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2011/04/28

Processo Casa Pia. O Escândalo Começou Agora!

Voltemos a essa coisa nauseabunda que é, tem sido e vai continuar a ser o "PROCESSO CASA PIA".
Há muito que se disse, aqui, o que agora se vem confirmando, paulatinamente, apesar do tratamento descriminatório da Comunicação Social que não dá a este ESCÂNDALO, ao verdadeiro e arrepiante escândalo, o destaque que merece; destaque proporcional ao que deu ao "escândalo", no seu início, publicando toda a espécie de mentiras conspirativas a propósito.

Muita coisa se disse (e se diz), levianamente (aquando não grotescamente) acerca do Processo Casa Pia. Antes da sentença, as pessoas podiam invocar desconhecimento e falta de meios para se esclarecerem. Depois da Sentença, um dos "condenados": Carlos Cruz, publicou um site aonde, para além das peças essenciais do processo, tem publicado outras coisas que podem fazer alguma luz na mente de quem esteja de boa-fé. O endereço do site é este: PROVAS DA VERDADE

Façamos um pequeno apanhado dos factos que motivam este texto, a começar pelos mais recentes:

Notícia do Público de ontem:
O Título: Advogado da Casa Pia renuncia à defesa de testemunha chave!

Resumo: O advogado das vítimas da Casa Pia, Miguel Matias, renunciou ao mandato de defesa de Ilídio Marques, uma das principais testemunhas do processo.

Conteúdo essencial:
"A renúncia do advogado confirmada pelo próprio ao PÚBLICO, já foi entregue no Tribunal da Relação de Lisboa e verifica-se depois da entrevista que Marques deu ao jornal Expresso, afirmando ter mentido ao tribunal quando disse ter sido vítima de abusos sexuais pelos condenados no julgamento do processo Casa Pia, com excepção de Carlos Silvino.
Segundo notícia do semanário Sol, a referida testemunha terá recebido 15 mil euros do jornalista freelancer que o entrevistou, para dar uma nova versão dos factos e desmentir o que afirmou ao tribunal durante os sete anos que durou o julgamento. Uma acusação que Ilídio Marques desmente garantindo na página do Expresso na internet: "Mantenho tudo o que disse e não recebi dinheiro nenhum para dar a entrevista".
Nota: A "notícia do Semanário sol" esteve a cargo da toxicómana mor: a Cabrita, a tal em quem o deminutivo destoa. A tal com quem cheguei a pegar-me, nos comentáerios do Sol acerca deste assunto e que repetia "Happy" (depois da dose, certamente) que as crianças "não mentem"... e quando se lhe retorquia que não eram crianças nenhumas, as "testemunhas", respondia: mas já foram crianças...   
As entrevistas de Ilídio Marques Podem ser visualizadas nos links seguintes:
1. Ilídio Marques "preso" ILEGALMENTE, por 2 agentes da PJ e levado a Casa de Catalina Pestana, onde estavam  também Dias André e Olga Miralto, tendo sido sujeitro a uma sessão de coacção que durou 3 horas, para desmentir os desmentidos das entrevistas abaixo, em troca de dinheiro.
2. Entrevista a Ilídio Marques (Parte I)
3. Entrevista de Ilídio Marques (Parte II)
4. Entrevista a Ilídio Marques (Parte III)
5. Entrevista a Ilídio Marques (Parte IV) - parte desta gravação é só audio.

Quanto à notícia do Jornal Público, "linkada" acima é caso para dizer que este advogado só defende mentirosos... enquanto eles não se retratarem; ou seja: este advogado tem a sua própria mentira (que lhe foi encomendada?) para impor à realidade, e por isso viola os seus devederes deontológicos. Não é essa a função do advogado.
Prova disso éesta notícia publicad por Carlos Tomás no FB:
" o advogado da Casa Pia, Dr. Matias queria falar com o Ilídio Marques a sós. O Ilídio aceitava o encontro, mas só se o causídico deixasse gravar toda a conversa. Matias não aceitou. Que raio de conversa queria ele ter com o Ilídio que não podia ser gravada?..."

O caso já vem de trás, este escândalo: a conspiração que é e sempre foi o "Proccesso Casa Pia" sempre andou na bodas do Mundo, mas em surdina; apareceu um documento publicado na NET que provocou muita agitação, mas acabou silenciado e o site "extinto". Refiro-me ao "Muito Mentiroso" cujo texto ainda se encontra publicado AQUI. Este texto foi achincalhado, desvalorizado, menosprezado, mas o seu conteúdo tem vindo a ser confirmado, PONTO por PONTO, em muitos locais, posteriormente... incluindo em documentos existentes no Processo.

Foram aparecendo também figuras públicas e jornalistas que colocavam as suas legítimas dúvidas e que foram achincalhados, injuriados e, nalguns casos, ostracisados (tendo alguns ficado sem emprego, inclusive, durante muito tempo) e outros sobrevivido, à custa da timidez das "opiniões", mas que ainda hoje se queixam da coacção psicológica (assédio moral) a que foram sujeitos e que muito os marcou. Estou a lembrar-me de Van Krieken, de Carlos Tomás... mas há mais, como se percebe pelo teor desta crónica de Daniel Oliveira de cuja deixo alguns excertos:

"Pormenores a reter: Ilídio Marques desmente, quando é um homem autónomo e maduro, as acusações que fez quando era bem mais vulnerável e jovem. Ilídio Marques faz estas declarações perante todos, sozinho. Fez as acusações anteriores integrado num grupo, no meio de dezenas de interrogatórios da PJ, muito mais vulnerável a todas as pressões públicas e privadas. Ao desmentir, arrisca-se a ser acusado de perjúrio e a não receber uma indemnização de 25 mil euros de um dos arguidos. Quando fez as acusações, "arriscava-se" a ser visto como herói e a receber indemnizações do Estado e dos arguidos.

Há alguns anos que o processo - mais do que a culpa ou inocência de cada um dos arguidos, sobre as quais nada sei - me levanta muitas dúvidas. A sua falta de rigor sempre me pareceu evidente. E para quem acha que o rigor dos processos judiciais é a base de qualquer Estado de Direito, este é um combate que vale toda a impopularidade. Recebi, ao longo destes anos, acusações de ser "amigo de pedófilos" e insultos vindos de gente que acredita que no lugar da justiça podemos ter justiceiros inflamados. Pouco me interessa se os arguidos são ricos ou pobres, poderosos ou frágeis e se a opinião pública os quer ver presos ou em liberdade. A única coisa que conta é esta: só podem ser condenado e preso qualquer cidadão sobre o qual não haja dúvidas razoáveis quanto à autoria dos crimes concretos de que são acusados."

O acontecimento antecedente mais marcante, neste avançar, LENTO, do verdadeiro escândalo, foi a entrevista de Carlos Silvino, onde desmente tudo o que disse em Tribunal acusando os outros... e aproveita para se declarar inocente também, obviamente...
Esta entrevista também tem vários vídeos, incluindo a do relato duma estranha abordagem ao ex-motorista da Casa Pia.
Os outros vídeos da entrrevista são este e este.

Entretanto, outros acontecimentos reveladores se foream sucedendo, acontecimentos esses que, apesar do enorme escândalo em que se inserem, são tratados em notícias discretas e logo esquecidas, a contrastar com a histeria da Comunicação Social, e não só, aquando do início do Processo, quando se repetiam, até á exaustão, dia após dia e semana após semana, AS MENTIRAS que deveriam incendiar a opinião pública, com os gravosos efeitos que todos conhecemos e que alarmaram muitas figuras públicas neste País.




APELO! Participação Cívica e Direitos Fundamentais: -- Petição Para Valoração da Abstenção -- Assine a petição AQUI, ou AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI -- Denúncia de Agressão Policial -- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa

Processo Casa Pia. O Verdadeiro Escândalo (I)

O Jornalista Carlos Tomás embrenhou-se numa missão espinhosa: ir atrás da verdade relativamente ao Processo Casa Pia. Logrou entrevistar Carlos Silvino que desmentiu todas as acusações que fez, em Tribunal, aos outros arguidos. O facto provocou alguma agitação mas as "entidades competentes" decidiram nada fazer, omitir-se das suas obrigações, COMO DE COSTUME... e deixar andar. A esse respeito ouviram-se as declarações mais absurdas (dos profissionais da Justiça), declarações essas que são autênticos atentados ao Estado de Direito.
Este conjunto de texto pretende transformar em páginas web as notícias publicadas no Facebook: "Notícias Sem Censura".
Objectivos desta página do FB, segundo o próprio:
"Este grupo destina-se a divulgar e partilhar informação que se perde no meio do "lixo" do mural (entre futeboladas, quintas, músicas, etc, etc) e está aberto a todos. Conto com o vosso inestimável contributo. Começo por postar algum material sobre o Processo Casa Pia, porque representa mais de oito anos de investigação sobre o caso e porque tenho lutado contra muitos interesses que impedem que toda a informação - de todas as partes - seja do conhecimento público"

"Aqui está apenas algum do material sobre o Processo Casa Pia que não é do conhecimento da população em geral. Mas irei colocar mais material que ainda está em preparação. Em causa está provar que se está perante uma verdadeira organização criminosa e terrorista que orquestrou todo este processo e que envolve figuras de relevo em diversos quadrantes da nossa sociedade, órgãos de Comunicação Social incluídos"

A primeira Notícia:

"Processo Casa Pia

DENUNCIADOS OUTROS "ABUSADORES" FAMOSOS

São mais de 200 os nomes que foram referenciados como alegados abusadores de menores na fase de inquérito (investigação) do processo da alegada rede de pedofilia que operava na Casa Pia de Lisboa.

 Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Jaime Gama, Ferro Rodrigues, Narana Coissoró, Paulo Portas, Francisco Louça, Chalana, Carlos Manuel, Joaquim Monchique, Medina Carreira, Carlos Monjardino, Vítor de Sousa, Adelino Salvado, Bagão Félix e Valente de Oliveira são apenas algumas das figuras públicas que viram os seus nomes referenciados no processo por várias pessoas interrogadas pelos investigadores da PJ ao serviço do Ministério Público.

Marcelo surpreendido
O professor e comentador televisivo Marcelo Rebelo de Sousa está, por exemplo, referenciado como tendo abusado de um menor e presenciado actos de pedofilia numa casa em Lisboa. Foi acusado, a 8 de Abril de 2003, por uma professora, residente na Margem Sul do Tejo. Segundo a denúncia da docente, ela foi levada à referida casa pelo pai, e lá estaria o professor que assistiu, nas palavras desta mulher, a abusos de menores, tendo ele próprio abusado de um.

A procuradora Paula Soares, uma das titulares do inquérito (juntamente com o procurador João Guerra e a procuradora Cristina Faleiro), foi quem recolheu este depoimento, que, mais tarde, mandou simplesmente apensar ao inquérito principal. A mesma mulher acusou ainda o ex-ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, de ter abusado de menores (de ambos os sexos) numa casa localizada no Estoril e confessou que ela própria agrediu, com um ferro, uma jovem, na mesma casa, estando convencida ainda hoje que a matou.

A procuradora Paula Soares considerou que os factos denunciados eram muito antigos e não estavam relacionados com nenhum dos arguidos, suspeitos ou ofendidos do inquérito da rede de pedofilia, pelo que não ordenou qualquer diligência investigatória, nomeadamente que se procedesse ao interrogatório do pai da suposta vítima a fim de se apurar que casa era aquela e quem era o seu proprietário.
Confrontado com esta acusação, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se surpreendido: “Nunca fui interrogado sobre essa matéria. Nem sabia que tinha sido referenciado. Tinha conhecimento que a minha fotografia aparecia num álbum que foi mostrado às vítimas e até achei isso muito bem. De qualquer forma, essa acusação não faz o mínimo sentido. Não conheço essa pessoa de lado nenhum.”

Testemunhos desvalorizados
Muitos dos testemunhos e denúncias recolhidos pela equipa de investigadores que trabalharam na fase de inquérito do processo foram desvalorizados, apesar de alguns deles terem testemunhado em tribunal contra alguns dos arguidos que foram a julgamento, nomeadamente contra Ferreira Diniz, Jorge Ritto e Carlos Cruz.
Uma das testemunhas que acusou estes três arguidos (baptizado por alguma Comunicação Social como João A., tratando-se na realidade de Ricardo Oliveira, actualmente com cerca de 30 anos, julgado em 2007 por assaltos a várias residências na região de Sintra e referenciado pelas autoridades como estando ligado ao narcotráfico) denunciou à PJ outros alegados abusadores, nomeadamente Paulo Pedroso, Ferro Rodrigues, Jaime Gama, Fernando Chalana e Carlos Manuel, tendo mesmo indicado uma casa em Cascais, no Bairro do Rosário, onde terá sido abusado e filmado em práticas sexuais por Ferro Rodrigues, Jaime Gama e Jorge Ritto.

Uma outra testemunha/vítima, que acusa todos os arguidos de abusos na casa de Elvas, onde agora, de acordo com a sentença, apenas Carlos Cruz terá praticado abusos, denunciou à PJ Carlos Mota, antigo “assessor” de Carlos Cruz.
As testemunhas que terão sido abusadas em Elvas referiram também à PJ abusos praticados por outras pessoas, nomeadamente por outros funcionários da Casa Pia, por colegas mais velhos e pelo antigo provedor Luís Rebelo, que foi demitido do cargo na sequência do escândalo.

Curiosamente, apesar de ser referenciado nos autos como abusador e de ter estado mais de duas décadas à frente da Casa Pia, nomeadamente na altura em que terão ocorrido os abusos que foram agora julgados, o ex-provedor nunca foi interrogado pelas autoridades na fase de inquérito.

Outros jovens foram claros, quando interrogados pela equipa que investigava a pedofilia na Casa Pia de Lisboa, em denunciar como alegados abusadores de menores Joaquim Monchique, Francisco Louça, Medina Carreira, Narana Coissoró, Paulo Portas, Vítor de Sousa e Carlos Monjardino, entre outros. Todos foram acusados pelas testemunhas/vítimas como frequentadores assíduos do Parque Eduardo VII, onde “arranjariam” os menores de quem abusavam.
  
Felícia Cabrita deu vários nomes

Quem também contribui para engrossar a lista de nomes de suspeitos de pedofilia foi a jornalista Felícia Cabrita, autora da notícia que esteve na origem do escândalo.
Ouvida pelas autoridades a 16 de Janeiro de 2003, duas semanas antes da detenção de Carlos Cruz, Hugo Marçal e Ferreira Diniz, a jornalista revelou que tinha denúncias contra dois cozinheiros da Casa Pia, Jorge Ritto, Carlos Cruz e Fernando Pessa.
Felícia entregou ainda à PJ um papel que lhe terá sido dado pela antiga secretária de Estado Teresa Costa Macedo, onde aquela denunciava o advogado Lawdes Marques, os doutores Eduardo Matias e André Gonçalves Pereira, os embaixadores António Monteiro e Brito e Cunha, bem como Carlos Cruz e João Quintela.

Isabel Raposo, a meia-irmã de Carlos Silvino, também escreveu uma carta à procuradora Paula Soares, que consta do processo, onde denuncia Pedro Roseta e o irmão, Valente de Oliveira, Martins da Cruz, Narana Coissoró, Paulo Portas, Bagão Félix e Adelino Salvado, entre outros.
O Ministério Público nunca explicou os critérios usados para acusar uns denunciados e ilibar ou nem sequer investigar outros!
Carlos Tomás"


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