2006/07/31

Mais um Massacre!

Até Quando, Meu Deus!

“"O que está acontecendo na Palestina, não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico."
Gandhi

O Destaque das notícias de hoje, dia 2006-07-30:

O ataque aéreo israelita esta madrugada (pouco depois da uma da manhã, apanhando todos a dormir) em Canãa, no Sul do Líbano, matou mais de 60 civis entre os quais 37 crianças e 9 mulheres. O balanço não é definitivo, podendo aumentar o número de vítimas, sob os escombros.

Sobe, assim, para 504 o número de mortos resultantes dos ataques de Israel, durante os últimos 19 dias.

O prédio atingido pelo míssil albergava, inclusive, refugiados vindos duma outra povoação…
Este tem sido o calvário daqueles povos perseguidos por Israel: fugir dum lado para o outro e continuar a fugir (os que sobrevivem a estes massacres premeditados e sistemáticos).

Israel diz que o alvo era uma base de lançamento de mísseis do Hezbollah. José Rodrigues dos Santos disse, em directo, que, chegado ao local pouco depois do ataque, não viu quaisquer vestígios da existência de material de guerra…

Agora eu não tenho dúvidas de que o rapto dos soldados Israelitas foi encenado, encomendado, o que se quiser, para servir de pretexto a mais este rol de crimes de Israel. O verdadeiro objectivo é prosseguir os massacres. Israel também usa aquele procedimento dos USA de "fabricar terroristas" (é para isso que mantem presos uma enorme quantidade de palestinianois, incluindo crianças), para depois cometer todos estes actos de chacina pretextando o terrorismo. Ainda haveremos de concluir, um dia, que alguns desses actos são cometidos por espiões provocadores...

Israel bombardeou, deliberadamente, um prédio cheio de civis?
Nãão?!
Eles nunca seriam capazes duma coisa dessas! Ou seriam? Ou era esse o objectivo desde o início?

Vejamos como os cronistas relatam alguns dos piores momentos deste conflito:

“Entre AS NUMEROSAS ACÇÕES realizadas pelo Irgun (organização armada Israelita) contra as autoridades britânicas, a mais conhecida é o atentado do Hotel King David em Jerusalém, onde estava instalada a administração governamental. A explosão de uma ala do edifício, no dia 22 de Julho de 1946, custou a vida a 91 pessoas, das quais 86 funcionários (britânicos, árabes e judeus).”

“Entre setecentos a novecentos mil palestinos do que se tornou o território de Israel, isto é, a esmagadora maioria da sua população autóctone, encontraram-se na situação de refugiados. Uns fugiram de suas casas aterrorizados com a aproximação das forças judaicas.
O pânico que se abateu sobre a população palestina foi criado, em boa parte, pelos massacres cometidos pelas forças judaicas em vários pontos do país. O mais conhecido é o de Der Yassin, que era então uma aldeia na vizinhança de Jerusalém.
A 9 de Abril de 1948, um comando do Irgun e do Stern entrou em Der Yassin e massacrou mais de cem pessoas, homens, mulheres e crianças; guardando os restantes para serem executados numa aldeia vizinha, com o objectivo de espalhar o terror.
A notícia desse massacre provocou a fuga de cerca de 100.000 pessoas da região de Jerusalém. Outros palestinos foram expulsos à força.
Entre os vários casos conhecidos, os de maiores proporções tiveram lugar em Lida (a atual cidade de Lod) e Ramlé. Uma escaramuça com tropas árabes ocorrida no dia 12 de Julho de 1948 serviu de pretexto ao exército de Israel para uma violenta repressão que custou a vida a 250 pessoas, algumas das quais eram prisioneiros desarmados, assim como para a expulsão de cerca de 70.000 pessoas, algumas das quais já eram refugiadas.”…
A ordem de expulsão foi dada pelo próprio Primeiro-Ministro.”

Nas sociedades humanas, é sabido que: “Onde há opressão há resistência” e, por isso:

“A situação mudou a partir de 1967. O povo palestino voltou a tomar em mãos o seu destino. Por mais que se tenha esforçado por negar a sua existência, Israel teve finalmente que reconhecer o povo palestino não só como povo, mas também como "interlocutor/inimigo" inevitável. Encarnou as aspirações nacionais palestinas a Organização de Libertação da Palestina (OLP)”

O problema de quem comanda os destinos de Israel é que eles não são humanos, são predadores, monstros; por isso ignoram os restantes povos como povos e também ignoram as leis básicas da humanidade. Israel não tem futuro!

Mas a lista interminável dos massacres cometidos por Israel continua:

“No dia 6 de Junho de 1982, Israel invadiu o Líbano com a intenção declarada de expulsar de lá a OLP. bombardeou Beirute durante dois meses. Saldo: 12 mil mortos libaneses.
Nos termos de um cessar-fogo negociado sob a égide dos U.S., as forças da OLP foram evacuadas do Líbano entre 10 e 13 de Setembro desse ano, mudando-se a sua chefia para Tunes.

Foi então que se deram os massacres de Sabra e de Chatila. O exército de Israel ocupou a parte ocidental de Beirute. No dia 16, enquanto os soldados israelitas cercavam os campos e “assistiam” aos massacres…milícias falangistas cristãs entraram nos campos de refugiados palestinianos de Sabra e Chatila e violaram e mataram tudo o que mexesse. Numa orgia de sangue, liquidaram mais de dois mil civis, quase todos mulheres e crianças. Israel, com especial empenho do ministro da Defesa de então, Ariel Sharon, deu o seu gracioso patrocínio, também na execução da matança. Iluminou os alvos e usou os seus «bulldozers» para abrir as necessárias valas comuns.

Depois, para “apagar” as pistas:

“"O líder de extrema direita Elie Hobeika, chefe das milícias cristãs libanesas, e os seus guarda-costas, morreram a 24 de Janeiro de 2002, vítimas dum atentado com um carro armadilhado. Hobeika foi responsável pelos massacres de Sabra e Chatila em 1982, mas voltou-se contra Israel. O atentado que o vitimou acontece precisamente quando ele se dispunha a testemunhar contra Ariel Sharon, no processo que lhe foi movida na Bélgica, por crimes contra a humanidade. O assassinato, de Hobeika, terá sido uma “operação” conjunta da CIA e da Mossad."

Como vêem, um padrão de comportamento digno de qualquer máfia tenebrosa…

Agora, usando o pretexto, fabricado, do rapto dos soldados, Israel prossegue a sua acção de extermínio e chacina, com a complacência, como sempre, da ONU, da Administração Americana e dos restantes governantes dos restantes países do Mundo. Tanto assim é que o Primeiro Ministro diz que “precisa” de mais oito dias para cumprir os seus objectivos…

Os seus objectivos são os de Sempre: desalojar e chacinar as populações à sua volta!

E Para quê?

O GRANDE pretexto, de meia dúzia de mafiosos, nazis, facínoras, torcionários, que controlam o estado de Israel, para toda esta chacina, para todas estas atrocidades, é:

“O judaísmo conserva a esperança de que um dia todo o povo judaico disperso "regressará" ao que chama "a Terra/País de Israel", onde se reunirá e viverá como nação, observando rigorosa e integralmente a Lei divina. A nação judaica será assim "inteiramente liberta da servidão" das outras nações.
(Mas atenção!): A "redenção de Israel" transbordará, estendendo-se a todos os seres humanos e ao mundo inteiro.”
(Ou seja: estamos todos em perigo).

Porém:
Tudo isso será obra de Deus, não do povo.”

“Para a maioria esmagadora dos rabinos da Europa central e oriental que se encontraram confrontados com ele, o projecto dos sionistas de criar o estado dos judeus, apoiando-se, para isso, nos seus próprios meios políticos, diplomáticos e económicos, era a negação da esperança na "redenção de Israel" por iniciativa e obra exclusivas de Deus. Por isso, condenaram o sionismo como uma manifestação de orgulho, o pecado por excelência.”

O que me pergunto é:

Até quando irá a humanidade permitir que esses facínoras tenham protecção e cumplicidade de todos os restantes governantes do Mundo, dos seus parceiros e aparentados, igualmente infames, que controlam a Administração Americana, da ONU e a complacência das organizações cívicas?

Afinal para que serve a ONU? Para compactuar com tais infâmias?

Israel tem de, no mínimo e de imediato, ser expulso da ONU e sofrer pesadas e rigorosas sanções de todos os países do Mundo… Pois se nem cumpre as resoluções da ONU… Ou a ONU deve desaparecer, porque não cumpre os seus objectivos e ajuda a violá-los, ajuda a aviltar a humanidade.

As pessoas não percebem, mas é o futuro do Mundo (melhor ou pior) que se decide em cada uma dessas vítimas (tanto ali como no Iraque).”

Portanto, eu defendo manifestações e outras formas de pressão, denúncias incluídas, cartas, "emails"... não em frente à embaixada de Israel (o que é um absurdo) mas em frente ao Parlamento, à residência do Primeiro Ministro, às instalações da U.E.

São esses que são responsáveis por nos representar no que concerne às decisões a adoptar para resolução, digna e definitiva, desta questão (e das outras igualmente abjectas, como é o caso da Luta contra o terrorismo, da ocupação do Iraque, também por facínoras, do Afeganistão… do terrorismo dos U.S. e dos serviços secretos e espiões ao seu serviço, por todo o Mundo).

Por isso vos peço, em nome da salvaguarda da nossa dignidade humana, em nome do civismo e também em nome da nossa segurança colectiva:
Divulguem este texto (ou outro que vos pareça esclarecedor) e
ADOPTEM UMA ATITUDE DE DIGNIDADE
,
já que esta gente que nos governa desconhece o que isso seja!

É também para acabar com estas cumplicidades (de gente vil, governantes) por todo o Mundo que eu defendo a valoração da abstenção. Para que os governantes saibam (não possam ignorar) que é aos seus povos que devem fidelidade e lealdade, é a vontade dos seus povos que devem respeitar e não a destes gangsters.

As atrocidades de Israel têm de ser travadas, antes que seja tarde demais!

2006/07/28

Terrorismo E Cumplicidades!

O Estado de Israel é, desde o começa, um “nado-morto”.

É acto de muita estupidez e cretinice imaginar que seja possível criar uma nação da forma como Israel foi criado.
É acto de muita estupidez e cretinice, muita perfídia também, compactuar com a continuação das atrocidades cometidas pelo Estado Terrorista de Israel, como o é o caso dos U.S. e de todos os governantes dos restantes países do Mundo, da ONU, etc.
Israel não tem futuro, porque não reúne condições para o ter, porque o destrói com o seu arrivismo e atrocidades…

Quem ainda não conheça a história da criação do Estado de Israel, leia com atenção este post que publiquei com o título: Israel, A Palestina E O Terrorismo, para onde copiei um excelente texto do Luís, do AspirinaB.

Depois desta leitura, tenham em conta que isto são apenas alguns dos muitos crimes e massacres cometidos por Israel, que se prolongam até hoje, e digam-me se não tenho razão…

Se isto não bastar, comparem o número de mortos dum lado e doutro, deste conflito e digam-me a quem assenta o epíteto de "terroristas". Quer se queira quer não (e em via dos factos), o que se pode concluir é que os palestinianosa se "limitam" a reagir, como podem, aos crimes e prepotências de Israel... consentidas pela comunidade internacional.

Eu tinha de escrever alguma coisa para desabafar a angústia que caracterizei no post anterior. Sucede que, de visita ao “AspirinaB” encontrei um novo post do Luís, a caricaturar as “opiniões”, absurdas, de Vasco Graça Moura.

Lá, escrevi estes comentários que se seguem. Espero que façam sentido, para quem lê, e que se perceba o essencial da minha opinião:
- Que a manutenção daquela situação é da responsabilidade de todos os governantes do Mundo, que não respeitam a opinião dos seus próprios povos, única “entidade” a quem devem fidelidade e lealdade…
- Que os “argumentos” dos que defendem o estado de Israel e seus crimes são um amontoado de falácias sem sentido

Aqui fica a transcrição dos comentários:

“Venho aqui poucas vezes, mas quando venho divirto-me, em grande, a ler estes comentários. Confesso que venho menos vezes porque alguns dos comentários me enojam de tal maneira que perco logo a vontade.
Mas, neste post, impunha-se resistir, devido à importância do tema.

Em primeiro lugar, quanto ao post em si, apesar de eu concordar com a avaliação feita em relação à questão do médio oriente e de concordar, também, que Israel é um estado terrorista (que está a cavar a sua própria ruína) que tem de ser travado, em nome das regras mínimas de civilidade, acho que o post é, também ele, uma mistificação.

Por quê?
Porque se é verdade que se podem considerar de direita (com todos os adjectivos usados) as falácias ditas acerca desta questão, tão grave e alarmante para o futuro da humanidade, não é menos verdade que essas concepções e essas "opções ideológicas" (de direita) estão em reduzida minoria na sociedade ocidental.

No entanto, todos os governos ocidentais (e não só) compactuam com aqueles crimes abomináveis e são cúmplices quer do governo israelita quer da administração americana.
Em nome de quem, afinal?
A comunicação social segue a mesma linha...

E as atitudes nojentas e abjectas de Durão acerca deste assunto, em representação duma Europa onde a esmagadora maioria da população está contra estas infâmias todas?

É por isso que eu defendo a valoração da abstenção.
É que, assim, deixaria de haver espaço para uns (de direita?) colaborarem com essas perfídias e os restantes políticos, incluindo os que se dizem de esquerda, contemporizarem com quem COLABORA, ficando-se pela demagogia cínica, ao invés de exigirem que se respeita a vontade, o querer, os sentimentos e as opiniões das maiorias das populações...
Ou seja, a meu ver, são todos iguais e igualmente cúmplices...

Quanto aos comentários, amigo Jorge, você tem de deixar de ser ingénuo. Então não sabe que, com esse tipo de gente, é "preso por ter cão e preso por não ter"? Por isso eu apago e não me pesa nada na consciência...

Mas veja como "eles" conseguiram desviar o assunto, banalizá-lo, com insultos, achincalhando, introduzindo outras questões marginais ou insignificantes... coisas que não têm nada a ver com o assunto, que não têm nada a ver com a destruição e as mortes que estão a acontecer, AGORA…
São mesmo tácticas de provocadores... As mesmas que são usadas para fomentar e alimentar estes conflitos e outros, com que se pretende desestabilizar as sociedades, criar insegurança, instigar o medo e instalar a confusão... para melhor dominarem o Mundo...
E note que eu sou absolutamente contra qualquer teoria sustentada em maniqueísmos, ou em xenofobias; muito menos em anti... o que quer que seja.

A única coisa que sou é PRÓ democracia, civilização, civismo, paz, respeito pelos povos... Nesta luta cabem todas as pessoas de bem, independentemente das suas características específicas (se as tiverem).”

“Israel é um estado terrorista! Sempre foi!
"Quem semeia ventos colhe tempestades!"
Israel não tem paz, nem nunca terá, (nem tem futuro) porque semeia guerra, genocídio, massacres. Aliás foi assim que desalojou os árabes das terras que hoje ocupa.

Terão o que merecem, cedo ou tarde, porque "nenhuma associação de facínoras sobrevive aos seus crimes". O governo de Israel é uma associação de facínoras e a história não perdoa (nem Deus, graças a Deus!).

Engraçada essa treta dos "de cara tapada". Tu percebes imenso disso...

Curioso é que eu acho que foi "tão conveniente" (sobretudo para a indústria do armamento que tem de ter sempre uma guerra activa) o rapto do tal soldado que até desconfio que foi "serviço" encomendado por Israel (pelo Mossad) a algum dos muitos provocadores infiltrados entre os "fundamentalistas"... Isto se não tiver sido um "inside job", tal como o 11 de Setembro.

Isso dos "inside jobs" já se tornou tão banal, usado e abusado, que já não surpreende ninguém. Já me passou pela cabeça que os sionistas estão, de algum modo, implicados no holocausto. Até porque eles são tão nazis como os nazis e tinham tudo a ganhar...

Para mentes perversas, de facínoras, qualquer pretexto serve para justificar o injustificável... Mas nas notícias que nos obrigam a engolir dá-se SEMPRE destaque às "justificações" de Israel e dos U.S., como se actos infames, como aqueles a que estamos a assistir, fossem justificáveis.

Como vês, aqui a pastar erva, burro mesmo, só existes tu!”

“Passa pela cabeça de alguém de bom-senso que seja legítimo invadir um qualquer território, massacrar os seus ocupantes legítimos (de há séculos), cometer toda a espécie de crimes e de horrores sobre populações indefesas, apenas porque os invasores invocam uma versão tosca e manhosa de "acontecimentos" de há muitos séculos?

Por esse andar ainda virão os árabes reivindicar a posse legítima do Algarve, apenas porque o nome (Algarve) contém (Al) indicativo de que “nasceu” árabe...

Com essa lógica qualquer bando de mafiosos pode, em qualquer altura, engendrar um sofisma qualquer para estabelecer uma base em qualquer lugar da terra, porque em toda a parte se podem invocar semelhantes "argumentos"; é só querer.

No entanto, não pude deixar de verificar, nos próprios textos do imoral "Morais", a confissão de que os ocupantes da palestina têm muito mais probabilidades de serem descendentes de Abraão e Moisés do que os invasores sionistas...
Ou seja: a fundamentação dos mafiosos sionistas é uma falácia, uma conjectura sem sentido, um sofisma.
Mas também não se pode esperar mais de facínoras a tentar "justificar" os seus crimes, as suas atrocidades.

Quem mais mata e chacina, actualmente, no Médio Oriente, é Israel.
E mata quem?
Acaso se pode provar, nalgum tribunal digno desse nome, ou à opinião pública internacional, fora dos lacaios e bandidos do costume, que alguma daquelas vítimas tem responsabilidades, directas ou indirectas, nesta série de baboseiras, usadas pelo próprio imoral "Morais" para defender os facínoras que controlam o estado de Israel?
E cito o próprio:
"Jerusalém e seu Templo, são destruídos pelo general romano Tito, em 70 d.C. Expulsos de seu território, os judeus dispersam-se pelo mundo - a Diáspora Judaica. Em 636, os árabes ocupam a Palestina e possivelmente convertem a maioria de seus habitantes Judeus ao Islamismo, uma nova religião recém-fundada, poucos anos antes, pelo profeta (de origem judaica) Maomé. Após sucessivas invasões, a região é dominada pelos turcos (também recém convertos) e incorporada ao Império Turco-Otomano por longo período"

Está-se mesmo a ver que uma qualquer criança árabe, palestiniana, ou libanesa, já vem, da barriga da sua mãe, com as responsabilidades e as culpas todas dessas patranhas (de Império Romano, árabes da guerra santa, turco-otomano... o que se quiser) e, por isso, merece morrer às mãos daqueles monstros torcionários, os israelitas actuais que, por sua vez, coitados, se têm fartado de sofrer todo o tipo de privações, miséria, fome, por causa das mesmas patranhas (império romano, árabes da guerra santa, turcos-otomanos… o que se quiser)...

Então essa escumalha maldita (os israelitas) não há-de ajustar contas com a história pelas atrocidades e chacinas que comete em nome de (mais uma) impostura sem tamanho?

Mas não se canse, pelo menos aqui, amigo Pacheco, porque está a "dar pérolas a porcos" e a tentar "converter" mafiosos!
Tente convencer um mafioso de que ele não tem o direito de sê-lo!
Sabe qual é a resposta mais provável? É ele (mafioso) puxar por uma arma e ameaçá-lo a si…

Criminosos não se "doutrinam", não se convencem a aceitar as regras da civilização.
Punem-se, com rigor!
Deve ser para isso que servem os Tribunais internacionais e a ONU... Porque se eles (facínoras) fossem doutrináveis não seriam criminosos.

Os governantes de todos e de cada um dos países do Mundo é que têm de ser obrigados a se conformarem com as regras da civilização e deixar de compactuar, de ser cúmplices, destes crimes, porque não foi para isso, bem pelo contrário, que foram votados pelos seus povos, a quem devem fidelidade e lealdade.
Isto tem de passar a ser decidido pelas populações dos diferentes países, devendo os governos conformar-se e actuar de acordo com as decisões dos seus respectivos povos...
É por isso e para isso que eu defendo a valoração da abstenção!”

Em “O Jumento”, deixei este comentário acerca do envio duma Força de Paz para o Líbano:

“Também não concordo com uma força da ONU no terreno, nestas condições, até porque a experiência mostra que, muitas vezes, essas não são "forças de Paz", nem de nada...

Mas a questão essencial, da chacina feita por Israel dos povos vizinhos permanece e agrava-se todos os dias (tal como acontece no Iraque) e isso tem de ser resolvido já.
Os massacrados de hoje, de amanhã e os seguintes não perdoarão que nos entretenhamos a discutir "o sexo dos anjos" enquanto eles são vítimas de crimes de guerra que destroem a nossa condição humana e a civilização...

As pessoas não percebem, mas é o futuro do Mundo (melhor ou pior) que se decide em cada uma dessas vítimas (tanto ali como no Iraque).”

Portanto, eu defendo manifestações e outras formas de pressão, denúncias incluídas, cartas, "emails"... não em frente à embaixada de Israel (o que é um absurdo) mas em frente ao Parlamento, à residência do Primeiro Ministro, às instalações da U.E.
São esses que são responsáveis por nos representar no que concerne às decisões a adoptar para resolução, digna e definitiva, desta questão (e das outras igualmente abjectas).

São apenas desabafos… Mas espero que resulte clara a minha opinião e os meus "porquês".

2006/07/27

Em constante sobressalto!

Já nem me lembro da última vez que dormi e acordei sem o peso desta "núvem negra" de apreensão devida à situação escabrosa que se vive no Mundo imposta pela escumalha de bandidos que nos (des)governa.

Não me lembro de gozar esse sossego a que todos temos direito, de ter confiança no Mundo, na Vida, na Sociedade e em quem governa, como é devido.

Não me lembro de algum momento assim, mas lenbro-me do sombressalto que é (e do nojo que provoca) cada novo bloco de notícias, onde a manipulação é evidente e descarada e onde as piores infâmias e as piores desgraças, que se abatem sobre a humanidade e respectivas vítimas, são apresentados com "pompa e circunstância" anunciados como um qualquer espectáculo...

Não me lembro de algum momento de verdadeiro sossego mas lembro-me de que o degradante e deplorável espectáculo a que me refiro, no parágrafo anterior, é constantemente renovado, com novos factos escabrosos e novos protagonistas (vítimas dum lado e facínoras do outro); como se tudo estivesse programado para ser assim: um "espectáculo" atrás do outro, uma guerra a seguir à outra....
Esta sucessão de ideias leva-me a concluir que o "lobby" com maior sucesso comercial, com o marketing mais eficiente é o do da indústria do armamento...

Há, certamente (porque não faz sentido que seja doutro modo) uma estratégia destruidora por detrás disto tudo. Uma estratégia destruidora que ameaça a sobrevivência da própria espécie, mas que ameaça, sobretudo, a civilização...

Mas a eficiência do marketing da insdústria de armamento é supreendente. Não sei se essa gente terá noção dos perigos que todos corremos, talvez não (eles são loucos), mas enquanto isto dura, e pelo tempo que durar, eles estão "em grande". É espantoso!

Dada a sucessão, metódica e organizada, dos conflitos armados, por todo o Mundo, chego a pensar que se trata apenas das "campanhas de marketing" da insdústria de armamento.

Eu sei que isto é uma visão muito simplista; que a coisa é muito mais complexa, que há muitos interesses em jogo, todos tenebrosos; que eles são todos crimminosos loucos e sem noção de limite; mas visto assim superficialmente, mecanicisticamente, é o que parece: campanha de marketing, continua, da indústria do armamento...

Uma outra "indústria" que muito lucra com estas infâmias é a indústria das viagens...

Os governantes e as diversas personalidades afins fartam-se de viajar, à conta dessas calamidades cujas vítimas inocentes crescem todos os dias, para se juntarem em "conferências" de cinismo e perfídia, de hipocrisia, fingindo se preocuparem e empenharem em soluções, como forma de enganarem os cidadãos que os sustentam e os elegeram como se fossem gente digna, em suma, para nos enganarem.

Juntam-se em bacanais de cinismo e hipocrisia, rotulados de "conferências", mesmo sabendo eles (e sabendo nós, por reflexo condicionado) que um conflito armado e respectivas vítimas não terá fim enquanto outro não estiver na forja, em adiantado estado de preparação, para lhe suceder.
Tem sido assim desde há muitas décadas...

Vem tudo isto a propósito da actual crise do conflito no Médio Oriente, onde o Estado terrorista de Israel, mais uma vez engendrou um pretexto para chacinar os povos à sua volta, como vem fazendo desde o início... enquanto "a comunidade internacional" se diverte a assistir e a conjecturar sobre "o tema".