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2009/11/24

FARSA OCULTA

O texto que publico a seguir "roubei-o", assim tal e qual (quase), em Barão de Tróia.
Ele reflete, quase na íntegra, o que penso sobre o assunto: Face Oculta.

Achei boa ideia porque ainda não tive tempo para escrever sobre o tema: Face Oculta, que é o nome escolhido para mais uma mega "operação" da justiça (ou talvez se deva dizer: mais uma mega conspiração da "justiça")... destinada a encher as páginas dos jornais e a entreter papalvos (que é o que eles julgam que nós somos).


Transcrição:

Farsa Oculta


Sempre achei curiosos os nomes que a pobre malta da investigação dá às pseudo operações que prometem fazer cair o mundo. Bem! Pelo menos prometem fazer tremer o nosso mundinho. Acho fantástica a imaginação daqueles camaradas, em especial porque é a única coisa que lhes resta: a imaginação, já que a investigação vai, por norma, irremediavelmente pelo cano abaixo, o que parece querer significar que a investigação criminal portuguesa está cheia de inspectores Clouseau. Não há um único Holmes!

A magistratura, porém, parece ser feudo de Einsteines, tal é sapiência, omnisciência e iluminação suprema que os meritíssimos e as meritíssimas figuras, colocam nos seus acórdãos, facto aliás bem visível nas anedóticas sentenças que por cá são proferidas.

Esta observação de um leigo, que jamais ousará tocar rabecão, ficando-se pela cosedura da sola; observação empírica e que leva à opinião de que existe um excesso da qualidade nos juízes e um défice na mesma nos polícias, o que me leva a perguntar: será?

Acho porém estranho, dado que as nossas pseudo autoridades, se desunham em elogios, em exaltações mais ou menos patrioteiras, excepto no caso Maddie; (já agora curioso o arquivamento do caso Freeport em Inglaterra). Andando! Dizia eu que com excepção do caso Maddie que, aparentemente, foi investigado pelos piores entre os péssimos, as autoridades portuguesas clamam, aos oito ventos, que a nossa polícia de investigação está entre as melhores do mundo, que têm plena confiança nessa rapaziada, que são mesmo bons, como ouvi da boca de um politiqueiro de quinta categoria há uns tempos.

Então como se explica que gente tão boa e tão dotada não consiga, NUNCA, produzir suficiente prova para engaiolar a bandidagem que ocupa esses muitos lugares de poder e próximos ao poder? Até porque não pensem que Godinho é único da espécie. Há, por aí, umas centenas de Godinhos! Aliás, em cada português existe, infelizmente, um potencial Godinho: esse homem tornou-se o paradigma de todo um povo...
Como explicar então que tais sumidades investigatórias, no dizer dos politiqueiros, sejam de uma incúria e inépcia tão gritante? Existirá aqui alguma farsa oculta?

Do ponto de vista do Zé-povinho, esse mal amado, burro de carga da elite e da escumalha, o que salta à vista é que tudo isto é realmente uma farsa, uma grande e orquestrada farsa, onde o "faz de conta", se apoderou de um país que mantém prisioneiro; onde nós desempenhamos o papel de tristes títeres, a fazer de conta que acreditamos que isto é um país. Onde um fato uma gravata e um Dr. valem mais que tudo, onde o bem-falante aldrabão leva sempre a melhor sobre o mal vestido, mesmo que fale bem, onde a parvoíce, a estultice e a burrice fazem profissão de fé e jurisprudência para a perpetuação da cavalgadurice ínclita destas egrégias aves raras, levando os parolos a marchar contra os canhões, arredados da realidade, brigando e consumindo-se em festivaleiras actividades de empurra bolas e outras abstrusidades, que nos conduzem ao abismo da suprema imbecilocracia, que de facto somos.

Um abraço, deste vosso amigo

Barão da Tróia


Fim de transcrição.

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APELO!
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2004/11/16

Atrasos na Justiça!

Atrasos na “Justiça”!
Aqui num prédio, perto de mim, existe um problema que é comum a muitos outros prédios: os donos da loja recusam-se a pagar quotas de condomínio, argumentando que têm entrada próprio e não utilizam a escada. (Na verdade, neste caso, têm entrada própria e entrada pela escada, têm caixa de correio na escada e usam a escada como o outro rés-do-chão usa... e o outro rés-do-chão paga uma quota de condomínio normal)

Cansados destes argumentos falaciosos, os restantes decidiram recorrer à justiça, para dirimir a questão da existência, ou não, da respectiva obrigatoriedade. Fizeram-no, depois de esgotarem toda a sua capacidade de argumentação, para demonstrarem o absurdo dos “pretextos”, da outra parte.
A acção decorreu no Julgado de Paz de Lisboa e a sentença esclarece que a loja tem obrigação de pagar quotas de condomínio. Mas não seria este um processo judicial, se não tivesse uma história, escabrosa! Dizem estes vizinhos que a loja pertence, actualmente, devida a “herança por óbito”, a um agregado familiar, onde se inclui uma juíza. Dizem, também, que esta juíza terá feito a contestação do referido processo, que é um “monumento” de má-fé, evidente! Dizem que a mãe da juíza, que representou todos os devedores, no julgamento, terá dito isso mesmo ao juiz (que a contestação era de autoria da filha, que é juíza)! Dizem que, talvez por causa disso, o juiz decidiu (avaliando erradamente as prescrições aplicáveis, invocadas pela juíza), reduzir a dívida para cerca de metade do que era realmente devido!
Ainda assim, no final disto tudo, o condomínio decidiu aceitar, e aplicar com rigor, a sentença, esperando que a outra parte, assim tão claramente beneficiada, fizesse o mesmo. Pura ilusão! A senhora Dra. Juíza decidiu levar a (exploração das prerrogativas da) má-fé até ao ponto de não cumprir esta decisão do Julgado de Paz, nem dar qualquer resposta aos contactos e missivas dos restantes condóminos, argumentando que, no seu entender e no de muitos juízes, os Julgados de Paz são uma treta cujas sentenças não têm importância. Além disso, Segundo pude apurar,  a Sra. Dra. Juíza decidiu não cumprir a sentença porque achou que, para executar a sentença, seria necessário que o condomínio pagasse, caríssimo, a um advogado. Isto mesmo terá sido “reconhecido” pela sua mãe, em conversa ameaçadora, com a administração do prédio (terá mesmo garantido que a Sra. Juíza moveria influências para que o processo de execução nunca se concluísse). Como o condomínio não tem dinheiro para pagar advogados, terão achado que isso lhes garantiria impunidade!
Enganou-se a Sra. Dra. Juíza, porque a acção de execução já deu entrada, sem ser necessária a intervenção de causídico! Mas, imagine-se, as execuções estão atrasadas mais de um ano, porque os processos são muitos!
Há um conjunto de reflexões que se impõem:
- Admite-se que um juiz, qualquer que ele seja, não cumpra uma sentença, fazendo com que resultem mais processos, escusados, a obstruir os tribunais e a justiça, a agravar as demoras e os atrasos? Só nesta República das Palmeiras Estéreis!
- Que tipo de justiça e de sentenças se podem esperar duma pessoa que procede assim, nos seus assuntos familiares e pessoais? Só neste país é que se admite que pessoas assim sejam juízes!
É perante este tipo de situações que eu compreendo a D. Eugénia, quando a ouço dizer que, se a nossa Justiça fosse idónea, mais de 60% dos processos resolviam-se por comum acordo, ou nunca chegariam aos tribunais! Então não era tão fácil resolver um caso destes? Quem está interessado nesta bandalheira e nos atrasos da Justiça? Na enorme quantidade e confusão e de processos? Quem é que nos quer baralhar a todos? A quem servem estas nossas dificuldades? Só a criminosos, certamente!

Faz-me lembrar um episódio que vive, há anos: quando saía duma praceta, a cerca de um quilómetro do limite urbano de Lisboa, apareceu-me um carro, vindo duma rua estreita, à minha direita. Quando o vi, já estava quase em cima de mim, a toda a velocidade possível. Parei, mas ele não fez o mesmo; só parou depois de bater! Depois percebi porquê! O homem era “bate-chapa”! E logo me contou uma história doutra pessoa (culta), que conhecera em circunstâncias idênticas e que passou a lhe encaminhar carros acidentados. Ele fazia um orçamento para a Companhia, levava um preço mais baixo e a diferença era dividida pelos dois.
Não admira; quando os juízes dão exemplos como o que descrevo (caso real, que comprovei em diversas fases); e são “autorizados” a fazê-lo; isto é: ficam impunes, apesar de tudo!

Uma dessas pessoas pertencente ao condomínio do prédio da loja da juíza disse-me que vai fazer participação ao Conselho Superior da Magistratura. Acho bem, porque é isso que tem de ser feito! Mas tenho que reconhecer (e já o fiz) que essa pessoa se arrisca a ser processada e “punida”, como acontece sempre, neste tipo de casos, que é a única coisa que aquela Corporação faz: punir os queixosos e nunca os juízes!
E isto tem alguma coisa que ver com Democracia? Sou eu que tenho que me indignar? Não! O Parlamento é que foi eleito (e é pago a peso de ouro), para garantir a Democracia! Pois façam a sua obrigação!
Segundo diz Almeida Santos: “a Democracia é luxo, que se paga caro!”. Então porque é que nós pagamos caríssimo “o serviço” e mesmo assim não temos direito a ele? Para que servem os deputados e o dinheiro que se gasta com eles?
De facto a nossa vida pública e social é uma sucessão interminável de episódios escabrosos! Enquanto não se puser termo a isto, não vamos a lado nenhum! Não podemos evoluir, nem ser felizes!

Actualização importante em 22 de Novembro de 2009

Actualização importante:


A execução de que o texto fala NUNCA se concretizou; o condomínio referido NUNCA recebeu as quantias devidas pela família da juíza... porque, dizem, a juíza moveu as suas influências para travar a execução pedida pelo condomínio em conformidade com as regras aplicáveis...
Não foi feita qualquer participação ao Conselho Superior da Magistratura, por receio de represálias...

É Obra!

APELO!
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