2013/11/14

Quem São e o que Pensam os "Nossos" Juízes e Procuradores.

O Que Revelam as Opções Políticas (Filosóficas e Socias) Dos "Nossos" Juízes e Procuradores



Como toda a gente saberá, certamente, por aqui, esta foto documento uma das lesões que me resultaram duma torpe, infame, agressão policial, ocorrida num elevador do edifício dos Tribunais Criminais do "Campus da (in)Justiça". A agressão aconteceu no dia que antecedeu a inauguração oficial daquele antro de perfídia. Eu tenho 64 anos e estava presa; são duas agravantes... A agressão, como é óbvio, tinha Garantia prévia de impunidade; e ficou impune... até hoje, enquanto que eu continuo a ser perseguida: o Ministério Público INVENTA processos contra mim, do nada.
Toda a perseguição que me tem sido movida se prende com o desenrolar do processo Casa Pia. Para uma e outra coisa (o Processo Casa Pia e esta perseguição de que sou alvo) faltam, na sociedade e nas análises que se fazem por aí, respostas coerentes e objectivas que "expliquem" como é possível a concretização de actos tão torpes...

A descrição dos dados da análise do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que se reproduz aqui em baixo foi obtida, "copy/paste", do artigo do semanário "Expresso" cujo link veio associado e se encontra no fim da transcrição.

Vejamos então o que revelam estes dados:

Em termos de Opções Políticas, (35,4 + 23 + 0,9=) 59,3% dos juízes dizem ser do "Centro", do "Centro-direirta" ou da "extrema-direita"...

Na sociedade (tomando por base os mais recentes resultados eleitorais) temos:

- 8,7% PSD
- 4,0% PSD/CDS
- 1,6% CDS
Total 14,3%...

Enfim, sejamos "generosos" e somemos mais 5 pontos percentuais (para as possíveis "distorções" decorrentes das inexactidões dos cadernos eleitorais e para a extrema-direita que não aparece nos resultados consultados). O resultado seria: 19,3% para os "centros" e a direita

Reparem bem na distância (e no tipo de distância) existente entre as opiniões dos cidadãos e as dos "nossos" magistrados:
Entre os magistrados judiciais as opções mais à direita chegam quase aos 60%; enquanto que, entre a população, essas opções chegam quase aos... 20%

Entre os magistrados do Ministério Público a situação é semelhante, para pior; as opções especificadas somam (33,2 + 19,7 + 6,7 + 0,8=) 60,4%... mas 6,7% dos procuradores assumem-se "de direita". Os juízes são mais discretos ou mais hipócritas?

Portanto, tudo o que esta gente diz sobre "agilizar" a justiça; sobre a "independência" (ninguém consegue ser independente das suas próprias concepções políticas, filosóficas e sociais), etc. tem de ser entendido na óptica da "reaccionarice" próprias das suas opções política e das suas actuações. Não tenham ilusões nem esperem mudanças para melhor.

Se os critérios de selecção e colocação destes "profissionais" não estivessem "inquinados" pelos compadrios, tráfico de influências, favorecimentos e afins (pela formação também?), o que seria de esperar era que as suas opções políticas fossem semelhantes às da sociedade...

Porém, estas constatações nem surpreendem. A situação resulta do facto de a "revolução" de Abril ter parado às portas dos tribunais, das repartições públicas, etc. deixando os mesmos reaccionários do "antigamente" nos mesmos cargos... donde estes e os seus "capangas" trataram de se apropriar de tudo... seleccionando os seus "semelhantes" para acesso aos cargos que controlam, como forma de se "reproduzirem" e de garantirem o êxito das suas concepções políticas. O facto (cujas consequências estamos a penar agora) diz muito, também, da falta de "qualidade" dos políticos, INCLUINDO os que "se chegaram à frente" logo após o 25 de Abril. São todos iguais! Esse é o nosso verdadeiro drama.

Nós iremos relacionar aqui, brevemente, (espero) um conjunto de situações reais que comprovam que as nossas instituições NÃO cumprem as leis, nem a constituição, nem nada; cada um faz o que quer e nem adianta reclamar; só serve para perder tempo.

Mas, no que concerne à magistratura, a questão, actualmente, é muito mais grave:
Temos vindo a assistir, ao longo das últimas décadas, ao recrudescer da apropriação de "competências" e de poder, sem limite e sem controlo externo, por parte da magistratura, que assim se furta (com a cumplicidade criminosa dos políticos) a qualquer controlo democrático. O "poder" dos juízes vem directamente de Deus (ou de algum diabo, como veremos aqui)... como convém às suas concepções reaccionárias. Qual democracia qual o quê? A "democracia" (se alguma existisse) fica à porta do Tribunal; lá dentro reina a tirania própria da governação da "direita".

A situação, dentro das repartições públicas, é semelhante. De tal maneira que, actualmente, ninguém cumpre as leis; nem sequer os do sector da justiça incluindo os Tribunais. O controlo dos sectores mais reaccionários da sociedade sobre as nossas instituições é total. E é isso mesmo (e só isso) que explica o "êxito" daquela conspiração monstruosa que foi e é o "Processo Casa Pia".

Os actos de banditismo da justiça (de cujos um deles está documentado na foto acima) vêm de longa data e têm vitimado uma grande quantidade de cidadãos; e, tal como se vê no Processo Casa Pia (e também no meu caso) a justiça portuguesa não sabe, não pode (é contra os conceitos reaccionários dos seus agentes), nem quer corrigir os seus erros... porque não se trata de erros mas de actos criminosos propositados e com objectivos definidos...

O Processo Casa Pia (eu disse-o desde o início) cumpriu vários objectivos todos eles conspirativos e reaccionários (vamos apenas referir alguns, os mais importantes e ignorados, porque outros já têm sido referidos por aí):
1 - Por um lado (é óbvio e toda a gente o reconhece), pretendeu minar as bases do PS (o partido mais votado), sendo que esse objectivo (e vários outros que referiremos) já vinha sendo preparado desde o século passado pelo SIS (outro antro de conspiradores e reaccionários). Se não vejamos: 

.../.../...
"Uma brigada da PJ, chefiada por Ana Paula, descobre criminalidade pedófila, no Parque Eduardo VII e nos Jerónimos, com envolvimento, preponderante, de alunos da Casa Pia, de várias idades. A actual coordenadora de investigação criminal, Rosa Mota, tentou parar a investigação, dizendo, a Ana Paula, que era uma questão “muito perigosa”. Esta, no entanto, continuou; e organizou um ficheiro dos miúdos. Repare-se que, neste ano, já Pedro Strecht “acompanhava” os alunos da Casa Pia. Os miúdos mostraram casas no Restelo, Cascais e Coruche. Um deputado europeu foi apanhado em flagrante (Eurico de Melo - PSD). Ana Paula recebeu “ordens” para “esquecer o sujeito”. Não obedeceu totalmente e, como consequência, os elementos que trabalhavam com ela foram perseguidos, acabando por pedir transferência. Mesmo assim, Ana Paula ainda descobriu muito, de muitas figuras, e também filmes domésticos. Foi afastada da Brigada e “posta na prateleira”. 
Quatro ou cinco anos mais tarde, (na viragem do século, portanto) foi “apertada” pelo Dr. Rui Pereira, Director do SIS, e pelo chefe Basílio, também do SIS, que queriam “informações” sobre o caso dos miúdos. Basílio queria elaborar um dossier que estabelecesse a ligação entre políticos do PS, figuras ligadas a esse partido, e a homossexualidade. Ele, e colaboradores, andaram a entrevistar miúdos e adolescentes, nas zonas de prostituição masculina e nas cadeias."
.../.../...

Isto que se transcreve acima foi extraído deste documento: "A denúncias do Muito Mentiroso".

Conclui-se que o "Processo Casa Pia" materializa uma conspiração, com várias vertentes, que vinha sendo preparada desde há muito. NADA, no "Processo Casa Pia", aconteceu por acaso...

Como se pode ver, quanto ao deputado europeu (Eurico de Melo - PSD) a questão era "muito perigosa"... e chegaram a ser invocados, pelo SIS, "razões de Estado" e "segredo de Estado" para proteger este e outros sujeitos doutros partidos (e da magistratura também) que não fossem do PS (como no caso do atelier de Lagoa Henriques)... mas, o mesmo SIS queria "elaborar um dossier" para tramar o PS, ainda no século passado.

A desmoralização do PS, como forma de reduzir a sua expressão eleitoral e permitir "a tomada do poder" pelos da direita foi apenas uma das vertentes da conspiração (que até contou com apoios dentro do próprio PS - porque Sócrates tinha sido um dos "eleitos" para as reuniões do Bilderberg?).

2 - Por outro lado
Documentos internacionais, publicados online, sobre a estratégia dos neo-cons para dominarem o Mundo, "oferecem" outras explicações que "justificam" o envolvimento de Carlos Cruz (e as perseguições a Isaltino, por exemplo). Segundo essas denúncias, o grupo Bilderberg (cujo representante máximo conhecido, em Portugal, é Pinto Balsemão) usa as mesmas estratégias dos neo-cons que são coerentes com os objectivos conspirativos perceptíveis, do Processo Casa Pia.

Mas este tipo de conspirações são mesmo assim. Garante-se o êxito através de conluios. Depois de iniciado o Processo, cada grupo mafioso "tirou a sua casquinha", como convém. É por isso que se faz referência, frequentemente, nos raros textos que abordam o Processo deste ponto de vista, aos interesses ou objectivos deste ou daquele grupo ou personalidade. É caso para dizer que, nesses textos, se "vê a árvore mas não a floresta". 

O certo é que esse objectivo mais vasto (de desmoralização da sociedade através da aniquilação das pessoas que tenham prestígio) permanece inalterável e tem tido êxito total como o demonstra a nossa tenebrosa situação actual e a incapacidade da sociedade para reagir.

3 - Mas vamos à "parte de leão" dos objectivos desta conspiração: O Processo Casa Pia:

A magistratura, por um lado, e a comunicação social, por outro, ficaram com "a parte de leão" dos resultados pérfidos da conspiração, sem que isso belisque, bem pelo contrário, os objectivos e interesses já descritos. Aliás, é nesse ambiente de ausência de lei e de segurança, de arbítrio, de poder absoluto, de controlo mental das pessoas através da intoxicação da propaganda (nazi), que se concretizam plenamente os objectivos da conspiração mais vasta, enunciada.

Quanto à magistratura, depois do "Processo Casa Pia", onde cometeu toda a espécie de actos de banditismo, impunemente e às claras, instalou-se definitivamente o arbítrio, a prepotência, o compadrio, o tráfico de influências, a troca de favores entre todos os "eleitos" sejam eles de que quadrante forem (político, empresarial, máfias  vulgarmente designadas "sociedades secretas", etc.), tudo sem limites... tal como o próprio processo casa pia.

Portanto, os senhores magistrados "consolidaram" um poder absoluto e discricionário sobre a sociedade, que está acima do poder político, "governando" em nome de forças políticas (das suas convicções) que nunca chegariam nem chegarão ao poder através do voto... a isto chama-se: conspiração.

Entretanto, os políticos são achincalhados na praça pública como forma de manter um poder "eleito" frágil e nas mãos de falhados* que podem "ser lançados ao lixo" a qualquer momento sem que alguém levante um dedo para os defender.

* Nota: 
Passos coelho é um ex(?)-toxicodependente com um historial arrepiante em termos de violência doméstica; Cavaco Silva tem alzheimer (diagnosticado há cerca de 11 anos, segundo fonte fidedigna) e é "protagonista" nos escândalos que todos conhecem, nomeadamente o do BPN.

As "vantagens" conseguidas pela magistratura vão ser "sol de pouca dura". A cretinice é a característica dominante de todos os reaccionários. Os magistrados também irão ser arrastados na voragem dos interesses que agora ajudam a consolidar na sociedade através das suas patifarias. Já aconteceu a outros e estes, os magistrados, também já começam a pagar o preço... mas ainda é apenas o começo.

Entretanto, não adianta o cidadão que seja lixado reclamar, recorrer, nada; como se vê no Processo Casa Pia. A ignomínia é quem mais ordena nos nossos tribunais e outros departamentos da justiça, favorecendo os amigos "criminosos" e perseguindo as pessoas de bem. Tudo às claras, como convém e como decorre do processo Casa Pia... e doutros processos igualmente perversos que mandaram inocentes para a cadeia, que continuam presos apesar de "toda a gente" saber que estão inocentes .

Quanto à comunicação social, o Processo Casa Pia serviu para testar o que de infame é possível fazer na nossa sociedade, às claras, à vista de todos, contando com o controlo mental das pessoas conseguido através da comunicação social e da intoxicação com as notícias inventadas e falsas... e as falsas "violações do segredo de justiça"...

Também estes (da comunicação social), coitados, só serão importantes" e "poderosos" enquanto forem "lacaios dóceis"... e enquanto forem úteis e necessários; situação que não vai durar para sempre...

A crise, na sua voragem, arrastará tudo e todos. Para eles é bem feito porque são os principais culpados da crise (a começar pela de valores que é o que gera todos os outros problemas)... O Pior é que, antes deles terem o que merecem, muita gente vai sofrer horrores, incluindo crianças...

Os "investigadores" já foram para o lixo... os outros irão a seguir, cada um a seu tempo. Ainda hão-de precisar de nós...


A seguir a transcrição da análise (estudo) referida acima:

.../.../...
.../.../...
Mais de metade (57,8 por cento) dos magistrados inquiridos numa análise do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, defende ser necessário agilizar a administração da justiça e simplificar os procedimentos.
O estudo, subordinado ao tema "Quem são os nossos magistrados?" e ao qual responderam 574 magistrados (judiciais e do Ministério Público) e que será hoje apresentado, revela que a segunda prioridade indicada (9,7%) para a reforma do sistema é a reorganização do mapa judiciário.
"Dotar os órgãos de justiça de meios de registo, transmissão e processamento de dados" surge em terceiro lugar nas reformas pretendidas, com 8,7% das respostas, seguido da opção "melhorar a remuneração dos profissionais na área da justiça", com 6,4%.
Os inquiridos consideram igualmente importante aumentar o número de magistrados do Ministério Público e de juízes de primeira instância.
(...)

Sobre a evolução que se sentiu nos últimos dez anos, 32,6% dos inquiridos consideram que, relativamente à independência no exercício profissional, a situação "tem piorado", enquanto 8,8% dizem que "tem melhorado" e mais de metade (51,2%) acha que "tem permanecido igual".

Ordenado e prestígio têm "piorado muito"


Relativamente à remuneração, 61,1 por cento garantem que "tem piorado muito" e 33 por cento que "tem piorado". Apenas 3,6 por cento das respostas referem que "tem permanecido igual".
Relativamente ao "prestígio na sociedade" da profissão, 52,5 por cento entendem que "tem piorado muito" e 42,5 por cento que "tem piorado", enquanto 4,8% dizem que "tem permanecido igual".
Uma larga percentagem (59,3 por cento) dos magistrados concorda que a actividade "gera stress profissional" e 42 por cento acham que "o volume de trabalho é excessivo".
Um total de 38,6 por cento admite que "tem, por vezes, uma relação emocional com os casos que deve decidir" e 53,3 por cento declaram-se "motivados no exercício da profissão".
Questionados sobre a sua orientação política, 35,4 por cento dos juízes declararam ser do "centro" e 23 por cento do "centro-direita", enquanto 23,9 dizem ser do "centro-esquerda" e 10,6 de "esquerda". De extrema-direita surge uma percentagem de 0,9 por cento.
O "centro" também preenche a maior fatia da orientação política dos magistrados do Ministério Público, com 33,2% das respostas, seguido do "centro-esquerda", com 26,1 por cento, e do "centro-direita", com 19,7 por cento. A "direita" obtém 6,7 por cento das respostas e a extrema-esquerda 3,4 por cento. A extrema direita não ultrapassa os 0,8 por cento.
A amostra do estudo é composta por 574 respostas, das quais 343 foram dadas por magistrados do MP, 151 por juízes e 80 por "desconhecidos".
O estudo, da autoria de António Casimiro Ferreira (coordenador), João Paulo Dia, Conceição Gomes, Madalena Duarte, Paula Fernando e Alfredo Campos, é hoje apresentado no seminário "Quem são os nossos magistrados? Caracterização profissional dos juízes e magistrados do Ministério Público em Portugal", em Lisboa.

.../.../...


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/maioria-dos-magistrados-descontente-com-salarios=f831416#ixzz2kdkQlx7A



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2013/11/01

Casa Pia, Origem Meio e Fim (Epílogo) do Mega Processo Judicial




A Flor da Datura Estramónio, a tal planta do "soro da verdade". Esta flor dura apenas um dia e eu nunca a vi aberta. Esta parece que sorriu só para a fotografia...


Casa Pia, Os objectivos do Mega Processo Judicial 

Isto que transcrevo aqui em Baixo é o comentário que deixei neste texto (ficou a aguardar moderação):

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Oh "Verdade"se você agora pode falar porque é que teima em nada dizer? ("verdade" é o "user" dum dos comentadores)
Paulo! Apoiado... Venham os nomes dos "clientes" destes "meninos". Eu ajudo! E basta fazer "copy/paste":

.../.../...
"Segundo o CM, na edição de 13 de Setembro de 2003, a secreta portuguesa, Serviço de Informações e Segurança (SIS), investigou, em 1997, as redes de pedofilia em Portugal, tendo classificado o assunto como de "alta importância", pelo alegado envolvimento de figuras públicas com prostitutos do Parque Eduardo VII, em Lisboa, a maioria dos quais ex-casapianos.
Alguns seriam figuras conhecidas dos jovens prostitutos que esperavam clientes debaixo dos candeeiros do Parque Eduardo VII. Um deles (Paulo Portas) era conhecido como Catherine Deneuve por trazer sempre uma cabeleira loura no carro.

A jornalista Felícia Cabrita mencionou, no seu depoimento, o relatório do SIS sobre pedofilia em Portugal, no qual são referidos nomes como os antigos ministros André Gonçalves Pereira, Eurico de Melo, Luís Filipe Pereira, Paulo Portas, Valente de Oliveira, os diplomatas António Monteiro, Brito e Cunha e Leonardo Mathias, além dum almirante chamado João Quintela."
.../.../...

Ainda ficou de fora deste conjunto o nome do cunhado do então Procurador Geral da República, Rui D'Orey Soares Franco(1), que foi a "moeda de troca" que obrigou o tal Procurador a "alinhar"...
Falta também o nome do Juiz Caramelo e doutros juízes, sendo certo que uma dessas histórias (dum juiz da Boa-Hora, mas sem o nome do dito) me foi contada, ainda no século passado, por uma empregada duma loja do "Espaço Chiado", onde esse Juiz se encontrava regularmente com os "rapazinhos"...

Recordo que existiram vários processos relacionados, tendo sido condenados mais 14 indivíduos, sendo certo que, num desses casos, o julgamento foi igualmente surreal.
Como este processo levantou muita poeira e ameaçava não cumprir uma das suas missões que era garantir impunidade e anonimato a todas essas figuras "importantes" de cujas se referem aqui alguns nomes, existiu também o chamado "Processo do Parque Eduardo VII".

Nesse Processo foram acusados e condenados os seguintes indivíduos (façamos "copy/paste" novamente): "Além de Pedro Inverno, há mais dez arguidos Vítor Messing Ribeiro (médico), Fernando Couto (tradutor), César dos Santos (comerciante), Jon Janssen (empresário), Augusto Pipo (pedreiro), António Nogueira (desempregado), José Silva (cozinheiro), João Alves (electricista) e João Pires (economista)." (há mais 10 mas aqui estão só 9...) falta o Pedro Bustorff?

Como se vê, novamente a arraia miúda, apenas... Dos tais nomes protegidos pelo SIS, nada.

Mas houve mais um Processo: o do atelier do escultor Lagoa Henriques.
Veja-se a "discrição" de Felícia Cabrita neste caso e compare-se com a forma desbragada como se referiu aos condenados do Processo Casa Pia desde o início...

E aqui o SIS voltou a "fazer das suas". Tomem nota (e vamos no "copy/paste" mais uma vez):

"Falta ainda saber que instalações de órgãos de soberania, na zona da Ajuda e Belém, foram usadas para violar crianças. Resta ainda saber – mas aí eu creio que os serviços secretos não o vão permitir – por que é que o SIS invadiu e retirou fotos e filmes de um ateliê  junto ao Padrão dos Descobrimentos, pertencente a um arquitecto já falecido, frequentado por artistas e gente conhecida, dizendo ao Ministério Público que ali não se mexia por que era segredo de Estado. Porquê? Que misteriosas altas personalidades frequentavam essa casa e cometeram abusos sobre crianças?"
( nota do crimedigoeu: trata-se da Casa-Museu Lagoa Henriques, na zona de Belém – onde este escultor residiu e que serviu de ateliê ao escultor Carlos Amado, que foi visado pelas denúncias investigadas pelo MP).

Isto que acabei de transcrever é parte duma entrevista a Pedro Namora que, coitado, não vê um boi ou então tem também "o rabo preso" para dizer o que diz sobre o "Processo Casa Pia".. se calhar devia mudar de tratamento porque o que faz não está a resultar e tolda-lhe o entendimento e o raciocínio...

O único acusado, neste Processo (do atelier de Lagoa Henriques e Carlos Amado) foi António Silva. Os escultores a quem o atelier pertenceu já tinham morrido... Este António Silva foi acusado de violar um miúdo, no atelier EM 2007... O miúdo violado era levado ao atelier (e drogado) por um monitor da Casa Pia que também levava o violador à Casa Pia permitindo-lhe "acesso" ao miúdo... Mas não aconteceu nada a este monitor...
Recordo e sublinho que o processo Casa Pia entrou na sua fase aguda (com prisões, etc.) em Janeiro de 2003. Claro! Com os "bodes expiatórios" na cadeia ou no banco dos réus estes pedófilos (e outros) sentiam-se mais do que protegidos... e foram porque, quando chegou a altura das buscas (que a Felícia Cabrita diz não terem existido) o SIS veio invocar "segredo de Estado"... de qual estado? Do estado de descalabro a que isto chegou, certamente. Segredo de Estado, em democracia. estando em causa uma coisa tão grave???
E "tenho dito" porque já escrevi demais. É só para "responder" aos provocadores do costume, que "abundam" por aí, nos comentários, para que saibam que a "intoxicação" deles já não pega, por mais que se esforcem.
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(1) A História do Cunhado do Procurador, contada pelo CM... a verdade é um pouco "diferente"

Raptor do cunhado do PGR vai depor no processo de pedofilia da Casa Pia

NÃO SABIA QUE ERA TESTEMUNHA

“Vinha do escritório da minha mulher, na Av. Sidónio Pais, quando um rapaz com 18 anos se mete dentro do meu carro e me sequestra e rouba 1000 euros”, contou ao CM Rui D’Orey Soares Franco, cunhado do Procurador-Geral da República (PGR), que garante que só ontem teve conhecimento de que o seu agressor é uma das 32 testemunhas do processo de pedofilia da Casa Pia.
Para além de o agressor ser uma das testemunhas, também os responsáveis pela sua detenção foram João Guerra e Rui Teixeira, o procurador e o juiz de instrução criminal que agora têm o processo de pedofilia da Casa Pia 
Segundo o jornal ‘Público’, o agressor e os seus cúmplices foram detidos a 10 de Novembro com mandados emitidos por João Guerra depois de terem sido apresentados ao juiz Rui Teixeira, que decretou prisão preventiva. 
“Não fazia ideia de que era uma das testemunhas. O meu caso foi julgado e o jovem condenado a prisão. Tudo aconteceu em Outubro de 2002 e só ontem me contaram que era uma das testemunhas”, explica Rui Soares Franco. 
Segundo o ‘Público’, o jovem está a cumprir quatro anos de prisão no Estabelecimento Prisional de Lisboa por rapto e outros crimes cometidos em Outubro de 2002, entre os quais o sequestro de Soares Franco.
O semanário ‘Expresso’ referia também ontem que Soares Franco foi sequestrado durante sete horas. Depois de entrar no carro estacionado na Av. Sidónio Pais, junto ao Parque Eduardo VII, Soares Franco foi abordado por um jovem, que lhe apontou uma pistola. Sempre sob a ameaça da pistola, andou às voltas por Lisboa, passando pelo Instituto Superior Técnico, onde entraram no carro duas mulheres. Mais tarde sequestraram-no, mantiveram-no num quarto de pensão, e roubaram-lhe 1000 euros.
O cunhado do PGR só foi liberto no outro dia às seis da manhã.
.../.../...

A mesma história referida  AQUI:

.../.../...
Dois dos putos (do Parque) tiveram como “cliente” o cunhado do Procurador Geral da República; e, por isso, o chefe (…) decidiu não arriscar e eles não vão ser arrolados como testemunhas.
Por azar, um dos investigadores do caso do cunhado do Procurador, trabalhou no processo do Parque e identificou logo a história, Foi burro e comentou com o CIC (…) que ficou preocupado. É que ele já tinha prometido, ao PGR, que não haveria “danos colaterais”. Claro que falou logo com a CIC (…) mas ficou mais tranquilo quando ela lhe disse que o Processo do Parque e o ficheiro “estavam controlados”.
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2013/10/28

CASA PIA, A DENÚNCIA DO PRIOR QUE FOI SILENCIADA

Uma denúncia publicada com ONZE anos de atraso...

Crianças da Casa Pia abusadas com a conivência de todos; uma história velha de muitas décadas (de cuja eu ouvi relatos na primeira pessoa). O "antigo regime" e o "novo regime" igualmente nas mãos de pedófilos e doutros predadores. O Processo Casa Pia está cheio de "episódios" que evidenciam isso mesmo.. e até coisas bem piores...

Enquanto nas mãos de pedófilos era assim como "reza" esta história aqui em baixo.

Nas mãos doutros predadores ainda mais malditos, tem como resultado inevitável a escabrosa realidade actual, em cuja o Processo Casa Pia teve um papel decisivo...




Segue-se o artigo de Carlos Tomás

Um antigo capelão da Casa Pia na década de 60 relatou que foi demitido da instituição por ter denunciado um americano envolvido num caso de pedofilia com rapazes do colégio de Pina Manique. 




A queixa chegou à sub-secretária de Estado da Assistência Social, Teresa Lobo, mas acabaria por ser arquivada “por influências políticas”, revelou o padre António Emílio Figueiredo, em 2002
O prior nunca esqueceu sobretudo o drama vivido na Casa Pia com o americano, conhecido por “Ken Rogers”.
As denúncias que lhe foram feitas pelos perceptores (educadores que tomavam conta dos alunos) relatavam que o americano “levava os miúdos para um hotel e dormia com eles. Dava-lhes banho, dava-lhes prendas, beijava-os, fazia o que queria e o que lhe apetecia”.
O “amigo americano”, como as crianças o chamavam, ia ao colégio, mas nunca falou com o capelão. 
“Vi lá o senhor mas ele nunca foi ao pé de mim. Via as prendas que ele dava aos miúdos, como relógios, e achava estranho”, lembrou, quando foi entrevistado, há já 11 anos, pelo jornalista Francisco Gomes, do jornal digital Oeste On-Line.

“Entrei em 1963 e fui capelão da Casa Pia durante oito anos. Fui demitido porque levei o caso ao Tribunal de Menores. Encarreguei os perceptores de fazerem fitas gravadas com os depoimentos dos alunos. Tentaram falar ao chefe de disciplina que os orientava, mas este disse-lhes para se calarem, que aquilo era muito sério e muito grave, e que seriam todos demitidos. Eles vieram dizer-me e eu tomei conta do caso. Só lhes pedi para me arranjarem os dados e eles fizeram inquéritos aos miúdos e gravaram fitas. Não falei com os rapazes”, contou ao jornalista daquela publicação da Internet.

O antigo capelão sublinhou, nas declarações que fez naquela altura, que entregou as gravações à Directora-Geral de Assistência, que as fez chegar à sub-secretária de Estado da Assistência. “Não foram à mão de ninguém na provedoria da Casa Pia, se fossem tinham desaparecido. Não sou parvo. Queriam abafar tudo. Não falei nada com eles. Fui logo directo à sub-secretária de Estado, que me mandou chamar”.

“A senhora doutora Teresa Lobo instaurou um processo no Tribunal de Menores. Como o processo depois foi arquivado, o provedor da Casa Pia, José Francisco Rodrigues, que ficou livre da acusação que lhe faziam de ele colaborar com o pedófilo, mandou-me embora. Foram influências políticas, foi a política que se meteu no assunto e fizeram arquivar o processo”, manifestou.

No Tribunal disse ter sido arquivada uma carta enviada por um aluno que foi viver para a América com o alegado pedófilo. “Ele escrevia para um colega, para o amigo ir para lá e um perceptor apanhou essa carta e mostrou-me. Tinha lá uma palavra riscada, que dava a entender que o rapaz era vítima de pedofilia. Uma porcaria qualquer, que não me lembro”, indicou, salientando que “eu bati-me com a direcção da secção e conseguimos que o miúdo não fosse. Acho que não foi, porque fui-me embora e não sei o que se passou a seguir”.

Nos anos 60 outro funcionário da Casa Pia tinha sido suspeito de práticas pedófilas. O antigo capelão recordou que o indivíduo, de nome Horácio Lopes, “era muito amaneirado e desconfiávamos que ele abusava dos miúdos”.
“Conseguimos, não sei como, transferi-lo para o Hospital de São José, como servente, para não estar em contacto com as crianças. Não fui eu que resolvi o assunto mas tive influência nisso”, apontou, indicando que “não sei o que ele fazia, sei que era uma pessoa suspeita de se entreter com os miúdos”.










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