismo não se mobiliza ninguém nem se constrói nada, nada se pode solucionar.Mas é possível, como vêem. Basta tomar as medidas adequadas, adoptar as atitudes correctas.É por isto, e só por isto, que eu adoro os êxitos da selecção!
E estou em desacordo com este post porque vem na linha dos discursos da treta, das críticas sem significando e sem impacto... porque falta apontar as vias de solução.
Que está mal já todos sabemos. Mas também estava mal no tempo de Durão ou de Santana e as criticas assim, com as substituições dos governo, não deram em nada, continuamos na mesma.
É preciso ter a coragem intelectual e a idoneidade de carácter, a firmeza e a clarividência para perceber que é necessário "ir mais longe" e como "ir mais longe", em que sentido, porque isso é muito importante para gerar a "mobilização" imprescindível.
É necessário que os objectivos sejam comuns o suficiente para mobilizar e não "lutas de galos", disputas, de grupos, pelo controlo do poder, porque isso só vai prolongar e agravar as nossas desgraças.
Portanto: Valorar a Abstenção...
E quem não tem capacidade, quem não souber, ou não puder, exercer os cargos a bem de todos, de modo a obter o apoio de todos, que se lixe, que se dane, que vá para o inferno, que deixe os cargos para pessoas dignas e idóneas, as mesmas que essa escumalha destrói, agora!
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