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2012/06/24

ROUBAR OS SALÁRIOS PARA DAR AOS "BOYS"

É urgente a democratização do sistema eleitoral e a valoração da Abstenção, para acabar com estas "poucas vergonhas" de vez

 

Os Tachos em Portugal nunca acabam por mais que a crise doa à população. Cada governo que entra repete os mesmos abusos... que criticou aos anteriores governos.

 

Vejam esta lista de "Especialistas"... acabadinhos de sair de Faculdades onde, na maior parte dos casos, o curso é comprado!!!


*O curioso desta lista é ver que qualquer um destes Assessores/Especialistas para começo de carreira, a trabalhar para o Estado, vencem mais do que um Coronel das Forças Armadas com mais de 30 anos de serviço!!*
*E recebem mensalmente, em média, mais de 10 salários mínimos ... que ainda é, entre nós, a remuneração mensal duma boa parte da população, onde se incluem alguns licenciados*

*Como é possível acreditar nestes partidos que ocupam sucessivamente os lugares de poder neste pobre País?*

*ROUBO DE SALÁRIOS E SUBSIDIOS DE FÉRIAS+NATAL PARA DAR DE MAMAR A ASSESSORES DO GANGUE...DO DESGOVERNO*
Para os esquecidos…. Aqui vai parte da malta do PSD e do CDS que foi ao POTE! Todos à custa dos nossos salários (e da sua redução) e dos nossos subsídios de férias e de Natal!


*Lista de 29 assessores / adjuntos de Ministérios, todos de idade inferior a 30 anos, havendo 14 "especialistas" com  idades entre os 24 e os 25 anos.*


*MINISTÉRIO DA DEFESA NACIONAL (2)

Cargo: Assessora
Nome: Ana Miguel Marques Neves dos Santos
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 €

Cargo: Adjunto
Nome: João Miguel Saraiva Annes
Idade:28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.183,63 €
MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS (1)

Cargo: Adjunto
Nome: Filipe Fernandes
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.633,82 €

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS (4)

Cargo: Adjunto
Nome: Carlos Correia de Oliveira Vaz de Almeida
Idade: 26 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.069,33 €

Cargo: Assessor
Nome: Bruno Miguel Ribeiro Escada
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 €

Cargo: Assessor
Nome: Filipe Gil França Abreu
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.854 €
Cargo: Adjunto
Nome: Nelson Rodrigo Rocha Gomes
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA (2)

Cargo: Assessor
Nome: Jorge Afonso Moutinho Garcez Nogueira
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €
Cargo: Assessor
Nome: André Manuel Santos Rodrigues Barbosa
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.364,50 €
MINISTRO ADJUNTO E DOS ASSUNTOS PARLAMENTARES (5)

Cargo: Especialista
Nome: Diogo Rolo Mendonça Noivo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Adjunto
Nome: Ademar Vala Marques
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista
Nome: Tatiana Filipa Abreu Lopes Canas da Silva Canas
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista
Nome: Rita Ferreira Roquete Teles Branco Chaves
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista
Nome: André Tiago Pardal da Silva
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

MINISTÉRIO DA ECONOMIA (8)

Cargo: Adjunta
Nome: Cláudia de Moura Alves Saavedra Pinto
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago Lebres Moutinho
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Cristóvão Baptista
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €
Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Tiago José de Oliveira Bolhão Páscoa
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: André Filipe Abreu Regateiro
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Ana da Conceição Gracias Duarte
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: David Emanuel de Carvalho Figueiredo Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: João Miguel Folgado Verol Marques
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,34 €


MINISTÉRIO DA AGRICULTURA (3)

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Joana Maria Enes da Silva Malheiro Novo
Idade: 25 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista/Assessor
Nome: Antero Silva
Idade: 27 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,33 €

Cargo: Especialista
Nome: Tiago de Melo Sousa Martins Cartaxo
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 3.069,33 €

MINISTÉRIO DA SAÚDE (1)

Cargo: Adjunto
Nome: Tiago Menezes Moutinho Macieirinha
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 5.069,37 €

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DA CIÊNCIA (2)

Cargo: Assessoria Técnica
Nome: Ana Isabel Barreira de Figueiredo
Idade: 29 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.198,80 €

Cargo: Assessor
Nome: Ricardo Morgado
Idade: 24 anos
Vencimento Mensal Bruto: 4.505,46 €
DE ESTADO DA CULTURA (1)

Cargo: Colaboradora/Especialista
Nome: Filipa Martins
Idade: 28 anos
Vencimento Mensal Bruto: 2.950,00 €*

*ATÉ QUANDO VAMOS PERMITIR ISTO?!*



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APELO!
Participação Cívica e Direitos Fundamentais:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
--- Assine a petição AQUI, ou AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
(Nota: Alguns dos sites "linkados" começaram por boicotar a petição impedindo as pessoas de assinar e, mais recentemente, suprimiram a página com as assinaturas. Apenas "Gopetition" se mantém acessível sempre)
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-- Denúncia de Agressão Policial
--- Com actualizações AQUI e AQUI
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-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
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2006/01/07

Cavaco Silva, Um Gangster, Um Chulo!

Publicado também em "Editorial"

Vai intensificar-se a DELAPIDAÇÃO DO ERÁRIO PÚBLICO, ou:
Cavaco a evidenciar, bem, que tipo de patife é!

Segundo o CM-online, de ontem:
"Cavaco Silva quer salários mais altos na política
Paulo Cunha /Lusa

Cavaco defendeu ontem, em entrevista à RR, melhores salários para os titulares de cargos políticos
Cavaco Silva defendeu ontem a necessidade de aumentar os vencimentos dos titulares de cargos políticos, de forma a atrair os melhores profissionais para a governação do País."
A Propósito, decidi passar para aqui excertos deste post.
Já todos sabem o que eu penso desta situação infame (os elevados vencimentos e mordomias dos políticos), desta chulice, destes gangsters e do efeito destruidor que "isto" tem na nossa sociedade, na economia, na produtividade, na inovação e no progresso, (impede, em absoluto, o progresso), mas se "eles" insistem nesta campanha de preparação de mais esta perfídia, eu tenho o mesmo direito (a obrigação) de insistir abordando a questão de forma digna, e "instruída".
Defender, numa altura destas, que os políticos devem ganhar mais, dá a ideia de que, neste país, os coitadinhos dos políticos e gestores públicos ganham mal. No entanto, basta passar a fronteira para encontrarmos um exemplo dum país com melhor nível de vida (com políticos mais competentes e dignos) e onde os políticos ganham menos que os “nossos”.

Se se valorasse a abstenção acabava-se a chulice de os que mais destroem e menos valem serem os que mais ganham. E veriam como os nossos políticos e gestores correriam atrás das soluções para o País, em vez de "ignorarem", como fazem agora.
Só, poderemos chegar a tudo isso se se reduzir o número de deputados e se se valorar a abstenção porque assim é que é democracia (e boa gestão).

A situação económica do País não justifica tais mordomias (dos políticos e gestores públicos), os desempenhos dos titulares desses cargos muito menos; os ganhos, para o país e para a economia são nulos… Além disso, esta gente nem sequer se submete a quaisquer controlos ou mecanismos de responsabilização pelos seus desempenhos… como é que alguém pode ter a inconsciência de defender tais práticas?
Em nome de quem ou do quê?
Em nome da eficiência, da eficácia, não é; porque “isso” não existe!

Para garantir a concorrência dos melhores também não é, porque estes até são os piores, toda a gente reconhece, inclusive o candidato à Presidência Cavaco Silva!
Em nome da população também não é, porque a população (única “entidade” que devia ter o direito de decidir sobre estas questões) está contra estes escândalos, sobretudo por beneficiarem gente que não presta…
Vejamos, com calma e objectividade, os “meus” principais motivos, que se resumem numa simples e pequena frase: Estas práticas impedem o progresso e desenvolvimento do país, porque exaurem recursos que o estado não tem e porque tornam impossível a mobilização dos cidadãos para resolver os problemas, para colaborar com os responsáveis.
Na verdade, “eles” não resolvem os problemas (não sabem como nem querem saber) e os cidadãos não ajudam, porque acham que não têm de ajudar a chulice. Se eles ganham tanto, eles que resolvam os problemas. Mas, em muitos casos, são os próprios que impedem a "colaboração", até para “justificarem” o que ganham.
Desde a década de 80 do século passado que, ao nível das estratégias de gestão, se estabilizaram “novas técnicas” que, genericamente receberam o nome de: “Gestão por Projecto”.

Sem correcta gestão de recursos humanos, não há técnica de gestão que possa ser eficaz. Ao nível da gestão de recursos humanos, há dois factores que se têm revelado essenciais para a produtividade. São eles:
- A motivação (que pressupõe a participação, esclarecida dos trabalhadores, de modo a conquistar o seu empenho);
- A colocação das pessoas certas nos lugares certos.

A gestão por projecto pretende maximizar esses dois factores e pode ser descrita, resumidamente, da seguinte forma:
Constituição de “equipas de projecto” a cujas são entregues tarefas específicas, com objectivos pré-determinados. É claro que os objectivos devem ser passíveis de obter o empenho dos trabalhadores envolvidos.
Nestas equipas, as tarefas de coordenação são rotativas (até como forma de conhecer os melhores “talentos”), embora se reconheça que, ao fim de algum tempo, pode acontecer que as equipas passem a entregar estas tarefas apenas a alguns, se isso for importante para alcançar os objectivos.
Por mais patranhas que os falaciosos inventem, não há forma de constituir equipas, em perfeita sintonia e cooperação, para colaborar com gente que ganhe vencimentos escandalosos, muito acima da média, enquanto que outros se matam a trabalhar para nem sequer terem com que suprir as necessidades básicas, suas e dos seus…Para quem tenha um mínimo de inteligência e de honestidade intelectual, é fácil perceber que também a solidariedade institucional, no país, deve envolver todos os cidadãos e obedecer às mesmas "técnicas de gestão" e de motivação; e que a existência desses vencimentos, dessas mordomias, é um entrave à resolução dos problemas.

Curiosamente, a evidenciar bem o primarismo, a ignorância, a falta de “inspiração”, dos nossos políticos e economistas, as “estratégias” seguidas para “resolver” as crises, são, ainda e sempre, as “ideias” velhas e ultrapassadas, de Keynes… (na sua versão portuguesa: apostas no betão), cujos resultados desastrosos estão à vista de todos.
De facto, ao invés de se constituírem equipas motivadas pelos objectivos, o que se vê, neste país, é trabalhadores desmotivados e mal pagos submetidos a cumprir ordens, quantas vezes absurdas e más, dadas por gente que ganha demais, para se entreter a fazer asneiras e a destruir… Que se entretém, pelo menos, a impedir a resolução dos problems do país, é óbvio...
É assim a ausência de cultura, de capacidade de raciocinar dos nossos notáveis. Só sabem “adoptar” soluções feitas, empíricas, e mesmo assim muito velhas, porque as suas pobres cabeças não dão para mais.

As coisas “teorias” modernas e eficientes, que podem, de facto, resolver os nossos problemas, eles desconhecem; até porque exigem um pouco mais de nível intelectual e de competência, não são coisas ao seu nível de “burgessos”.
Burgessos, convencidos, presunçosos, é o que "eles" são. Ciosos das suas ordens (e falsos prestígios), cuja legitimidade provém, exactamente, dos respectivos vencimentos e não da respectiva bondade ou adequabilidade…
Os que reivindicam vencimentos desmedidos não estão interessados nas condições para resolver os problemas, apenas estão interessados nos seus vencimentos. Depois, para se “justificarem”, exibem-se como se fossem “Messias”, favorecidos por inspiração e poderes divinos, a quem baste falar… para que tudo se resolva. E se não resolve, a culpa é dos outros, porque eles já disseram…

É de deitar as mãos à cabeça!
Como é que ainda há gente a pensar que as sociedades modernas podem aceitar ou tolerar isto!?…
Bem se vê que ninguém (de entre estes) está interessado em inovação, ou em melhoria do nível de formação tecnológica e profissional. Só estão interessados enquanto isso der para ganhar uns trocos em “seminários”. Conversa e mais conversa; é do que é feita a “competência” nacional, instituída.
Na verdade, estes políticos e notáveis, não têm competência, nem instrução, nem nível intelectual. Por isso nem sequer conseguem reconhecer as soluções, mesmo que tropecem nelas todos os dias.
Há formas, métodos de actuar, que permitem chegar às soluções (porque elas existem, na sociedade). Mas não se espere, de gente tão tacanha e presunçosa, que os adoptem, ou que eles resultem, porque esta gente “não vê um boi”…
Talvez seja melhor mesmo que os vencimentos dos políticos e gestores baixem, para que os cargos deixem de ser tão cobiçados e possam ser exercidos por gente com a motivação certa; a qual seja: conseguir resolver os problemas do país… pelo país…

Eu não defendo, em absoluto, a redução dos vencimentos dos políticos e gestores públicos. O que eu defendo é que devem ser estabelecidos (decididos através de consulta à população) limites superiores de vencimentos, indexados ao vencimento mínimo. Por exemplo: o vencimento máximo não poder ser superior a dez ou doze vezes o salário mínimo… Assim é que é democracia e se criam as condições para a efectiva solidariedade nacional.
Por outro lado, os responsáveis até poderiam ganhar 15 mil euros… desde que o vencimento mínimo fosse de mil e quinhentos euros…

Este artigo está reproduzido em "Estrelinha Ajuizada"

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APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
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2004/11/29

O Cinismo de Cavaco!

É por estas e por outras que nunca mais consigo “pôr em dia” os assuntos que quero abordar. Esta gente não “intervala”!

Há dias era Mário Soares a falar, da nossa realidade, como se não tivesse qualquer responsabilidade no facto de termos chegado a este descalabro. Agora é o Cavaco. Pelo rumo que as coisas levam, quer-me parecer que outros se lhe seguirão, numa espécie de desfile de múmias, que nada trazem, de novo, para a resolução dos nossos problemas.
O que mais me impressionou no que ouvi desta última “aparição”, foi a “solução”, que todos os meios de comunicação social se apressaram a reproduzir. Mas comecemos, como convém, pelos “entretanto´s”.

Quando Cavaco estava no poder, eu disse, para quem quis ouvir, (ou seja, no círculo restrito das pessoas com quem contactava) que a forma como ele governava o País, nos iria conduzir, inevitavelmente, à situação que temos agora. Não fui só eu que disse isso, porque me lembro de alguns, raros, comentários com o mesmo conteúdo. Estava-se no período “áureo” do afluxo de verbas do “Fundo de Coesão”, verbas que foram malbaratadas, inclusive em coisas inúteis, mas que não foram aplicadas para promover, de facto, o progresso. Foram feitas estradas e vias de comunicação, que sustentaram o “crescimento” da economia; foram promovidos eventos pontuais; mas quanto a organização da economia e dos recursos do País, promoção de desenvolvimento, que nos permitisse dar passos seguros na via do progresso, zero! Como agora se pode constatar.
Será que esta gente não percebe que vias de comunicação são infra-estruturas, indispensáveis para o desenvolvimento, mas não são desenvolvimento?
Isto nem é uma “descoberta”, uma ideia bizarra, acabada de “inventar”. Ainda há umas semanas, um outro “blog” abordava a questão, exemplificando com o “queijo Limiano”, duma forma que me pareceu “esclarecida”. É que, analogamente, a melhoria das estradas que levam à fronteira, tanto favorece a saída de produtos, como a entrada de produtos. Se entram ou saem mais, é uma questão que tem que ver com o desenvolvimento específico. E o deles é maior que o nosso, não por culpa deles, mas por culpa da incompetência dos nossos políticos.

O mais interessante, a razão porque lhe chamo cinismo, é a conclusão que nos pretende impor: Os políticos competentes devem expulsar os incompetentes (como se não fosse tudo a mesma máfia); Tem de se aumentar os vencimentos dos políticos, para atrair os competentes. Esta última parte, cheirou-me a: “déjà vu”, com as desastrosas consequências que conhecemos.
Quero “BERRAR”, daqui, bem alto, mais uma vez, que os políticos ganham demais, que o país tem dois milhões de pessoas a viver abaixo do limiar de pobreza; que não são uns iluminados, apelidados de “competentes”, que podem resolver os nossos problemas; que isso exige o envolvimento e mobilização da maioria da população; que esses aumentos não só não resolvem os nossos problemas, como são mais um entrave à sua resolução, porque impedem o envolvimento e a mobilização da maioria da população. Além disso, quem terá sido que disse, a este espécime, que “disponibilizar mais alimento, afasta as vespas”?
Mas o que se podia esperar de Cavaco? Vejamos como se concretiza o seu critério de “políticos competentes”.
Quando ouvi esta “conversa” (do Cavaco), não pude deixar de me lembrar deste padeço de texto que escrevi, nos meus, já conhecidos, “apontamentos para memória futura”, no dia 1993-03-30, a propósito duma entrevista de João Salgueiro. É só para ilustrar os critérios de “competência” de Cavaco, e o que penso (sempre pensei) deles.
Transcrição:
“Achei elucidativo que atribua a maioria das asneiras do governo a "azares"; e, quando o repórter lhe pergunta se não serão erros de política responde, tão-somente, que não é possível prever, porque umas vezes fazem-se as coisas e saem bem; e outras vezes saem mal.
Ou seja: esta gente faz as coisas, não a partir de objectivos e do conhecimento concreto das situações; seguindo a melhor via de resolução dos problemas, mas jogando com as decisões, como se se tratasse de jogo de fortuna e azar. Que grande azar o nosso, eles serem tão incompetentes! E é isto uma figura grada do partido do governo!”
Pois, nessa altura, o Primeiro Ministro era, exactamente, Cavaco. É que eu quero desmentir a “bojarda”, tão utilizada por essa gente, de que “o povo tem memória curta”.
Mas há mais! Ele não define, nem os outros que lhe secundaram as palavras, quem são, ou como se reconhecem, os políticos competentes (serão os que ganham muito? Mentira!). A esse propósito, lembro-me de, na mesma altura, quando comentava, com um colega meu, o facto de conhecer pessoas, com grande fama de muito competentes, mas que, afinal, se revelavam uns autênticos “calhaus com olhos”, ele me ter dito: “essa é a forma como a maçonaria promove, e coloca em lugares relevantes, os seus membros. Eu sei porque já me convidaram e conheço pessoas envolvidas!”
Será que estamos, apenas, a assistir a uma campanha prévia, de “condicionamento da opinião pública”, para manter, a todo o custo, o poder da maçonaria, apesar do descalabro que tem resultado desse facto?
Pois eu reafirmo que não é possível dar passos seguros no desenvolvimento, sem que se criem mecanismo de responsabilização dos políticos e demais organizações! Que esse controle tem de ser exercido, directamente, pela população, uma vez que as instituições estão minadas de gente que não presta e não cumprem esta sua obrigação! E que, uma forma de implementar esses mecanismos é valorar a abstenção e fazê-la reflectir, em lugares vazios, no parlamento e na duração dos mandatos!
E agora!? Não acham que eu tenho o direito de exigir, para esta minha opinião, o mesmo destaque que foi dado às cretinices do Cavaco? Tanto mais que, a partir daqui, até pode ser que encontremos o caminho para a resolução dos nossos problemas.