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2007/05/07

As Desgraças do Dia.



As desgraças que vamos "analisar" são:
Presidenciais em França

Regionais na Madeira


O desaparecimento duma menina inglesa, a pequena Madeleine, levada da Praia da Luz, Algarve.

O resto é o espectáculo grotesco, habitual.

Por onde começar?

Comecemos pelo mais trágico, pelo mais importante: o desaparecimento da pequena Madeleine.

Esta história faz-nos lembrar outras “histórias” já aqui trazidas inúmeras vezes, nomeadamente aquela desgraça que serviu de pretexto a que a P.J. e as restantes instituições da Justiça cometessem mais um dos seus arrepiantes crimes, condenando dois inocentes a pesadas penas de cadeia, chegando ao ponto de usar como “justificação”, imagine-se, a sua própria incompetência.

Agora, mais uma vez salta à vista a incompetência, absurda, dos investigadores, com a imprensa britânica a gritá-lo aos quatro ventos. Só que, desta vez, não será fácil engendrar uma fantasia macabra, como no Caso da Pequena Joana. Pelo menos esperamos que não tenham a ousadia inconsciente e estúpida…
Este é um país de absurdos, onde até aberrações como o Caso da Pequena Joana são possíveis… e talvez isso incentive a prática deste tipo de crimes… no Algarve.

É provável que o crime tivesse sido planeado e preparado vigiando a família; mas também é MUITO provável que o autor (ou autores) seja (sejam) habitué(s), frequentadores habituais do Algarve, porque ali é que é fácil e tem êxito garantido, mercê da incompetência dos investigadores e da perfídia das instituições que permitem tal situação…

Presidenciais Francesas

Sarkozy ganha por culpa de Royal (que não soube ser, verdadeiramente, alternativa)

Num universo de cerca de 44,5 milhões de eleitores, Sarkozy recebe 18,98 milhões de votos a que corresponde a percentagem de 42,69% (arredondado às centésimas por aproximação).
Royal recebeu 16,79 milhões de votos; ou seja: 37,76% dos votos (idem); considerando em ambos os casos, claro está, o total de eleitores, como tem de ser em DEMOCRACIA.

Somando abstenções com os votos brancos e nulos, constata-se que 8,7 milhões de leitores se recusaram a votar em algum destes candidatos. Repare-se que são mais eleitores do qe
ue a totalidade dos eleitores portugueses. Portanto, há um pequeno "país" maior do que Portugal que não quis nenhum destes candidatos.
Portanto, Royal perdeu por mérito próprio… mas Sarkozy também não ganhou. É o mesmo cenário em toda a parte onde vigora este sistema eleitoral vigarista e nazi.

Os estúpidos alienados pela política e pela propaganda dominantes, que não sabem pensar pela sua cabeça, acham “isto” normal. Não percebem, esses cretinos, que estando em causa a governação dum país, não é admissível alguém seja eleito, sem restrições, com uma percentagem tão diminuta de votos.

Para governar bem um país, com genuína legitimidade, é imprescindível o apoio duma maioria esmagadora da população…
Ou então vivem-se crises atas de crises, instabilidades e bloqueios, conflitos e problemas sociais, num ciclo vicioso maldito, porque não pode ser doutro modo, porque os dados estão viciados.

Estou a não considerar o facto de Sarkozy ter fama de neo-con e de estes serem useiros e treinados em fraudes eleitorais (fraude mesmo, viciação dos votos e dos números), fraudes para cujas costumam preparar a “opinião pública” através da manipulação das sondagens. Ainda resta saber se Sarkozy ganhou mesmo ou se foi eleito pela fraude…

Mais uma vez se constata a imprescindibilidade e urgência na implementação da valoração da abstenção.

Quanto ao Soba da Madeira pouca coisa há a dizer. Já tudo foi dito e redito. Apenas acrescentar e frisar que, mais uma vez, foi eleito com uma “esmagadora maioria” duns reles cerca de 36% dos votos dos madeirenses…

2007/04/12

José Sócrates, o Lacaio Descartável.

José Sócrates, o Lacaio Transformado em Bode Expiatório.

Todos os lacaios são descartáveis; só os próprios não percebem isso José Sócrates não foge à regra.

Isto está complicado. Não tenho conseguido disponibilizar o tempo necessário para actualizar este blog. Mas este tema não podia deixar passar.

A questão das habilitações literárias, do “canudo”, ou do Curso de José Sócrates é tema recorrente na blogoesfera nacional desde, pelo menos, Fevereiro de 2005.
A forma como o tema apareceu não é inocente nem desprovida de interesses obscuros, como evidencia a natureza do blog que o “explorou” a partir dum comentário.
Numa perspectiva completamente diferente, o tema foi também referido neste blog, SOCIOCRACIA, em Março de 2006 (quando tropecei nele). Publiquei este texto no âmbito dum conjunto onde se tentava encontrar “explicação” para “A maldição de José Sócrates”.

Justifica-se que se recuperem esses textos porque, para nossa desgraça, continuam actualizados; continuamos a viver as consequências. São eles:

José Sócrates o Amaldiçoado!
A Maldição de José Sócrates (I)
A Maldição de José Sócrates (II)
Qual O Nível de Instrução de José Sócrates, ou: a Maldição de José Sócrates (III)

A questão voltou agora à ribalta, com direito a campanha nos OCS, “arrastada” pela crise da Universidade Independente onde o P.M. José Sócrates terá “comprando” o seu diploma.

Sucedem-se os mentidos e os desmentidos, as explicações e as “justificações” mas a bola de neve cresce.

Quem me costuma ler, e quem se der ao trabalho de visitar os textos linkados, perceberá que não tenho ilusões acerca de Sócrates; não tenho dúvidas de que comprou o diploma (a venda de diplomas é uma das acusações que pendem sobre os responsáveis de U.I.), como também não tenho dúvidas ou ilusões acerca dos motivos e objectivos da actual campanha de “denúncias” nos OCS.

Não é crível que a questão tenha sido abordada (e mantida) nos blogues há tanto tempo e por tanto tempo (vários blogues se fizeram eco do assunto) sem que os OCS convencionais dessem por nada.
O que é crível é que os OCS (e quem os controla) conhecessem o assunto e o tivessem “guardado na manga” para usar quando fosse conveniente. Consequentemente, o que é crível é que estejamos a viver mais uma conspiraçãozinha: a utilização e manipulação de notícias acerca duma denúncia atrasada, a cheirar a mofo, em função dos interesses da agenda política e de propaganda de algum partido (partidos) ou máfias.

José Sócrates “explicou” ontem, na RTP1, o imbróglio.
Nem me dei ao trabalho de o ouvir, porque não se pode explicar o inexplicável: por quê a escolha da Universidade Independente que até tem fama de vender diplomas? Por quê escolher um curso e uma Universidade sem credibilidade? Mas também isso não interessa nada. O que interessa é o seu comportamento vil como P.M.

Apesar de todas as patifarias que tem cometido e da constante contestação social, apesar da sua arrogância e do desprezo que demonstra pelos cidadãos, pelos nossos sentimentos e opiniões, Sócrates continua a ser apresentado nas sondagens como detendo o mais alto “índice de popularidade” entre os políticos no activo.
Estas sondagens são manipuladas; ou seja: são fabricadas e vigaristas (nazis porque ignoram os abstencionistas, a maioria da população), não reflectem os sentimentos e opiniões maioritários. Mesmo assim, há necessidade de “alterar” a realidade que evidenciam, despromovendo Sócrates para "promover" outro espantalho e manter o "espectáculo".

O resultado das sondagens é terrível do ponto de vista das estratégias nazis de perpetuar a alternância dos lacaios, dos “homens de mão” fiéis às máfias que nos dominam, no exercício do poder. Significa que Sócrates se irá desgastar mas não tem substituto entre a escumalha que actualmente domina a cena política.

O esforço de propaganda e de promoção de Marques Mendes tem sido enorme… mas não resulta.

Também o ressuscitado “líder do PP”, Paulo Portas tem beneficiando de escandalosa promoção por parte dos OCS, mas sem qualquer efeito prático.

Os outros acólitos menores não justificam preocupação… Continuam a cumprir o seu papel de “falar”, falar”, “falar”… para fazerem nada nem deixarem fazer.

Há que promover outros lacaios a “protagonistas” para que não se crie o vazio, não vá o diabo tecê-las.

Concluindo: esta campanha de denúncias faz parte da estratégia de manipulação, de desinformação e de propaganda nazis…

As pessoas estão fartas desta palhaçada e cansadas de aturar tanta escumalha e de sustentar tanto chulo, bandido, para verem os problemas a agravarem-se continuamente, deixando-nos cada vez mais desesperados; e esse é o verdadeiro perigo, se não for possível promover outro lacaio… nem que seja à custa de desfazer "o prestígio" de Sócrates e apesar dos “bons serviços” que tem prestado à escumalha.

A notícia agora transformada em campanha não foi divulgada antes, quando apareceu nos blogues, porque não convinha destronar ou desmascarar “o lacaio” que tão útil foi. Mas, tal como acontece com qualquer produto, também a “utilidade” dos lacaios tem o seu ciclo. Todos os lacaios são descartáveis. É chegada a hora de promover “outro produto” para manter “a quota de mercado”.

A questão destina-se, ainda, a manter Sócrates sob chantagem, lhe colocar “rédea curta”, impondo a salvaguarda dos interesses de alguns grupos mafiosos nas decisões governamentais.

Sócrates prepara-se para decidir sobre coisas importantes, incluindo negócios de muitos milhões como a OTA ou TGV, e cada máfia joga as suas cartadas para impor o “respeito” pelos seus interesses. Só assim se justifica que “a questão” tenha sido censurada e ocultada da opinião pública durante tanto tempo e provoque, agora, semelhante alarido.

Em qualquer caso (e tal como aconteceu com Paulo Portas em relação ao Processo Casa Pia) Sócrates está agora sob chantagem, à mercê dos ditames de gente tenebrosa, e devia demitir-se se tivesse um pingo de vergonha… Até porque “à mulher de César não basta ser séria…”. Mas, honestidade é um vocábulo totalmente desconhecido de Sócrates.

O que vos pergunto é: que “utilidade” têm estas denúncias para a resolução dos problemas do País?
Sócrates está a aplicar, à economia nacional, a “receita” do FMI que tem destruído a economia de tantos e tantos países e lançado na mais desesperante miséria a maioria dos seus cidadãos, por todo o Mundo, por isso eu lhe chamo “lacaio”.
Quem se der ao trabalho de ler “A globalização da Pobreza”, de Michel Chossudvsky, encontrará aí a descrição das medidas que têm sido adoptadas por Sócrates, que foram aplicadas aos países mais pobres e as suas desastrosas consequências. Na Somália, exemplo bem conhecido de todos, foram essas medidas que provocaram a fome generalizada, que antes não existia.

Que propostas defendem os “denunciantes” de Sócrates? Que soluções preconizam para os nossos problemas?

Não se iludam! Eles são tão desonestos como Sócrates, ou mais; eles são tão lacaios como Sócrates, ou mais.

Começa a ser chegada a hora de cada cidadão se fazer ouvir, exigir ser ouvido e levado em conta nas decisões que nos afectam a todos, INCLUINDO, obviamente, os abstencionistas que são em maioria e que suportam a maior fatia dos custos com toda esta escumalha.
NÃO EMBARQUEM EM CANTIGAS. Mantenham-se firmes no vosso posto e nas vossas opiniões.

É para acabar com todas estas palhaçadas, de vez; para acabar com todas estas manobras mafiosas que nos mantêm reféns da pior escumalha que existe; para permitir colocar as pessoas certas nos lugares certos e resolver os nossos problemas colectivos, que eu defendo A VALORAÇÃO DA ABSTENÇÃO.

2007/02/13

Os Assuntos Que Queremos Referendados!

Referendo sobre a Despenalização da IVG!
O SIM Ganhou! Parabéns a todos os que participaram e se mobilizaram por uma sociedade mais digna e mais evoluída.

Os resultados do referendo acerca da despenalização da IVG (despenalização das mulheres que recorrem ao aborto) abriu novas esperanças.

Com uma participação de 43,62% dos Eleitores (Abstenção de 56,38%) o Sim teve, ainda assim, um resultado expressivo de 59,26%, contra 40,74% do não.

Em 1998, no mesmo referendo sobre a despenalização da IVG, a abstenção foi de 68,11%, ficando-se a participação dos eleitores por uns escassos 31, 89%

Segundo os números oficiais, os resultados de 1998 foram de 48,28% para o Sim e de 50,07% para o Não.
Em 1998, o Não ganhou com uma diferença de 48 624 votos. Agora, em 2007, o Sim ganhou com uma diferença de 699 491 votos.

Os defensores do Não fazem notar que o referendo não é vinculativo e pretendem usar esse argumento para distorcerem a vontade expressa nas urnas, de modo a criar condicionalismos na lei que tornem inacessível a prática da IVG no sistema nacional de saúde. Nós já sabíamos isso e sempre alertámos para esse perigo. Isto é gente que detém o controlo do poder, contra a vontade expressa pelos cidadãos e não se espera que abdiquem das suas prerrogativas absurdas e prepotentes numa questão que envolve tantos e tão obscuros interesses…

Este referendo não é vinculativo? O anterior também não era mas a lei, absurda, ilegítima e abusiva, manteve-se em vigor, violando os direitos fundamentais das pessoas, perseguidas sem o consentimento e a concordância expressa da sociedade… Já neste post publicado em Novembro de 2004 abordei essa questão

Mesmo não sendo vinculativo o resultado expressa bem a vontade, esclarecida, da população. E, não tenham ilusões os reaccionários, nem tenhamos nós dúvidas. Se este referendo não resolver o problema, se for necessário outro referendo, o problema será resolvido, porque as pessoas acabarão por perceber o que têm de fazer e fá-lo-ão.

Vejamos, com mais detalhe, a evolução dos resultados do anterior para este referendo. Este exercício é importante para percebermos um conjunto de coisas e para podermos perspectivar o futuro também em relação à resolução doutras questões.

Neste referendo votaram mais 1 150 mil eleitores do que no anterior. Os votos Sim cresceram 71%, enquanto que os votos não cresceram apenas 13%. Registe-se o facto de os brancos + nulos terem duplicado e o esforço dessas pessoas para tornar o referendo vinculativo, mesmo não querendo optar em relação à pergunta.

Não vou refazer as contas, porque não se justifica, ao contrário das eleições, onde está em jogo a credibilidade e o apoio expresso a quem é votado e, consequentemente, a sua legitimidade para decidir em assuntos que dizem respeito a TODOS. Aqui trata-se duma decisão; decide quem participa… A diferenciação ainda se justifica porque os eleitos são aldrabões, mentirosos e vigaristas (e reivindicam o direito de continuar a sê-lo mesmo contra a opinião maioritária).

Os defensores do não (e os intelectualoides misantropos que passam o tempo a se desculpar com “os outros” para disfarçarem as suas limitações e a sua influência negativa) fazem notar que o referendo não é vinculativo, devido ao valor elevado da abstenção, usando isso como arma de arremesso contra quem se queixa dos políticos e da situação, mas há muitas outras coisas que se devem “fazer notar”

1- A influência da abstenção técnica (devida à manutenção, absurda e perniciosa, de eleitores fantasma nos cadernos eleitorais) na vinculabilidade do resultado;

2 - A urgência na institucionalização do voto electrónico, seguro, não vigarizável; permitindo a todos e cada um dos eleitores votarem em qualquer parte, sem necessidade, sequer, de se deslocarem a uma mesa de voto, como forma de reduzir, substancialmente, a abstenção. (Mas com o funcionamento, também, das mesas de voto… electrónico). Até o Brasil já conseguiu, embora de forma ainda insípida e insuficiente, adoptar o voto electrónico; só neste atraso de país é que não se consegue, apesar dos choques tecnológicos, da “aposta” na inovação e apesar do “Simplex”. Na prática o que se quer e o que se impõe à sociedade e aos cidadãos é o “Complicadex”

3- A urgência na institucionalização do voto electrónico, seguro, não vigarizável, permitindo a abolição da abstenção técnica e prevenindo as vigarices eleitorais que sempre acontecem em todas as eleições, permitidas pelo “papelinho na urna” à mercê da maior ou menor honestidade e idoneidade de cada um dos elementos das mesas… e dos outros que estão a seguir.

Colocadas estas questões prévias e a necessidade de avaliar os resultados com estas condicionantes, vamos às questões que considero realmente (e transcendentemente) importantes, quanto à leitura dos resultados do referendo.

A questão do aborto é uma questão particular, delicada, acerca da qual se tem gerado muita confusão e dito muitos absurdos em forma de campanha nazi. Nestas questões, os que não estão directamente envolvidos tendem a alhear-se porque ainda existe uma grande quantidade de pessoas manipuláveis pela PROPAGANDA e pela demagogia. Até alguns dos que estão directamente envolvidos se alheiam porqque acham que os seus casos são especiais (só eles é que devem decidir e decidem sempre bem...), mas quando se trata "dos outros" há que ter cuidado porque, se não, é uma desgraça... Por isso a questão é pouco mobilizável…
Idem para o referendo sobre a regionalização. Este nem a mim mobiliza porque não creio que a resolução dos nossos problemas passe por aí…

Os Referendos Que Nós Queremos!

Ao invés de fazerem referendos sobre questões controversas, pouco mobilizadoras e particulares, os nossos políticos deviam referendar as questões importantes, que permitem resolver os nossos problemas colectivos, aqueles que dizem respeito a todos.

Esses problemas (esses assuntos a referendar) são:

a) A alteração deste sistema eleitoral vigarista e a valoração da abstenção (para que os cidadãos possam responsabilizar e punir os políticos pelos seus actos perversos e pela sua cumplicidade para com a perversidade doutras instituições, com especial destaque para a Justiça)

b) Redução do número máximo de deputados para 150 (correspondentes a 100% dos votos), para acabar com aquela chulice vergonhosa dum parlamento inútil mas que absorve 10% da despesa corrente do Estado.

c) Acabar com os vencimentos escandalosos, com as acumulações de reformas com vencimentos, de reformas com reformas. Estabelecer limites superiores para reformas e vencimentos indexados aos valores mínimos e médios.
P. Ex: valor máximo de reforma ou pensões (ou de acumulações de reformas ou de pensões) nunca superior a dez vezes a pensão mínima ou 5 vezes as pensões e reformas médias. Idem para os vencimentos. Princípios de aplicação universal, sem excepções de qualquer natureza, porque em situações criminosas como a actual não se aplicam os princípios dos “direitos adquiridos”; chulice e roubo não são “direitos” mas crimes. Faço notar que as regras que aqui proponho em conjugação com o ponto 2, permitem economizar mais de 20% da despesa pública corrente

d) Eliminação dos prazos de prescrição judiciais para crimes graves. As prescrições só devem manter-se para pequenos crimes e desde que não haja danos de terceiros ou estes tenham sido reparados. Os direitos do estado nunca prescrevem. Aumento, considerável, das penas de prisão para crimes graves. Estabelecimento do princípio da equidade em matéria de sentenças; isto é: dois crimes iguais não podem ter sentenças muito diferentes, nem os crimes mais graves podem ter sentenças inferiores às dos crimes menores.

e) Estabelecimento do princípio da responsabilização individual dos profissionais públicos e da justiça e da sua punição, devendo as indemnizações pagas pelo Estado às pessoas injustiçadas ser suportadas pelos respectivos decisores e intervenientes, que devem ser punidos criminalmente, afastados das suas funções e perder as regalias sociais adquiridas no exercício dessas funções.

Tudo o que se diz aqui é ÓBVIO mas, nas mãos dos nossos políticos, legisladores e decisores, nada é o que deve ser, bem ao contrário: tudo se subverte e perverte deixando-nos reféns da perfídia da aplicação das regras de forma cega, tendenciosa e premeditadamente perversa.

Visto que os políticos não sabem resolver os nossos problemas colectivos (ou sabem e não querem) deixem-nos ser nós a decidir, para podermos correr com eles e permitir que os cargos sejam ocupados por quem sabe e quer resolver os problemas, porque há quem saiba e queira e porque TODOS os problemas têm solução.

Asseguro-vos que, mais facilmente e mais depressa do que no caso do referendo do Aborto, as pessoas irão compreender estas questões e perceber o que tem de ser feito para acabar com esta bandalheira em que vivemos... e fazê-lo.

Peço a todos que reenviem esta mensagem.

2006/07/10

Inovação? Nunca!

Um anonymous deixou, no post abaixo, este, um comentário a que se impunha responder.

A questão tem a ver com aquilo que cada um considera serem as alterações possíveis de acontecer, na organização da sociedade, no sistema político e eleitoral.
As pessoas podem ter as suas convicções sobre isso (embora me pareça que convicções assim como a do comentário não deviam existir, porque impedem a resolução dos problemas do Mundo e das sociedades), o que não podem, ou não devem, é ter a pretensão de "elevar" as suas opiniões (fracas opiniões, neste caso) a LEIS científicas definitivas...

Aqui fica a transcrição da minha resposta:
"Meu caro anonymous (que não gostou deste post).
O seu comentário é "estranho" em muitos aspectos.

1º - Eu não disse, em lado nenhum, que as maiorias têm sempre razão.

2º - Também é defensor dos interesses da maioria? E espera não ser já rotulado de... Pois... meu caro... as pessoas não são "defensoras de", apenas porque dizem sê-lo.
Defensor dos interesses, TUTELADOS, da maioria...
Defensor daquilo que você acha serem os interesses da maioria, sem que lhe interesse, para nada, o que a própria maioria pensa, ou sente, ou quer... Isso é uma ideia bem pouco democrática...
É assim parecido com o que diziam os colonizadores... tanto que, sem eles, os outros povos estavam destinados ao abismo.

Como eu, hoje, estou com uma dose suplementar de paciência, espero conseguir me explicar.
Já lá vamos!

Antes disso a outra ideia esquisita: "espera não ser já rotulado"... está completamente enganado. À excepção dos comentários provocadores e insultuosos (de cujos eu apago a maioria; só ficam um ou outro para exemplo, e não me arrependo, bem pelo contrário); à excepção desses, dizia, nunca rotulei ninguém, mas sim as ideias que aqui são deixadas e as atitudes.
Tenho esse direito (liberdade de expressão), tenho essa obrigação (honestidade, frontalidade e sinceridade) e ainda se impõe; até porque são precisamente essas ideias (fruto da manipulação e da confusão) que impedem a resolução dos nossos problemas colectivos.
Estranho, para mim, é que isso o melindre...

Portanto, meu caro, tal como reconhece na realidade à sua volta, também as suas ideias estão eivadas de manipulação, de conceitos absurdos e de falácias sendo, objectivamente, reaccionárias, por mais que você diga o contrário e por maiores que sejam as suas "boas intenções".

Voltemos à história de você defender os interesses da maioria (da tal maioria que tem de se entregar cegamente nas mãos duma qualquer minoria que diz defendê-la).
Isso é exactamente o que diz o governo (um qualquer governo), ao mesmo tempo que comete todo o tipo de abusos.
Já algumas vez ouviu algum governo dizer que, por exemplo, aumenta os impostos, os preços, impõe sacrifícios, fecha maternidades, reduz os direitos, dificulta o acesso à saúde, aumenta a repressão, beneficia o capital e prejudica a população, estrangula a economia e as "capacidades humanas", impede o desenvolvimento, etc. que não seja com o pretexto de defender o país? de defender as maiorias? Eu nunca!
"Eles" (os políticos e os governos) até invocam que representam a maioria, que receberam mandato da maioria, o que é falso, para legitimarem toda a espécie de crimes que cometem, de destruição que consumam...
Não tendo razões para acreditar nestes "defensores da maioria" por que raio deveria a maioria acreditar em si, ou noutros quaisquer "defensores da maioria"?

Mas deixe-me colocar-lhe a questão doutro modo:
Imagine que, por um qualquer acaso, é você a tal maioria (para facilitar, suponha que detém a maior quota numa sociedade qualquer); agora suponha que outrém lhe vem dizer que "defende a maioria", lhe faz uma série de promessas e que, assim sem mais, lhe exige que você confie, lhe entregue o poder, sem possibilidade de questionar ou intervir na respectiva acção.
O que é que você faria? Confiava, assim sem mais?

Lá porque se trata dos destinos do País e do Mundo (ou principalmente porque se trata dos destinos do País e do Mundo, do nosso destino colectivo) "a coisa" não é diferente do exemplo da sua propriedade.

Repare que, a única coisa que eu defendo é que existam mecanismos de controlo da acção dos políticos, por parte de todos os cidadãos, que os políticos prestem contas do que fazem, para se poder acabar com os seus abusos. Acha que isso não se justifica? Que os políticos não abusam?

Mesmo socialmente. Você entrega os seus direitos e interesses a uns quaisquer "defensores da maioria", só porque eles dizem que são?
Não, pois não?
Você avalia e "escolhe" o seu grupo. Então porque é que os outros (todos os outros) não têm o mesmo direito?
Porque consigo (ou o seu grupo?) seria diferente?
Porquê?
Porque basta você estar de acordo?
Não interessa se os restantes cidadãos concordam ou não?
O que é que faz de si diferente? Especial? Pertence a alguma raça superior?

Agora a parte mais chata.
Você diz: "não há democracia directa, nem nunca houve". Completamente de acordo!
E continua você: "nem nunca haverá".
Porquê? Porque você não quer?
Porque a sua pobre cabeça não lhe permite "compreender" um tal sistema?
Porque lhe daria muita maçada e lhe exigiria muito esfoirço pensar e agir de maneira diferente, com parâmetros diferentes?
Caramba!
Mas eu farto-me de ouvir que são necessárias mudanças! Tudo uns cínicos, já estou a ver.
Dizem que é preciso mudar, mas é para os outros não dizerem, de forma consequente, porque não querem mudar nada.
O que é que você entende por mudanças? Ficar tudo (ou pelo menos o essencial) na mesma?

O que distingue a raça humana dos outros animais é precisamente a capacidade de aprender. Mas não de aprender no sentido empírico. Aprender, assimilar experiências, analisar problemas e RESOLVÊ-LOS, evoluir; e evoluir implica mudar. O Mundo sempre mudou, e como mudou!
A nossa principal característica é resolver problemas; qualquer problema, meu caro!

É uma característica, individual, de nível e capacidade intelectual perceber que, quando se trata das sociedades e dos comportamentos humanos (sobretudo os colectivos) nada é permanente, não há "dados adquiridos" tudo pode mudar.
Até pode mudar dum momento para o outro.
Ou não será assim?
Por isso convém que estejamos psicologicamente preparados para mudanças, sempre...

Finalmente o mais importante!
No que concerne à governação, às grandes decisões políticas e sociais, são AS MAIORIAS e só as maiorias que "têm sempre razão".
Neste particular, as boas decisões são as das maiorias, por mais que a sua tacanhez (porque é um problema de tacanhez) lho não permita ver.

Há várias outras questões que me confirmam:
- É frequente as pessoas se lamuriarem porque não existem "desígnios nacionais", objectivos comuns que tenham de ser, de facto, concluídos, sem se ficar à mercê dos caprichos das mudanças de governos e respectivos grupos de interesses; isto é: da corrupção.
É assim, com decisões da maioria, que se "definem" esses "desígnios nacionais".
E nisso as maiorias NUNCA se enganam.
Mas mesmo que se enganem, que sejam "aldrabadas" acabam por aprender o quê e como tem de ser feito, se tiverem essa oportunidade, para além de poderem punir quem aldrabou. Garanto-lhe que o País melhoraria muito.

- Há, de facto, pessoas (que estão em minoria) líderes, que defendem os interesses da maioria e são capazes de exercer os cargos adequadamente. Mas se esses são realmente líderes também devem ser capazes de mobilizar as pessoas, de as convencer e, sobretudo, de prestar contas e se submeter ao controlo dos cidadãos.
Também aí, na identificação dos líderes, as pessoas (as MAIORIAS) não se enganam... Não se esqueça de que estou a falar de maiorias reais e não de maiorias eleitorais, que não é a mesma coisa.

- As decisões têm de ser sancionadas pela maioria, a maioria tem de ser mobilizada e mobilizável, porque não há soluções sem as pessoas, sem a maioria das pessoas.
A participação de todos é importante, porque só sendo possível e necessária a participação de todos permite localizar e concretizar capacidades e competências, nomeadamente de inovação...
Aliás, o que é que você entende por INOVAÇÃO, quando diz: "nunca houve, não há, nunca haverá"?
Assim, como diz, não há inovação... percebe?

- As decisões têm de ser sancionadas pela maioria, os governos têm de governar a favor da maioria, porque os nossos direitos e interesses, como povo e como nação, só estarão defendidos quando os governos puderem contar com o apoio das respectivas populações... Caso contrário, os países ficam à mercê das máfias e gangsters internacionais...
Não há minoria que possa fazer isso, por mais bem intencionada que seja... É necessária a maioria, uma maioria esclarecida, lúcida, empenhada. A melhor forma de o conseguir é fazer as pessoas participarem nas decisões...

- Para além do mais, só pelo simples facto de os políticos e governantes saberem que teriam de prestar contas, os seus actos e comportamentos se alterariam, eles seriam muito mais "honestos".
Acabavam-se as mentiras eleitorais e os jogos sujos para controlar o poder, por parte das máfias, porque não resultariam.
Eu, se tivesse que exercer algum cargo, quereria que esse controlo da maioria se exercesse, porque seria a única forma de garantir que os interesses da maioria prevaleceriam.

Mas não desespere!
Lá porque você está completamente perdido não significa que não haja quem veja mais longe, nem que a humanidade esteja condenada a este descalabro de situaçao, sem alternativas.

Contudo, só há alternativas com as maiorias...

Volte sempre!

2005/09/11

Manifesto anti Soares (II)

Publicado também em Editorial
Enquanto Soares repete, de forma patética e absurda, que "é fixe" (assim parecido com um peixe fora de água) e que a sua candidatura é nacional (de que país? em que país será que ele vive?), o JN online pergunta:
- "Concorda com a recandidatura de Mário Soares à Presidência da República?"
Às 16:50 horas, de hoje, dia 11 de Setembro de 2005, de entre os 8398 leitores que responderam a esta pergunta, as percentagens eram as seguintes:
Sim - 15,8%
NÃO - 82,7%
NS - 1,6%
É só para que se saiba que as nossas opiniões são (muito) fundamentadas e até são, amplamente, maioritárias, nesta como em muitas outras questões da nossa sociedade.
Reparem que, aqui, na consulta online, a abstenção é inferior a 2%.
A confirmar o que temos vindo a dizer: que a abstenção não se deve a desisteresse, mas ao facto de as pessoas não se conformarem com as limitações nas "opções" que lhes são impostas pelas máfias...
O que as pessoas, talvez, ainda não tenham percebido é o quanto a situação é pérfida, porque existem soluções, existem as pessoas dignas, que são cilindradas pelos mafiosos e pelos OCS, para eliminar as possibilidades doutras "escolhas".
Em face disto o que fazem os restantes partidos?
Candidatam os seus líderes, contribuindo para tornar a situação ainda mais caricata e absurda; prestando, objectivamente, um excelente serviço às máfias.
Mas, que digo eu? Eles não serão todos mafiosos, do mesmo grupo e do mesmo quilate? Bem, talvez não do mesmo grupo...
Por isso, para acabar com estas conspiraçõs contra a democracia, para acabar com os abusos e crimes, cometidos por toda esta gente, contra o país, contra a população, contra a justiça, contra a dignidade das funções políticas, contra o nosso progresso e bem-estar, impedindo a resolução dos nossos problemas, eu defendo que seja valorada a abstenção.
Até porque, tal como as pessoas têm opiniões claras acerca deste tipo de coisas, também as têm acerca das vias de resolução dos nossos maiores problemas.
Estas opções têm de passar a ser referendadas, e os governos e deputados têm de passar a "conformar-se" com as decisões dos cidadãos, executando as decisões dos cidadãos, porque assim é que é democracia.
Eles, que assim se esmeram por merecer o desacordo e a oposição da esmagadora maioria dos cidadãos (e não têm emenda, mesmo sabendo disso), é que justificam e nos fazem exigir este tipo de medidas de controle democrático, do exercício do poder...