2006/12/21

Que Boa Notícia!

No intervalo das frustrações e indignações mencionadas nos textos anteriores estamos vivendo, por aqui, uma euforia tal que nem cabemos no vestuário.

Porquê? Porquê? Perguntarão os meus amigos.

Ora, é evidente!

Porque, finalmente, o nosso esforço foi “reconhecido” e temos 0% da honra de fazermos parte da “Personalidade do Ano de 2006”, segundo os critérios da Revista “Time”.

Dizem as más-línguas que essa enorme honra (de cuja cada um de nós tem 0%, mesmo arredondando à milésima) nos foi concedida porque, na votação, via Internet, os "escolhidos" foram:
“o presidente Hugo Chávez liderava as preferências do público com 35 por cento dos votos. Seguía-se Mahomoud Ahmadinejad com 21 %”…

Tivesse aparecido, em lugar de destaque, algum bandido ou facínora como Rumsfeld, Bush, Henry Kissinger, ou outro do mesmo quilate e lá se ia a nossa distinção...

Portanto, segundo os insondáveis critérios da Time, se os internautas elegem pessoas que a Time não quer reconhecer, distribui-se “a honra” pelos mesmos internautas e assim “a coisa” fica mais equilibrada e a “derrota” dos seus próprios critérios e das campanhas de desinformação, manipulação, calúnias e demagogia são menos evidentes.

Talvez assim, com esse golpe de demagogia barata, “passando a mão pelo lombo” desses malvados que teimam em não se deixar manipular, se consiga “amansar” essa gente… obtendo uma moratória para afinar a estratégia da desinformação, substituir algumas peças e atacar de novo.

Desiludam-se os facínoras que pretendem dominar o Mundo e os seus lacaios da propaganda. Essa vossa viagem a caminho da derrota não tem retorno! É o preço, inevitável, que terão de pagar por todas as infâmias e patifarias que têm cometido ou consentido; por todas as mentiras que têm inventado ou difundido; por todos os crimes e atrocidades que têm silenciado, ocultado ou “justificado”… com mentiras, óbvias.

Só gente louca e muito pérfida não percebe que todas as infâmias têm um preço elevado.

Por mais que a censura e terrorismo psicológico se esganice na propaganda nazi e na protecção e justificação das atrocidades e infâmias dos “senhores do Mundo”, “eles” irão continuar a confrontar-se com a realidade da vontade dos povos e dos cidadãos, ao virar de cada esquina, até que não lhes seja possível continuar a ignorar e prosseguir com os seus crimes.

Veremos até onde vai a falta de vergonha e a inconsciência dessa gentalha, e a sua teimosia obstinada e louca, na continuação das guerras, infâmias e banditismo, contra a vontade dos povos e a opinião pública Mundial. Será que vamos ter de lhes aumentar o preço?

Mas, tirando essas "insignificâncias", estamos muito "inchados" por fazermos parte da “personalidade do ano de 2006”…

Porém, pergunta a minha "ingenuidade": será que essa distinção nos vai permitir exigir e obter o respeito mínimo devido a cada cidadão (e respectivas opiniões)?

2006/12/20

Para Além da Saturação!

No texto anterior falou-se de “lugares-comuns”.
Neste iremos falar de “patifarias-comuns”. Tão comuns que já ultrapassaram a fase de “até à saturação”, já vão muito para além da saturação, já atingiram a fase da desesperação (nossa, é claro), com efeitos devastadores para a civilização e a sociedade (que assim está cada vez mais desumanizada).

Iniciou-se, hoje, uma greve de zelo dos pilotos da aviação civil, em luta contra o aumento da idade da reforma dos sessenta para os sessenta e cinco anos. Anteontem, dois dos blocos noticiosos da rádio do serviço público abriram com a afirmação de que o responsável máximo do Sindicato dos pilotos reconhecia razão ao Ministro quando este afirmou que os pilotos portugueses se reformavam aos sessenta anos mas iam, depois, voar para companhias estrangeiras…

Num desses noticiários foi dito que “MUITOS” pilotos vão voar para o estrangeiro quando se reformam.

Porém, ouvindo com atenção as palavras do responsável do Sindicato, percebe-se (e ele o afirma) que se limita a reconhecer a existência de casos, ISOLADOS, de pilotos que vão voar para o estrangeiro depois dos sessenta.

As palavras do Ministro, por si sós, já consubstanciam o crime de injúria e calúnia a toda uma classe, servindo-se de exemplos isolados.
É assim como se se desse o caso de viver um corrupto no seu prédio e a polícia tivesse o direito de o prender, a si, porque faz parte do grupo das pessoas que vivem num prédio onde existe um corrupto.
E o que dizer da perfídia de quem afirma, a abrir um bloco noticioso que “MUITOS pilotos vão voar para o Estrangeiro após os sessenta anos”? Não é engano! Garanto-vos que foi isso que eu ouvi.

Os passageiros dos aviões até se devem sentir muito “confortáveis” com uma “cabine” transformada em “brigada do reumático”, por imposição de lei resultante da perfídia e patifaria, gansgterismo, dum qualquer governo.

Depois, atentando melhor (e em outros noticiários que, embora mantendo o tom injurioso, desenvolveram a notícia) percebeu-se que, afinal, são raras as companhias que permitem pilotos ao serviço com mais de sessenta anos; e ainda que, na Europa, sendo aprovada a lei em causa, Portugal será o PRIMEIRO País onde é possível pilotar com mais de sessenta anos…

Isto é apenas um exemplo de comportamento vil e desonesto dos governantes, que não hesitam em injuriarem uma qualquer classe profissional ou social, para “demonstrarem” a “bondade” das suas pérfidas medidas, numa espécie de linchamento público de cada um desses conjuntos de cidadãos, bem à maneira característica dos nazis.

Este é apenas um pequeno exemplo dos muitos que se repetem, todos os dias. A ponto de já evitar os blocos noticiosos (e os outros programas também), porque só servem para irritar.
E a trabalheira que é tentar perceber, de todas as patranhas e mentiras ou encenações que nos apresentam, quais as que têm um mínimo de verosimilhança e escapam ao rol das puras mentiras, elemento mais comum?

Fiquem Bem e tenham Boas Festas… se puderem!

Possível é; e também é necessário! Mas há muita “gente poderosa” a fazer todos os esforços para nos impedirem de sermos felizes, de termos paz, tranquilidade, dignidade colectiva…

Nota: É para acabar com todas estas patifarias que eu defendo A VALORAÇÃO DA ABSTENÇÃO… Para acabar com a cumplicidade dos deputados nesta pouca vergonha porque, sem essa cumplicidade, isto não poderia acontecer.

2006/12/19

O Porquê Desta Longa Ausência.

Em primeiro lugar venho pedir desculpa aos que me lêem, porque outros afazeres me têm dificultado a tarefa de conseguir coordenar adequadamente o tempo, de modo a actualizar estes meus escritos com a regularidade que se justifica.

Desse facto resulta que os acontecimentos se vão sucedendo, todos os dias, repetindo-se os absurdos e as perfídias cujos comentários perdem oportunidade.
Mas, apesar desta repetição demolidora para a sociedade e para a humanidade, dos absurdos e das perfídias, ainda há quem venha aqui sugerir o seguinte:
“devias mudar de estilo... este está muito repetitivo... a começar pela repetição, até à exaustão, dos mesmos lugares-comuns que encontramos em todos os posts...”

Isto levanta várias questões:
- Outro estilo seria, muito provavelmente, OUTRA pessoa… Mas não! Sou eu, ainda e sempre.
- Lugares comuns?! Cadê eles?
Lugares comuns são, por definição, coisas que toda a gente diz do mesmo modo e com o mesmo significado, HÁ MUITO TEMPO, sem evolução nem aperfeiçoamento; frases que se tornaram vulgares, comuns e que vão perdendo o significado. Há até quem defina “lugar-comum” como “estrutura frásica fossilizada”.

Pois bem o meu “Lugar-comum” mais comum (o que aparece na maior parte dos textos, mais recentemente porque não foi sempre assim) é a VALORAÇÃO DA ABSTENÇÃO.
Se já ascendeu à condição de lugar-comum eu gostaria muito que os meus amigos me enumerassem a quantidade de escritos, de pessoas e de lugares que já repetiram (quantas vezes) esse “lugar-comum”.

Basta fazer uma pesquisa no google para comprovar o que digo. A pesquisa genérica dá 17 mil resultados… mas a maioria deles nada tem que ver com este tema.
Se se restringir a pesquisa a “frase exacta: valoração da abstenção” são encontrados 493 resultados, dos quais são listados, apenas, 51 resultados.
E, adivinhem!
Desses 51 resultados apenas 3, repito (três) não são de minha autoria.
Lugar-comum? Nunca vi “lugar-comum” mais incomum…
Portanto, um “lugar-comum” que é comum só aqui, não é comum…

Quanto ao resto, admito que existam, nos meus escritos, alguns “lugares-comuns”, daqueles que são usados demagogicamente, por toda a gente, distorcendo o significado, ou esvaziando o significado… Mas as palavras têm o significado que têm e não iremos nós (eu) deixar de as usar com o seu real significado, apenas porque outros se pretendem apropriar delas para outros objectivos perversos.

Tendo em conta que o que aqui se diz pretende caracterizar, de forma objectiva, a situação do País e do Mundo, para fundamentar o porquê das propostas de alterações apresentadas, com vista à resolução dos problemas, se as PROPOSTAS não são comuns e são bem concretas, não se aplica a definição de “lugar-comum”.
“Regressar a casa” também é um “lugar-comum”, mas as pessoas não deixam de dizer que regressam a casa quando o fazem.

Concluindo: Se, ao fim de todo este esforço de repetição, de insistência, ainda há alguém que vem aqui reclamar dos “lugares-comuns” e assim demonstrar que não percebeu as ideias e propostas e a sua importância, mais se justifica insistir.

Mas, fiquem descansados! Também não é por perder tempo à procura dum novo estilo, ou de fugir aos “lugares-comuns” que eu tenho falhado na actualização deste blog.

Talvez seja, mais, por este meu defeito de escrever muito…

Quanto ao autor do comentário sugiro-lhe que crie o seu próprio blog, com o estilo que mais lhe agrada. É o máximo que posso fazer por si.
E quando a questão da valoração da abstenção se transformar em “lugar-comum” (referida em todos os lugares) não se esqueça de me avisar, que lhe agradeço muito.

Boas Festas para todos!

(Embora eu tencione voltar ainda antes do Natal).


E, para não variar:

Neste blog luta-se contra este sistema eleitoral vigarista, pela VALORAÇÃO DA ABSTENÇÃO, para acabar com o domínio dos políticos perversos, mentirosos e corruptos, para que seja inevitável colocar as pessoas certas nos lugares certos, única via para resolver os nossos magnos problemas